quinta-feira, 28 de maio de 2020

Desembargador Eduardo Contreras: a morte do guerreiro gentil




Faleceu na tarde desta terça-feira (26) o desembargador Eduardo Contreras, corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). No começo deste mês ele teve um acidente vascular cerebral e passou por delicada cirurgia no Hospital São Camilo, onde permanecia internado. (...)Juiz de carreira, que por quase 30 anos vinha cumprindo sua atuação como magistrado no Amapá, Contreras era conhecido pelo equilíbrio, erudição e gentileza.” (Diário do Amapá)

Não pude conter um sorriso quando li os elogios fúnebres acerca de meu amigo Eduardo Freire Contreras. A palavra mais citada era “gentileza”... Impossível que assim não fosse; Contreras -como era chamado desde criança- era um raro homem gentil, uma qualidade que não perdia até nos momentos mais difíceis. Educado e tranquilo, foi o único que conseguiu manter uma fraternal amizade comigo, ao longo de 60 anos, eu que tinha -e ainda tenho- todas as qualidades contrárias às suas! Tive a feliz iniciativa de convidá-lo para viver no Amapá e o orgulho de apresentá-lo àquela que seria sua esposa por toda uma vida...

Para os que conheceram o Dr. Eduardo Contreras -Desembargador e Corregedor Geral de Justiça- com a solene toga, parece fácil que de sua alta posição fosse gentil. Difícil imaginá-lo com seu ar tranquilo e o meio sorriso no rosto, numa planície africana, vestindo camuflado e empunhando um fuzil G-3, tentando proteger famílias isoladas em meio a massacres e bandos desvairados de saqueadores, no caos que se seguiu à marxista revolução de 25 de Abril e o criminoso abandono das províncias portuguesas em África. Assim eu o vi, assim convivemos em Moçambique e Rhodesia nos conturbados anos 70. Tivemos juntos o privilégio histórico de vivenciar ainda o derradeiro período colonial e as guerras de descolonização. O jovem Contreras foi membro ativo da OPVDC - organização provincial de voluntários e defesa civil – em Nampula, a capital militar de Moçambique e assistiu o inconsequente abandono das populações à sanha dos terroristas e criminosos, lutando numa terra sem lei. Ele, para quem leu meu livro “A opção pela espada”, é o “E.C.”, onde, com discrição, cito algumas de suas ações.



Eduardo Contreras, em 1974, aos 25 anos, junto à fortaleza da Ilha de Moçambique




Veteranos de guerra não se tornam amargos ou neuróticos, como se costuma julgar, quando lutam por ideal – o nosso era um racional anti comunismo – em defesa de uma Civilização.

Assim fez o Gentil Guerreiro, Eduardo Freire Contreras. Perfilado, o saúdo.



sábado, 11 de abril de 2020

Quarentena não evita o Covid-19, mas o digere em fatias.

A Deutsche Welle Brasil entrevistou quem entende sobre a controversa quarentena e o resultado é bem claro até mesmo para a Dona Maria lá de Hortolândia: 

"O problema de sair da quarentena é o seguinte: você só vai poder sair com certeza, quando todas as pessoas ou 80% da população estiver imunizada". (Fernando Reinach, biólogo e colunista de O Estado de S. Paulo.)
"A ideia do isolamento não é evitar que se pegue o coronavírus, mas que não se tenha um grande contingente da população contaminado ao mesmo tempo, sobrecarregando o sistema de saúde." (pneumologista Carlos Alberto Barros Franco)

A finalidade da quarentena não é um simplório "fiquem escondidos em casa que o vírus não acha ninguém, fica chateado e vai embora..." H1N1, sarampo, tuberculose, ebola, etc, etc, todas as doenças do presente e passado estão por aí, umas já com vacina descoberta, outras não.  Quando, por simples incidente, casualidade, infectam alguém, quase todos ao redor do azarado  já foram de alguma forma expostos e estão com as defesas preparadas ou vacinados e a contaminação não segue em frente, não se transformando numa epidemia ou pandemia. Ah, então porque não deixar todos a vontade, sem medo, e enfrentar logo o inimigo? Como disse o pneumologista Barros Franco, a "finalidade é não sobrecarregar o sistema de saúde", não é a de evitar o vírus! Digerir a pandemia em fatias, uma a uma, dentro da capacidade de cada país. Ou a indigestão será inevitável.  Evita que se morra por falta de leitos, UTIs, medicamentos e não pela infecção em si. 

Resumindo, fique quieto em casa, escondido do bichinho, sabendo que provavelmente ele vai acabar te pegando, mas quando isso acontecer, a multidão que ficou saracoteando pelas ruas e depois teve que  se espremer para conseguir um disputado oxigênio e levar com tubos goela abaixo, já desocupou os leitos e respiradores para você. Ou até mesmo medicamentos eficazes ou uma vacina já tenham aparecido...

Simples assim.


sexta-feira, 10 de abril de 2020

Doria x Bolsonaro: o almofadinha e o capitão...


Pobre povo brasileiro, um verdadeiro mexilhão que sofre com o embate entre o mar e a rocha...

Resumindo, o que podemos ver é que nenhum dos dois têm como prioridade a saúde da população e sim o poder político. O capitão leva uma pequena vantagem, é mais autêntico, fala e faz besteiras desde a AMAN, nunca mudou, faz e fala, só depois pensa. Já o Doria, que começou bem, dando um ar de eficiência que nos fazia pensar “esse é o cara”, rapidamente foi diminuindo o conteúdo útil de seus desnecessários discursos diários, que passaram das medidas contra o COVID-19 para ataques de palanque de periferia, procurando dourar com um toque de elegância e pretensa inteligência mas parecendo um almofadinha prestes a ter um desmaio porque serviram o peixe com o talher errado. Já cansou. Estamos numa pandemia e não numa eleição! 

Capitão, procure entender que o senhor foi eleito não como ídolo e sim como única opção e lhe agradecemos por dar um fim à ditadura petista que arrasou o país. No início do mandato tinha a “faca e o queijo” nas mãos para nos tirar do atoleiro, mas sem sequer começar a trabalhar, iniciou uma campanha para a reeleição! Continuamos atolados... Saia da trincheira e avance! 

Almofadinha, não faça pouco da inteligência alheia e não superestime a capacidade de paciência do eleitor, cansado de teatro, deixe o palanque de lado, precisamos de atendimento, recursos, medicamentos, não de mimimi!

Se não mudarem a trajetória desastrosa, logo começaremos a ver no horizonte sombrio, figurões petistas avançando lentamente, com ar de quem não quer nada, segurando garrafas de oxigênio e arrastando alguns respiradores. E o Brasil volta para a UTI...




sexta-feira, 3 de abril de 2020

Jair, o Messias, propõe jejum contra o COVID-19... Estamos salvos!


“Estou pedindo um dia de jejum para quem tem fé. Então a gente vai, brevemente, junto com os pastores, padres e religiosos anunciar aí. Pedir um dia de jejum para todo o povo brasileiro em nome, obviamente, de que o Brasil fique livre desse mal o mais rápido possível”. Presidente Jair, o MESSIAS, Bolsonaro, entrevista a Radio Jovem Pan, 02/03/2020

Um dia de jejum religioso óh Messias?! Boa ideia! Porque a Itália ou a Espanha não pensaram nisso antes! Resolve até mesmo o problema de abastecimento... Como sua linha de ação tem muita similaridade em termos de inteligência e sanidade mental com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko -que recomendou aos seus cidadãos que lavassem as mãos com vodka para deter o COVID-19- humildemente sugiro que, do alto de sua autoridade, recomende ao povo brasileiro que lave as mãos com pinga! Jeitinho brasileiro! Barato!

Seriamente analisando, a sugestão do presidente Lukashenko é mais lógica, lavar as mãos com álcool... Mas recorrer a soluções religiosas diante de uma pandemia ou de um problema comum que seja, nos transporta ao patamar de homens da caverna, temerosos do trovão. Então, dentro dessa linha religiosa, acredito ser mais eficiente falar logo com o Papa, ao nível de chefes de estado e pedir uma intervenção direta do grande poderoso lá de cima. Aliás, cobrar, não pedir. Afinal, óh Messias, Ele não é onipotente e onipresente? Onde Ele estava quando surgiu o COVID-19? Distraído?

Religiosos...



Nota - No meio científico há opiniões pró e contra o jejum, seja ele racional ou fantasioso (religioso): O jejum periódico por dois ou três dias contribui para a regeneração de células-tronco no sangue e a restauração do sistema de imunidade (Valter Longo, professor de gerontologia, Universidade do Sul da Califórnia)                                                                                                                         
Mas obviamente, nada a ver com religião, um simples resultado físico que pode ou não ajudar o corpo humano. E muito menos deter uma pandemia...


segunda-feira, 30 de março de 2020

Ave COVID, nós que vamos morrer te saudamos!


As duas grandes guerras mundiais tiveram seu lado positivo no tocante à ciência, em diversas áreas, embora em algumas com resultados obtidos pelos meios mais abjetos. Mas é inegável que o progresso no planeta deu um salto, uma acelerada de décadas em apenas alguns anos. Mas um custo irrecuperável foi a da característica de todas as guerras: a perda dos jovens, o extermínio dos mais saudáveis, enquanto os menos aptos que  permanecem na retaguarda, mais seguros, passam a ser os reprodutores da raça, que decai, se enfraquece, pois os melhores perdem suas vidas nos campos de batalha...

Com o COVID, uma nova guerra mundial se apresenta, com estilo próprio, não pelo vírus em si mas por ter revelado uma balbúrdia de ações desencontradas dos governantes despreparados para qualquer ameaça que evolua rapidamente, sem dar tempo para conselheiros e marqueteiros, já que todas as ações políticas visam fortalecer o poder e o ego dos governantes e não os interesses e necessidades do povo, nesse teatro de comédia chamado democracia. E a guerra do COVID tem também seu lado positivo e ele é contrario ao pior resultado das grandes guerras: ele elimina os mais fracos, doentes e velhos e deixa mais espaço e liberdade para a juventude forte! Estimula a distância saudável entre humanos contra a promiscuidade reinante, racionaliza o trabalho, estimula o respeito ao próximo ao despertar a consciência de que somos todos elos de uma cadeia que depende da força e empenho de cada um para não se romper. E pandemias apenas são armas da natureza para fazer uma manutenção periódica nesses elos, eliminando os corroídos e fortalecendo a união dos restantes.

A sociedade que deslizava célere ladeira abaixo rumo à decadência, está tendo uma reciclagem forçada em termos de comportamento, pensar, uma aula de cidadania metida à força cérebro adentro, ameaçadora. Seremos os mesmos pós COVID mas a sociedade, passado o susto, saberá que príncipes e mendigos são elos exatamente iguais na corrente instável chamada vida...

pedro marangoni, 71 anos.

terça-feira, 24 de março de 2020

A opção racional sobre o COVID-19: que morram os velhos e a economia viva!


Completo 71 anos nesse mês (Março) e vejo com estoicismo a opção racional e não emocional que as nações devem ter nesse momento, questionando:

-Quantos idosos acima de 70 anos morrem diariamente no mundo por doenças ou causas naturais? Quantos morriam na populosa Itália, por exemplo? Quantos morriam num surto de gripe comum? A diferença é que devido ao Covid 19 esses idosos morrem concentrados nos hospitais com alarde e não silenciosamente em suas casas, com a comoção atingindo apenas seus familiares, simples notícias de falecimento em jornaizinhos locais. E quais os números atuais da já esquecida e menos midiática dengue?

Pressionados pela mídia e engolfados na eterna escaramuça política, os dirigentes tomam medidas bombásticas, de efeito, cada um tentando ser mais “eficaz” que seus adversários, não se preocupando realmente com a população e sim com seu prestígio, pensando em próximas ou distantes eleições. O verdadeiro vírus que deve ser combatido chama-se Político Profissional e não os coronas e afins.

Paralisar um país, inviabilizar a economia, provocar demissões em massa, atingir justamente a classe sem reservas financeiras que garimpa seu pão dia a dia, algemar 80% que produzem para proteger 20% que já não contribuem e estão com um pé na cova -sinto muito, mas estou sendo racional em prol de resultados menos trágicos- é uma estultice! O que mais ficou claro nessa corrida em tentar entender e se defender do novo coronavírus é que as crianças -o futuro- e os jovens, a população forte e produtiva -o presente- e mesmo idosos sem comorbidades, passam galhardamente pela infecção, sem maiores sequelas. É injustificável portanto que se paralisem países, provocando um desastre econômico de difícil recuperação, principalmente nas nações mais pobres ou emergentes, resultando certamente em muito mais mortes seja por doenças causadas pelo isolamento forçado, seja por fome, desemprego, caos econômico, político e social. Deixem a infecção ser tratada pela sábia natureza, saiam do caminho!

Para proteger o passado, estamos sacrificando o presente e destruindo o futuro!

Pedro Marangoni, 71 anos.



Atualização em 25/03:  Um texto sensato sobre o assunto, por Alexandre Garcia


sábado, 21 de dezembro de 2019

Estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas, cotistas... A educação petista que arrasou o Brasil

Por Maurício Mühlmann Erthal


Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa* provou de uma vez por todas que a tal "pátria educadora", que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste. Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas, etc, é como carimbar o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate (neste caso justificável).

Na nossa cultura deformada pelo 'coitadismo', ou para falar mais academicamente, pelo ethos-igualitarista moderno, teimamos em achar que a Universidade é para todos. Nunca foi e nunca será. Essa é uma das maiores mentiras da modernidade. A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, "ars gratia artis" no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência. Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra ...e muito menos ainda formar militantes revolucionários que irão implantar o comunismo no país.

Para formar profissionais e mão de obra existe o ensino técnico e profissionalizante. As oportunidades que devem ser oferecidas a todos é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade PRODUZIR CONHECIMENTO. Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha é algo completamente estúpido! Tudo que o governo do PT conseguiu foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!

Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela "universalização", pela "política de cotas" e pela "ideologização".

Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes e mais esforçadas que as outras, enfiam goela abaixo de todos o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos e produzirá os piores resultados. Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda. Cerquem um gênio de medíocres e vulgares e testemunhará sua lenta e gradual decadência.

Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, há uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos; nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas, etc., nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas e arrogantes que votam no PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente legalizar seu suicídio.


*PISA = Programme for International Student Assessment ou Programa Internacional de Avaliação de Estudantes

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

A Greta Thunberg e os nossos índios "defensores da Amazônia" (L.O.L.)

Se uma criança está dando palpites, se rebelando e tendo cobertura mundial, sem dúvida é porque os adultos estão falhando, e é louvável que a menina Greta, como o nome diz, provoque rachaduras na falsa e polida superfície do planeta político. Mas sem se entusiasmar demais, menina, se você está sendo ouvida pelo mundo, suas palavras agora têm que ser medidas, estudadas, suas acusações têm que ser cuidadosamente pesquisadas e provadas antes de partir para a gritaria, logo ecoada através da turminha de jornalistas sem assunto, das politicamente corretas mocreias desocupadas de cabelos revoltos e mocinhos barbudinhos e óculos de intelectuais. Acaba virando o mesmo teatro de sempre e você perde a credibilidade. 

Ô pirralha, "índios sendo mortos por defenderem a Amazônia"?! Você já viu algum índio de perto? Conhece a Amazônia? Que tal ver, conhecer, vivenciar, passar algum tempo em uma aldeia e depois palpitar sobre o quintal alheio?

Índio normal nem é conhecido, está metido na mata, sabiamente não quer saber de civilização, e é digno de respeito. Mas os índios cenográficos, conhecidos, em contato com o cara pálida, só defendem o seu pirão, dane-se a floresta. Metem bala em tudo que se mova e possa ser comido, matam jacarés para vender o couro para os civilizados, cortam palmeiras para comercializar o palmito descaradamente na frente da fiscalização em nossas cidades (mas quem compra pode ser multado ou preso, desde que, é claro, não seja índio). Derrubam a mata, fazem as coivaras e metem fogo sem dó, aprendemos o método com eles... Extorquem pedágio dos agricultores que passam mesmo em estradas federais, ameaçam, agridem, tudo impunemente...

Conheço bem os tipos, tenho muitos anos de Amazônia, como piloto de helicópteros, garimpeiro, agricultor, aventureiro... Os tais "silvícolas ingênuos" na visão dos ingênuos:

-Olhe Comandante, que gentil, ele trouxe uma fruta para o senhor! Olhei para o marmanjo com uma graviola que eu não pedi e não tinha a menor vontade de comer. De má vontade esbocei um sorriso-ong e peguei a fruta. O marmanjo ficou parado olhando para meu sabonete novinho, sem uso que eu deixara sobre o jirau... Comandante, ele quer o sabonete em troca! É o sistema deles! Ô Isabel,manda esse espertinho pra pqp na língua deles, eu não pedi nada e não quero me desfazer do meu último sabonete, devolvo a m* da graviola! Mas assim vai criar problemas! Resisti e meu sabonete, salomonicamente acabou cortado em dois pedaços para desagrado de ambas as partes...

Mas não ficam, folcloricamente, nas frutas os problemas, índio quer camionetes (cabine dupla), computador, televisão(com assinatura), celular e dinheiro, muito dinheiro. Querem os brancos-negros-pardos fora de suas terras para manter as tradições sem interferências mas querem estradas em boas condições e toda nossa tecnologia disponível. Ou uma coisa ou outra. Admite-se e tem que ser respeitado o desejo de viverem segundo seus costumes, mas é um absurdo permitir, aceitar, um comportamento bandido, perverso, sem vergonha, de imitação de crianças de coro mas com comportamento de trombadinhas. Índio que quer reserva tem que viver como índio, sem novela de TV e fofoca no celular, sem cavalo de pau com camionetes de luxo compradas com dinheiro de madeireiros e garimpeiros, aos quais vendem a exploração ilegal de suas terras, (até serem descobertos, aí então gritam contra a "invasão" que eles mesmos articularam...) e sem facebook e twitter para dar bordunadas virtuais nos civilizados, instigados por ONG estrangeiras que se tornam as verdadeiras donas de enormes fatias sem lei do território nacional. E em terra sem lei, não há mocinhos ou bandidos. Mata-se e também obviamente se morre, de um lado e de outro. Antes de resmungar, é preciso conhecer e saber que essa Terra de Ninguém é um campo minado para ingênuos desavisados.

Ah, Greta, que feio... Assim Papai Noel não vai lhe trazer nada...


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

O Coronel Moscardó, o Capitão Bolsonaro e seus respectivos filhos


Eu, homem de direita até a morte, que lutei contra a canalha vermelha com armas na mão e não apenas com palavras, assisti o discurso de Bolsonaro na ONU com sentimentos contraditórios. Ouvi o que gostaria de ouvir de um presidente dessa maltratada e desrespeitada Nação. Foi direto, sem meias palavras, sem tentar confraternizar com o inimigo. Mas ouvi sem emoção. Apenas ouvi. Porque anteriormente me emocionara quando de seu discurso de posse em Brasília : ...e me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto. Finalmente!, pensei... E logo na semana seguinte começaram seus ministros a se curvarem ao politicamente correto, a pedirem desculpas por alguma frase, diante do histerismo típico das esquerdas "caviar"... Depois viria o toma lá dá cá com o Congresso - de onde a doença do Brasil parte em todas as direções em metástase- e depois, e aí me lembrei do Coronel Moscardó, vieram as manobras para proteger ou privilegiar seus filhos. Não contra ameaças do inimigo em um combate viril pela Pátria, mas por acusações de corrupção ou por uma posição confortável e bem remunerada... Sem que nenhum assessor tenha coragem de dizer que o Rei está ficando nú. Senhor Presidente, ainda está em tempo, aferre-se ao terreno, aguente o cerco com o valor que se espera de um comandante eleito pela Esperança. Não se renda ao ego. Estamos vendo as nefastas e criminosas esquerdas começarem, assanhadas, a sair do túmulo onde o povo, nas últimas eleições, os jogara. Estavam quietos e assustados mas estão ressuscitando graças aos embates gratuitos de seu governo, que tem realizado medidas expressivas e necessárias para a recuperação do país, mas que acabam obnubiladas pela balbúrdia carnavalesca de avanços e recuos diários que mostram ou uma assessoria covarde ou incompetente ou um presidente irascível que não admite conselhos. Ou tudo isso misturado. 

Conheçam o exemplo do Coronel Moscardó...

Coronel e governador militar da província de Toledo, José Moscardó e Ituarte(1878 - 1956) resistiu ao cerco das instalações do palácio fortificado de Alcázar de Toledo pelas assassinas tropas vermelhas quando da Guerra Civil Espanhola, num feito épico, glorioso, que fez com que o General Franco desviasse da ofensiva principal contra Madrid e avançasse para socorrê-lo, dada a dimensão de sua luta contra tropas esmagadoramente superiores em número. 

O Cerco do Alcázar começou e Moscardó resistiu para as forças Nacionalistas do General Francisco Franco por 70 dias, de 22 de Julho a 27 de Setembro de 1936. Dia após dia, o Coronel enviou o seu relatório diário via rádio: Sin novedad en el Alcázar ("Nada novo no Alcázar, "ou" Tudo quieto no Alcázar ", um eufemismo irônico. O seu desafio encorajou os partidários de Franco em todos os lugares e enlouqueceu os Republicanos, que acometeram com vastas forças nos ataques em vão ao Alcázar. (fonte Wikipedia)

A fortaleza, aos poucos, ia sendo reduzida a escombros, mas o Coronel Moscardó resistia e negava a render-se.

Em 23 de Julho, as forças Republicanas capturaram o filho de 24 anos de Moscardó, Luís. Eles ligaram para o Alcazar pelo telefone e o próprio Moscardó atendeu. O oficial político da força Republicana informou-o de que a menos que ele entregasse o Alcazar, Luís seria baleado. Moscardó pediu então para falar com o filho e disse-lhe: "Encomenda a tua alma a Deus e morre como um patriota, dizendo Viva o Cristo Rei! e Viva a Espanha!". A resposta do filho foi: "É o que farei." (fonte Wikipedia, o negrito é meu)

Luís foi fuzilado cerca de um mês depois. O Coronel Moscardó faleceu em 1956, lembrado e respeitado como herói espanhol, Capitão-General do Exército e  1 º Conde do Alcázar de Toledo, Grande de Espanha. 

Como quer ser lembrado, Capitão?