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sábado, 11 de abril de 2020

Quarentena não evita o Covid-19, mas o digere em fatias.

A Deutsche Welle Brasil entrevistou quem entende sobre a controversa quarentena e o resultado é bem claro até mesmo para a Dona Maria lá de Hortolândia: 

"O problema de sair da quarentena é o seguinte: você só vai poder sair com certeza, quando todas as pessoas ou 80% da população estiver imunizada". (Fernando Reinach, biólogo e colunista de O Estado de S. Paulo.)
"A ideia do isolamento não é evitar que se pegue o coronavírus, mas que não se tenha um grande contingente da população contaminado ao mesmo tempo, sobrecarregando o sistema de saúde." (pneumologista Carlos Alberto Barros Franco)

A finalidade da quarentena não é um simplório "fiquem escondidos em casa que o vírus não acha ninguém, fica chateado e vai embora..." H1N1, sarampo, tuberculose, ebola, etc, etc, todas as doenças do presente e passado estão por aí, umas já com vacina descoberta, outras não.  Quando, por simples incidente, casualidade, infectam alguém, quase todos ao redor do azarado  já foram de alguma forma expostos e estão com as defesas preparadas ou vacinados e a contaminação não segue em frente, não se transformando numa epidemia ou pandemia. Ah, então porque não deixar todos a vontade, sem medo, e enfrentar logo o inimigo? Como disse o pneumologista Barros Franco, a "finalidade é não sobrecarregar o sistema de saúde", não é a de evitar o vírus! Digerir a pandemia em fatias, uma a uma, dentro da capacidade de cada país. Ou a indigestão será inevitável.  Evita que se morra por falta de leitos, UTIs, medicamentos e não pela infecção em si. 

Resumindo, fique quieto em casa, escondido do bichinho, sabendo que provavelmente ele vai acabar te pegando, mas quando isso acontecer, a multidão que ficou saracoteando pelas ruas e depois teve que  se espremer para conseguir um disputado oxigênio e levar com tubos goela abaixo, já desocupou os leitos e respiradores para você. Ou até mesmo medicamentos eficazes ou uma vacina já tenham aparecido...

Simples assim.


sexta-feira, 10 de abril de 2020

Doria x Bolsonaro: o almofadinha e o capitão...


Pobre povo brasileiro, um verdadeiro mexilhão que sofre com o embate entre o mar e a rocha...

Resumindo, o que podemos ver é que nenhum dos dois têm como prioridade a saúde da população e sim o poder político. O capitão leva uma pequena vantagem, é mais autêntico, fala e faz besteiras desde a AMAN, nunca mudou, faz e fala, só depois pensa. Já o Doria, que começou bem, dando um ar de eficiência que nos fazia pensar “esse é o cara”, rapidamente foi diminuindo o conteúdo útil de seus desnecessários discursos diários, que passaram das medidas contra o COVID-19 para ataques de palanque de periferia, procurando dourar com um toque de elegância e pretensa inteligência mas parecendo um almofadinha prestes a ter um desmaio porque serviram o peixe com o talher errado. Já cansou. Estamos numa pandemia e não numa eleição! 

Capitão, procure entender que o senhor foi eleito não como ídolo e sim como única opção e lhe agradecemos por dar um fim à ditadura petista que arrasou o país. No início do mandato tinha a “faca e o queijo” nas mãos para nos tirar do atoleiro, mas sem sequer começar a trabalhar, iniciou uma campanha para a reeleição! Continuamos atolados... Saia da trincheira e avance! 

Almofadinha, não faça pouco da inteligência alheia e não superestime a capacidade de paciência do eleitor, cansado de teatro, deixe o palanque de lado, precisamos de atendimento, recursos, medicamentos, não de mimimi!

Se não mudarem a trajetória desastrosa, logo começaremos a ver no horizonte sombrio, figurões petistas avançando lentamente, com ar de quem não quer nada, segurando garrafas de oxigênio e arrastando alguns respiradores. E o Brasil volta para a UTI...




sexta-feira, 3 de abril de 2020

Jair, o Messias, propõe jejum contra o COVID-19... Estamos salvos!


“Estou pedindo um dia de jejum para quem tem fé. Então a gente vai, brevemente, junto com os pastores, padres e religiosos anunciar aí. Pedir um dia de jejum para todo o povo brasileiro em nome, obviamente, de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível”. Presidente Jair, o MESSIAS, Bolsonaro, entrevista a Radio Jovem Pan, 02/03/2020

Um dia de jejum religioso óh Messias?! Boa ideia! Porque a Itália ou a Espanha não pensaram nisso antes! Resolve até mesmo o problema de abastecimento... Como sua linha de ação tem muita similaridade em termos de inteligência e sanidade mental com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko -que recomendou aos seus cidadãos que lavassem as mãos com vodka para deter o COVID-19- humildemente sugiro que, do alto de sua autoridade, recomende ao povo brasileiro que lave as mãos com pinga! Jeitinho brasileiro! Barato!

Seriamente analisando, a sugestão do presidente Lukashenko é mais lógica, lavar as mãos com álcool... Mas recorrer a soluções religiosas diante de uma pandemia ou de um problema comum que seja, nos transporta ao patamar de homens da caverna, temerosos do trovão. Então, dentro dessa linha religiosa, acredito ser mais eficiente falar logo com o Papa, ao nível de chefes de estado e pedir uma intervenção direta do grande poderoso lá de cima. Aliás, cobrar, não pedir. Afinal, óh Messias, Ele não é onipotente e onipresente? Onde Ele estava quando surgiu o COVID-19? Distraído?

Religiosos...



Nota - No meio científico há opiniões pró e contra o jejum, seja ele racional ou fantasioso (religioso): O jejum periódico por dois ou três dias contribui para a regeneração de células-tronco no sangue e a restauração do sistema de imunidade (Valter Longo, professor de gerontologia, Universidade do Sul da Califórnia)                                                                                                                         
Mas obviamente, nada a ver com religião, um simples resultado físico que pode ou não ajudar o corpo humano. E muito menos deter uma pandemia...


segunda-feira, 30 de março de 2020

Ave COVID, nós que vamos morrer te saudamos!


As duas grandes guerras mundiais tiveram seu lado positivo no tocante à ciência, em diversas áreas, embora em algumas com resultados obtidos pelos meios mais abjetos. Mas é inegável que o progresso no planeta deu um salto, uma acelerada de décadas em apenas alguns anos. Mas um custo irrecuperável foi a da característica de todas as guerras: a perda dos jovens, o extermínio dos mais saudáveis, enquanto os menos aptos que  permanecem na retaguarda, mais seguros, passam a ser os reprodutores da raça, que decai, se enfraquece, pois os melhores perdem suas vidas nos campos de batalha...

Com o COVID, uma nova guerra mundial se apresenta, com estilo próprio, não pelo vírus em si mas por ter revelado uma balbúrdia de ações desencontradas dos governantes despreparados para qualquer ameaça que evolua rapidamente, sem dar tempo para conselheiros e marqueteiros, já que todas as ações políticas visam fortalecer o poder e o ego dos governantes e não os interesses e necessidades do povo, nesse teatro de comédia chamado democracia. E a guerra do COVID tem também seu lado positivo e ele é contrario ao pior resultado das grandes guerras: ele elimina os mais fracos, doentes e velhos e deixa mais espaço e liberdade para a juventude forte! Estimula a distância saudável entre humanos contra a promiscuidade reinante, racionaliza o trabalho, estimula o respeito ao próximo ao despertar a consciência de que somos todos elos de uma cadeia que depende da força e empenho de cada um para não se romper. E pandemias apenas são armas da natureza para fazer uma manutenção periódica nesses elos, eliminando os corroídos e fortalecendo a união dos restantes.

A sociedade que deslizava célere ladeira abaixo rumo à decadência, está tendo uma reciclagem forçada em termos de comportamento, pensar, uma aula de cidadania metida à força cérebro adentro, ameaçadora. Seremos os mesmos pós COVID mas a sociedade, passado o susto, saberá que príncipes e mendigos são elos exatamente iguais na corrente instável chamada vida...

pedro marangoni, 71 anos.

terça-feira, 24 de março de 2020

A opção racional sobre o COVID-19: que morram os velhos e a economia viva!


Completo 71 anos nesse mês (Março) e vejo com estoicismo a opção racional e não emocional que as nações devem ter nesse momento, questionando:

-Quantos idosos acima de 70 anos morrem diariamente no mundo por doenças ou causas naturais? Quantos morriam na populosa Itália, por exemplo? Quantos morriam num surto de gripe comum? A diferença é que devido ao Covid 19 esses idosos morrem concentrados nos hospitais com alarde e não silenciosamente em suas casas, com a comoção atingindo apenas seus familiares, simples notícias de falecimento em jornaizinhos locais. E quais os números atuais da já esquecida e menos midiática dengue?

Pressionados pela mídia e engolfados na eterna escaramuça política, os dirigentes tomam medidas bombásticas, de efeito, cada um tentando ser mais “eficaz” que seus adversários, não se preocupando realmente com a população e sim com seu prestígio, pensando em próximas ou distantes eleições. O verdadeiro vírus que deve ser combatido chama-se Político Profissional e não os coronas e afins.

Paralisar um país, inviabilizar a economia, provocar demissões em massa, atingir justamente a classe sem reservas financeiras que garimpa seu pão dia a dia, algemar 80% que produzem para proteger 20% que já não contribuem e estão com um pé na cova -sinto muito, mas estou sendo racional em prol de resultados menos trágicos- é uma estultice! O que mais ficou claro nessa corrida em tentar entender e se defender do novo coronavírus é que as crianças -o futuro- e os jovens, a população forte e produtiva -o presente- e mesmo idosos sem comorbidades, passam galhardamente pela infecção, sem maiores sequelas. É injustificável portanto que se paralisem países, provocando um desastre econômico de difícil recuperação, principalmente nas nações mais pobres ou emergentes, resultando certamente em muito mais mortes seja por doenças causadas pelo isolamento forçado, seja por fome, desemprego, caos econômico, político e social. Deixem a infecção ser tratada pela sábia natureza, saiam do caminho!

Para proteger o passado, estamos sacrificando o presente e destruindo o futuro!

Pedro Marangoni, 71 anos.



Atualização em 25/03:  Um texto sensato sobre o assunto, por Alexandre Garcia