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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Jair, o Messias, propõe jejum contra o COVID-19... Estamos salvos!


“Estou pedindo um dia de jejum para quem tem fé. Então a gente vai, brevemente, junto com os pastores, padres e religiosos anunciar aí. Pedir um dia de jejum para todo o povo brasileiro em nome, obviamente, de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível”. Presidente Jair, o MESSIAS, Bolsonaro, entrevista a Radio Jovem Pan, 02/03/2020

Um dia de jejum religioso óh Messias?! Boa ideia! Porque a Itália ou a Espanha não pensaram nisso antes! Resolve até mesmo o problema de abastecimento... Como sua linha de ação tem muita similaridade em termos de inteligência e sanidade mental com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko -que recomendou aos seus cidadãos que lavassem as mãos com vodka para deter o COVID-19- humildemente sugiro que, do alto de sua autoridade, recomende ao povo brasileiro que lave as mãos com pinga! Jeitinho brasileiro! Barato!

Seriamente analisando, a sugestão do presidente Lukashenko é mais lógica, lavar as mãos com álcool... Mas recorrer a soluções religiosas diante de uma pandemia ou de um problema comum que seja, nos transporta ao patamar de homens da caverna, temerosos do trovão. Então, dentro dessa linha religiosa, acredito ser mais eficiente falar logo com o Papa, ao nível de chefes de estado e pedir uma intervenção direta do grande poderoso lá de cima. Aliás, cobrar, não pedir. Afinal, óh Messias, Ele não é onipotente e onipresente? Onde Ele estava quando surgiu o COVID-19? Distraído?

Religiosos...



Nota - No meio científico há opiniões pró e contra o jejum, seja ele racional ou fantasioso (religioso): O jejum periódico por dois ou três dias contribui para a regeneração de células-tronco no sangue e a restauração do sistema de imunidade (Valter Longo, professor de gerontologia, Universidade do Sul da Califórnia)                                                                                                                         
Mas obviamente, nada a ver com religião, um simples resultado físico que pode ou não ajudar o corpo humano. E muito menos deter uma pandemia...


domingo, 22 de setembro de 2019

Do surgimento aleatório do ser humano ao progresso rumo a sua extinção

E num país de neandertais rumo a uma bizarra ditadura teocrática onde a massa ululante bate no peito suas ensebadas bíblias e roga benesses ao "Senhor" em vez de buscar trabalho, só nos resta filosofar e esperar retornar logo ao Caos (do grego Hesíodo) antes que chegue o Caos do romano Ovídio...
P.A.Marangoni

E “Deus” criou o homem, o ornitorrinco e o pangolim... Imaginação fértil a do barbudo, só não suplanta a do próprio homem que O criou para não se sentir uma obra do acaso.

Cheguei aos 70 anos, prestes a ser desmontado e olho para trás. Realizei coisas interessantes nas passadas décadas, mas que foram engolidas pelo tempo, esse vilão que não conseguimos entender e dominar, e tudo o que fiz, passei, realizei, tem a mesma textura palpável de um filme de ficção ou uma historinha infantil, ou seja, nada. Qual o valor da vida? Qual o futuro do animal humano que desenvolveu a capacidade de acumular conhecimentos e ao juntá-los consegue tomar atitudes e criar eventos aparentemente inéditos, mas que não passam de uma mistura de experiências já vividas, próprias ou alheias? Mas o animal homem chama isso de inteligência e se acredita superior aos demais seres viventes do planeta, todos surgidos aleatoriamente – inclusive o próprio planeta.

E o Homem idealizou Deus, os anjos, a alma... Imaginação fértil a dos bípedes pelados, juntando fatos que não entendem mas os veem como um aval à sua superioridade e da garantida continuação da vida após a morte, um evento que nada mais é que a dissolução de um ser vivente que retorna ao estado original de partículas que se aglutinarão às demais ou vagarão como gases por aí, sem qualquer consciência.

A vida consciente ou qualquer forma de vida e o próprio Universo, não tem sentido ou valor, pois não ser é superior a ser, o Nada é superior ao Todo. O tempo engole a tudo e a todos e não os defeca, nada resta num tempo infinito.

O futuro distante não é o paraíso sonhado. Com plena “felicidade” advinda do conhecimento não há necessidade de vínculos afetivos, o indivíduo se basta; com pleno conhecimento para manter indefinidamente os arquivos da mente de forma artificial e aperfeiçoada, não há necessidade de um corpo perecível para armazená-lo e elimina-se a procriação, ato primitivo de seres de curta duração para a sobrevivência de sua Espécie. Assim será o futuro, seres de material artificial e renovável, autossuficientes, rumando para a construção de uma única máquina que englobe todo o conhecimento, o que tornará obsoleta a função do “poder”, origem dos nossos  males. Verdadeiramente será essa máquina o “Deus” real. Os humanos de carne e ossos são apenas formas de vidas intermediárias, que deram início ao processo mas destinadas à extinção por sua própria vontade, através da evolução. E depois virá o Nada, pois uma máquina perfeita saberá que o Nada é infinitamente superior à existência e se auto consumirá, levando consigo todo o inútil Universo.