quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hoje,25 de Abril,o verdadeiro Dia de Finados em Portugal


Brasil,00:01H,estamos a entrar no trágico dia 25 de Abril. Não há como dormir sobre as lembranças dos mortos. Nem com a indignação em saber que os capitães assassinos e covardes andam livremente pelas ruas portuguesas... Perfilados,cantemos o Hino que tantas vezes nos arrancou lágrimas de orgulho que rolaram sobre nossas faces curtidas pelo sol africano. Éramos jovens e lutávamos por uma Pátria única que se espalhava desde a Metrópole europeia até a Ásia. Não nos curvamos sob as ordens de Lisboa dominada,não baixamos nossas armas em respeito a todos que até então haviam dado seu suor,seu sangue e suas vidas. Pelas mães que choraram,pelas noivas que ficaram por casar,pelos filhos que esperaram em vão... Fomos poucos ante a escalada do inimigo,livre para agir. Mas aprendemos que até nas derrotas,se a alma não é pequena,conquista-se a Honra e a Glória! Um forte abraço irmãos em armas! Meus pêsames Portugal...



Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar!
Contra os canhões
marchar, marchar
Heróis do mar,nobre povo de outrora,hoje subjugados. 
De nação valente,audaciosa,tornada imortal pelos seus capitães das descobertas e conquistas,da alta glória onde foi levantada caiu sobre os malditos cravos vermelhos de 25 de Abril de 1974 que apagaram o esplendor de Portugal. Entre as brumas da memória,hoje,começam a se ouvir,cada vez mais claras e fortes,as vozes não só dos egrégios e envergonhados avós,mas também dos milhares de mortos de todas as cores,credos e raças,homens,mulheres e crianças que viviam,confiavam,trabalhavam e lutavam debaixo da gloriosa bandeira das cinco quinas que os guiava à vitória! Lamentos e gemidos dos traídos,abandonados e massacrados. Lusíadas que sobre a terra,sobre o mar e no ar,empunhando suas armas ousavam,pela Pátria,contra canhões marchar.

Hoje,25 de Abril de 2012,que os verdadeiros herdeiros de Aljubarrota decidam e ousem,como no passado,contra canhões marchar,contra a colonização econômica europeia lutar,varrer dos livros,da memória e da terra portuguesa os bastardos de uma raça de heróis,os capitães dos cravos ufanos da derrota e sua ignominiosa obra. Que se levante hoje de novo o esplendor de Portugal! Às armas,senhores!