quinta-feira, 22 de maio de 2014

Guarda noturno com sirene: ilegalidade com a conivência da Polícia Militar

É difícil de acreditar mas cidadãos com inteligência aparentemente normal estão pagando para serem acordados de vinte em vinte minutos para saberem que podem dormir tranquilos...(!?) E como a maneira de fazer isso é acionando um alarme eletrônico numa motocicleta que roda continuadamente pela noite toda, nós os vizinhos normais que dormíamos com segurança porque tomamos todas as medidas adequadas para o pernoite na zona de combate que são as cidades brasileiras, somos acordados também...

Um caso de polícia e saúde pública.

Nossa mente quando capta qualquer ruído, aviso, sinal de perigo, imediatamente transmite um alerta ao corpo para que este se prepare para uma eventualidade de defesa ou ataque, somos animais como quaisquer outros. O corpo libera adrenalina e outras substâncias quando em stress que em doses elevadas ou constantes são danosas ao organismo. Estes alertas múltiplos acontecem mesmo durante o sono, sem que o percebamos muitas vezes, acostumados com os ruídos. Mas o importante e necessário sono profundo é perturbado e passamos a noite dormindo de maneira intermitente, com prejuízos à memoria, aprendizagem, desgaste precoce dos neurônios, aumentando o stress que deveria ser amainado neste período.

O mundo mais ou menos moderno até que era tolerável, com o apito soprado pelo guarda noturno, uma buzina ou outra e um desvario qualquer do vizinho com sua vitrola e os discos de vinil. Mas ai vieram os ruídos eletrônicos - alarmes residenciais, de veículos, de marcha ré de caminhões, de buzinas, de celulares, de relógios, bipes, brinquedos e em tudo que fosse possível, além da potência inútil dos novos aparelhos de som, muito acima do tolerável e aproveitável pelo ouvido humano, numa corrida para ver qual fabricante oferece o mais danoso ao ser humano. Todos parecem acostumados ao ruído contínuo, dia e noite, sem considerar o dano paulatino, que leva à surdez, envelhecimento precoce, aos distúrbios de humor.

Como não bastasse o bombardeio diuturno de adrenalina no organismo, os acima citados cidadãos provavelmente com os neurônios já afetados, agora resolveram garantir que o necessário descanso noturno seja abolido de vez! Difícil de acreditar, mas é o que está acontecendo até nas pequeninas e pacatas -e antes silenciosas – cidades do interior de São Paulo e provavelmente pelo Brasil todo, já que é um negócio lucrativo. O vigilante noturno de motocicleta, que atua na informalidade, usa um alarme eletrônico acionado intermitentemente pela madrugada afora, alegando que é para que os contratantes saibam que ele está trabalhando... O tal do paradoxo de acordar os que pagaram para dormir sossegados!

Em nosso mundo violento, uma ajuda a mais na vigilância até que seria desejável, não fosse a total inutilidade deste ruidoso sistema, que informa aos meliantes a precisa posição do pretenso guarda, bastando esperar o momento oportuno. Com o agravante que os néscios contratantes estão com as defesas frágeis, acreditando-se protegidos.

Esta função ilegal e danosa para a saúde só pode acontecer com a conivência da Polícia Militar, responsável pelo patrulhamento ostensivo de nossas cidades, pois o procedimento é uma infração ao código de trânsito, que proíbe buzinas, alarmes e afins no período compreendido entre as 22 e 06 horas. Isto se não formos além, com as leis ambientais -poluição sonora- e o crime de usurpação de função pública, pois o indivíduo assume para si o trabalho da PM com intenção lucrativa. E talvez a imputação mais grave seja a de extorsão mediante ameaça, pois muitos pagam por medo de retaliações, além de relatos na Net de moradores ameaçados por reclamarem do barulho. Resta saber se esta atividade é de iniciativa individual ou comandada por quadrilhas, já que é uma praga que se espalha rapidamente. É mais uma modalidade de crime “à céu aberto”, com a patente omissão e conivência das autoridades.



Em algumas localidades com moradores ou polícia militar mais atuantes o problema foi logo resolvido, por bem ou por mal: o pseudo guarda foi advertido ou autuado e o equipamento ilegal apreendido, seja pela PM ou pela Guarda Municipal; outras, com a PM omissa, conivente ou comprometida através de propina a própria prefeitura proibiu. Em Lorena, cansadas de reclamar para as pretensas autoridades, as donas de casa resolveram agir:


"Elas combinaram uma certa noite e esperaram o guarda noturno com sua sirene após as 22 horas. As mulheres se postaram de cada lado da rua, num verdadeiro "corredor polonês" e quando o guarda passou elas ligaram suas mangueiras de água e aparelhos de espirrar água sob pressão e deram um verdadeiro banho nele, além de jogarem ovo. A última mulher da fila gritou pro cara: "Se passar nesta rua mais uma vez com essa sirene ligada outra vez nós vamos te molhar e sujar com ovo". Elas conseguiram o sossego noturno tão esperado para poderem dormir em paz, seus filhos e pais idosos. Detalhe importante: já tinham várias vezes tentado falar com ele, pedindo para parar com o barulho da sirene, usando o bom senso, mas não tinham conseguido. " Clique

Fica aqui a boa ideia e parabéns às senhoras de Lorena.

Como devo morar em uma cidadezinha de surdos ou covardes, fui sozinho fazer a queixa diretamente ao comandante da Companhia de Polícia Militar, já que a infração é gritantemente cometida perante a ronda ostensiva dos militares. A resposta do capitão foi:

-vou pedir para o guarda "maneirar" ...

"Maneirar"?! Que formação tem esse capitão? Não se "manera" infração senhor militar de carreira! Infração se coíbe! Passadas algumas noites sem solução telefonei para o brioso militar que informou que como eu me sentia prejudicado deveria fazer um Boletim de Ocorrência! Como se várias infrações à lei fossem problema particular meu! Ou seja, para o responsável pelo patrulhamento ostensivo de nossa cidade, se alguém passar no farol vermelho, transitar em alta velocidade, matar alguém, perturbar o sossego público, é o cidadão que deve fazer um boletim de ocorrência para que as autoridades se movam. Sem B.O. elas são cegas e surdas. Particularmente neste caso, surdas...

Vejam as diversas leis sobre o assunto, ações tomadas e implicações para a saúde (texto bastante elucidativo e completo, com leis e abaixo-assinado) em: guarda-noturno

 Atualização em 04/06/2014: finalmente um político de São Paulo resolve acabar com essa aberração diante da inércia da Polícia Militar. É o Deputado Estadual José Bittencourt do PSD, com seu projeto de lei nº 343/2014 (Clique) que proíbe a Guarda Noturna de utilizar sirenes, alarmes ou similares no horário das 22:00hs às 06:00hs em todo o Estado:

"Devido a falta de regulamentação e normatização do serviço por parte do Estado, a Guarda Noturna do Estado de São Paulo, na intenção de anunciar aos colaboradores espontâneos sua passagem pelas ruas, vem utilizando-se do uso de sirenes e alarmes altamente barulhentos para o horário das 22:00 ás 06:00, perturbando o sono sagrado, o sossego e a paz pública, prejudicando a saúde dos cidadãos que precisam dormir bem para trabalharem no dia seguinte.

Assim, é necessário proibir esta prática, visando o bem estar social, salvaguardando a saúde de crianças, idosos e trabalhadores, devendo o Estado normatizar a profissão de forma adequada aos interessantes da sociedade.

             Por estas razões, peço o imprescindível apoio dos nobres pares desta Casa de Leis para a aprovação do presente Projeto de Lei."
O e-mail do Deputado José Bittencourt é jbittencourt@al.sp.gov.br  Vamos apoia-lo e seguir o andamento de seu Projeto de Lei.

MAIS SOBRE A CONIVÊNCIA POLICIAL


segunda-feira, 19 de maio de 2014

Violência brasileira não é questão social, é criminal.

por Fabricio Rebelo
 
A Organização das Nações Unidas publicou este ano (2014) uma nova edição do "Estudo Global de Homicídios" (Global Study on Homicide), levantamento produzido pelo Escritório sobre Drogas e Crimes da entidade, contendo as taxas de homicídio em diversos países espalhados pelos cinco continentes. Embora os resultados sejam semelhantes àqueles já divulgados na edição de 2011 do mesmo estudo - pouquíssimo repercutido no Brasil -, os dados agora parecem ter acendido uma luz de alerta nas autoridades de segurança no país, certamente diante do fato de estarem aqui nada menos que onze das trinta cidades mais violentas do mundo. Clique
 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Saques em Pernambuco e roubos da Copa são diferentes?

São diferentes em números e trajes; troquem as sandálias havaianas por sapatos de grife, as camisetas por paletós e as bicicletas por carros oficiais e jatinhos. Invertam os números: turba ignara e amoral por apenas algumas dezenas de espertalhões; televisores, celulares e alguns trocados por bilhões de reais. Agora deixem as ruas de Recife e visualizem um mapa do Brasil onde gigantescos Lulas, Dilmas, políticos, empresários e cartolas correm desvairadamente levando nos braços os cofres públicos, rindo ensandecidos pelo saque impune. Enquanto correm qual a turba de Recife, pisam em doentes jogados nos corredores de hospitais, derrubam as combalidas paredes de escolas sem teto, tropeçam nos engarrafamentos de caminhões que tentam escoar a produção agrícola nas abandonadas estradas rumo aos sucateados portos, escorregam nas 50.000 vítimas de homicídio anuais neste Brasil sem lei, nesta Terra de Ninguém, neste Porto de Piratas.

As manadas que saqueiam agem por impulso, por oportunidade; os políticos e cartolas se prepararam para o saque, subornaram, chantagearam, "fizeram o diabo" para trazer a Copa para cá sem pensar em nada mais que não fosse o lucro fácil, o desvio de verbas, o superfaturamento, o saque encoberto pela euforia dos torcedores patetas. Não haverá "legado da Copa" porque não houve real progresso na infraestrutura, apenas remendos em torno dos bilionários estádios. Como em Pernambuco, após a Copa restará apenas portas arrombadas, vitrines quebradas, bandeirinhas verde-amarelas pelo chão e cofres vazios. E igualmente impune ...
 
 
 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

"Morte e Jogos": a Europa em alerta contra a Copa no Brasil


"Morte e jogos" é o título da capa da revista alemã Der Spiegel ao se referir à Copa no Brasil... É um alívio saber que o mundo civilizado está tomando ciência do Grande Assalto da Copa que foi perpetrado pela coligação Narcotráfico - Petismo que ora dirige os destinos deste Porto de Piratas chamado Brasil. "Gol contra do Brasil", "Caçando elefantes brancos"(se referindo aos estádios bilionários num país famélico) são alguns dos subtítulos da extensa matéria de 10 páginas. "Justamente no país do futebol, a Copa do Mundo pode virar um fiasco: protestos, greves e tiroteios em vez de festa"; "Nas favelas do Rio, policiais e traficantes se enfrentam de maneira sangrenta. Em São Paulo, gangues queimam ônibus quase todas as noites." "Nenhum país gastou tanto com a Copa. E quase tudo foi pago com dinheiro público."
E por aí vai, mostrando que Lula, Dilma e seus asseclas estavam corretos quando afirmaram que o mundo iria conhecer o Brasil como ele é graças à Copa. Em Berlim, até a embaixada brasileira já foi visitada antecipadamente, cerca de 80 pedras foram arremessadas contra os vidros da fachada...
Para ler sobre o artigo na Deutsche Welle em português Clique aqui

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Brasil está com ódio de si mesmo (Arnaldo Jabor)

"...por trás da cultura do crime e da corrupção, consolida-se a cultura da mentira, do bolivarianismo, da preguiça incompetente e da irresponsabilidade pública.
O Brasil está sofrendo uma mutação gravíssima e nossas cabeças também. É preciso tirar do poder esses caras que se julgam os "sujeitos da história". Até que são mesmo, só que de uma história suja e calamitosa."


Pela clareza desta radiografia da Ditadura Petista, sugiro fortemente a leitura do texto de Arnaldo Jabor: O Brasil está com ódio de si mesmo.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

Salazar, aniversariante, envia um recado curto e grosso ao Brasil Petista



"Infeliz povo se, confundindo promessas vãs com realidades, vier a convencer-se um dia de que o trabalho é sinal de servidão e a desordem atmosfera saudável de vida." (António de Oliveira Salazar, Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889 - Lisboa, 27 de Julho de 1970)



sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril em Portugal: Dia Nacional da Traição


As mães choraram,
os filhos em vão rezaram,
as noivas ficaram por casar.

Mas a alma era pequena...

"Quantas traições, quantos abandonos e deslealdades serão necessários para erguer e desfazer um império? Em quantas praias desertas teremos deixados companheiros? Em quantas matas teremos abandonado gente que em nós confiou? Quantas vezes desertamos das responsabilidades que assumimos? Quantas vezes traímos?" (Carlos Acabado,Major Piloto Aviador)



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Reação não é excludente de ilicitude - nem de crueldade.

Fabricio Rebelo*

Não é difícil para o cidadão comum que acompanha os noticiários acreditar que quase todas as vítimas de latrocínio reagiram à investida dos criminosos e, por isso, acabaram morrendo. Esse é o discurso repetido à exaustão por grande parte da mídia, por autoridades e, sobretudo, pelas ricas ONGs "da paz" e dos direitos humanos – que parecem ser privativos dos criminosos. Pouco importa o descompasso da narrativa com a realidade, muito menos o que de fato poderia ser chamado de reação, o fundamental parece ser alimentar o discurso ideológico do "não reaja".
 
Contudo, apesar de todo esforço voltado à sua difusão, a tese da reação necessariamente vinculada à morte da vítima não se sustenta se confrontada com os fatos. São crescentes os casos de execução sumária de quem é roubado, sem o mínimo esboço reativo, bem assim, em lado oposto, os de efetivas reações bem-sucedidas, especialmente a partir do emblemático episódio da idosa de Caxias do Sul (RS), que em 2012 atirou em um agressor que invadiu sua residência.
 
A questão, demasiadamente simplificada na grande maioria das abordagens, merece uma análise crítica. É fundamental, antes de qualquer outra coisa, se identificar o que vem sendo chamado de "reação" quando uma vítima é morta por um criminoso e, mais importante, ter critérios minimamente técnicos ao noticiar os casos de latrocínio, buscando evitar a indisfarçável tendência à complacente adoção de uma invertida teoria de que "toda reação leva a uma ação", que resulta na morte de quem reage.
 
Os noticiários estão recheados de matérias sobre vítimas fatais que teriam reagido, mas basta um aprofundamento, por mínimo que seja, para logo se constatar que a rotulada "reação", na esmagadora maioria dos casos, em absolutamente nada se relaciona a uma atitude da vítima contra seu agressor, muitas vezes sequer passando de um espasmo involuntário. Hoje, o que se vê é o rótulo de "reação" para toda e qualquer conduta que a vítima tiver, mesmo que esta seja de natureza completamente pacífica. Abaixar-se, levar as mãos ao rosto, sobressaltar-se, chorar, ou até piscar os olhos, tudo que a vítima faz acaba rotulado como "reação", não havendo um padrão comportamental que possa ser tomado como "adequado", muito menos capaz de despertar a clemência do algoz.
 
Esse tipo de abordagem – inexplicavelmente crescente – traz em si uma série de efeitos negativos à compreensão da segurança pública. Primeiro, ele transfere para a vítima a responsabilidade por ter sido morta, como se uma vítima de latrocínio fosse uma suicida, pois qualquer conduta que tenha pode ser vista como reação e, pior, ser usada para justificar a ação de um criminoso cruel, impiedoso. Segundo, por este enviesado raciocínio, bastaria não reagir para ser privado de seus bens em segurança, o que é uma enorme falácia, gerando uma falsa sensação de segurança. É que dizem só morrer quem reage...
 
O crescimento exponencial de pessoas mortas por criminosos, porém, não decorre de um aumento de reações, longe disso. O que se tem é um aumento generalizado da violência criminal, com bandidos numa crescente de crueldade contra uma sociedade cada vez mais acuada, adotando a postura do atirar primeiro e roubar depois. Atualmente, os registros em vídeo, através de circuitos privados de monitoramento, dão bem a dimensão da forma de agir dos criminosos, que estão puxando o gatilho motivados apenas por sua exclusiva vontade, em muitas ocorrências com as vítimas completamente rendidas. Mas antes mesmo de qualquer esclarecimento do caso, a elas já é imputada a famigerada reação.
 
No caso mais recente desta verdadeira distorção, um estudante foi morto em Salvador, capital baiana, durante um assalto nas imediações da residência universitária em que morava. Assim que a notícia chegou aos portais informativos, lá estava a observação de que, "segundo as primeiras informações, a vítima reagiu ao assalto". Ninguém sequer confrontou a alegação com o fato objetivo de que o tiro na vítima foi disparado em sua nuca, ou seja, com ela de costas para o bandido, já após ter sido retirada do carro que era o objeto do roubo. Uma típica execução.
 
Ao serem presos, dias depois, os criminosos nem pestanejaram ao repetir a tese de reação da vítima, chegando a aludir a uma "luta corporal". Mas bastou a divulgação das imagens de um circuito fechado de TV para a tese se mostrar descabida, sendo logo substituída pela de que o bandido se assustou e acabou disparando. Mais uma vez, a "reação" que estampava a primeira notícia era falsa.
 
Reações, as efetivas, são muito mais raras do que se noticia e não costumam ter o desfecho retratado nas coberturas de ocorrência que estamos nos acostumando a ver. Reagir pressupõe uma ação da vítima contra o seu agressor, o que não se confunde, em absoluto, com atos defensivos instintivos ou puramente reflexivos. Além disso, o êxito da reação está vinculado à disponibilidade dos meios para ela necessários, e quando uma vítima que deles dispõe reage, o que se tem, em regra, é a eliminação do risco – e não raro do agressor. O citado caso da idosa de Caxias do Sul bem comprovou isso, como também o fazem os já incontáveis exemplos posteriores de criminosos alvejados ao praticarem ilícitos contra vítimas preparadas.
 
A questão mais grave, contudo, suplanta a conceituação equivocada das reações e sua indevida difusão. Ela reside em se buscar justificar a ação de criminosos por uma conduta da própria vítima, esquecendo quem está violando a lei, algo como se os bandidos estivessem em seu regular exercício profissional e fossem "atrapalhados" injustamente pela vítima, autorizando sua eliminação. O raciocínio, embora sendo subliminarmente incutido na sociedade, é absurdo, verdadeiramente surreal.
 
Em absolutamente toda ocorrência de latrocínio, seu início se dá por um ilícito praticado pelo criminoso, o que não é elidido por qualquer conduta que a vítima tenha. A reação da vítima não é prevista penalmente como excludente de ilicitude e um latrocida não deixa de praticar o crime quando atira movido por uma reação dela, real ou não. Proteger a própria vida é um instinto humano e o cidadão que o faz, este sim, está respaldado pela legislação penal, pela legítima defesa prevista no artigo 23, II, do Código Penal. Para o bandido que inicia a prática do crime, não existe a figura penal da "legítima defesa contra a legítima defesa".
 
É necessário parar de difundir a reação, especialmente a fictícia, como justificativa para a ação de bandidos, muitas vezes antes mesmo de que eles próprios o façam, como se isso atenuasse seus crimes. Juridicamente, a reação da vítima não exclui a configuração do crime contra ela cometido, mas é imperativo que, no campo moral, também não exclua a crueldade de quem mata. Assassinar quem reagiu não é socialmente mais aceitável, o ato continua sendo um deplorável crime contra a vida; e se é justo alguém morrer quando uma reação ocorre, esse alguém sempre será o criminoso.
 


Fonte:Direito e Segurança

* Fabricio Rebelo - Pesquisador em Segurança Pública e Diretor Nacional Executivo na organização não governamental Movimento Viva Brasil - função cumulada na mesma instituição com a Coordenação Regional Nordeste e da Divisão de apoio a Colecionadores, Atletas e Caçadores (CAC). Bacharel em Direito, autor de diversos artigos sobre temas jurídicos e segurança pública, fonte para reportagens e entrevistas em variadas mídias, participante de debates na Câmara dos Deputados sobre projetos de lei em tramitação. Atleta amador de Tiro Desportivo. Advogado (1998-2002) | Analista Judiciário (TJBA, 2002) | Assessor Jurídico Autárquico (IPRAJ, 2002-2004) | Procurador Autárquico (IPRAJ, 2004-2005) | Assessor de Desembargador (TJBA, 2005-2007) | Diretor Geral em Tribunal de Justiça (TJBA, 2007-2008) | Assessor de Desembargador (TJBA, 2008-2012) | Assessor Jurídico (TJBA, 2013-hoje).

segunda-feira, 31 de março de 2014

Mais um 31 de Março sob a ditadura Narcotráfico/Petismo

Mais um 31 de Março, aniversário da contra revolução que preocupada com os destinos do Brasil, teve a mão leve demais e não exterminou os vermes que hoje nos impõem uma Ditadura conjunta Narcotráfico/Petismo e reescrevem a História, posando de heróis, eles que não passaram de um bando de assaltantes de bancos e covardes terroristas que mataram indiscriminadamente civis e militares. Já não comento, reconhecendo a derrota e a impossível reviravolta devido ao crescimento da manada estúpida alimentada pelos vales nos currais eleitorais, a absurda urna eletrônica -máquina de fraudes- e a lenta agonia das Forças Armadas, ajoelhadas e humilhadas. Nada a fazer, apenas aguardar na trincheira o assalto final num país com a infraestrutura sucateada e abandonado à sua sorte.
Nada de novo no front...






domingo, 30 de março de 2014

Patrulhas do assédio: a desmontagem do sexo masculino

A última patetice politicamente correta lembra os tempos ridículos do congelamento de preços do Sarney, onde "fiscais do povo", qual membros da Guarda Vermelha de Mao, prendiam comerciantes que atualizavam os preços e fechavam seus estabelecimentos sob os uivos da plebe satisfeita com o circo. Agora, na onda da caça aos "assédios", um indivíduo julgando-se um super herói, teve um chilique ao ver que um passageiro filmava as "partes íntimas" de uma comissária de voo e determinou sua prisão...  Como se filma as partes íntimas da aeromoça? Elas estavam à mostra? A filmadora tem raios-X? Suponho que partes íntimas ficam devidamente protegidas ou não seriam íntimas... Puro exagero que causou a interrupção do voo, todo mundo na delegacia, policiais com o saquinho cheio de problemas graves tendo que perder tempo para resolver essa besteira que dá repercussão, prejuízo estimado de R$100.000,00 para a companhia aérea.
 
E todo mundo se sentiu na obrigação de balançar a cabeça afirmativamente e reprovar a atitude do passageiro que numa brincadeira normal, filmou a comissária e foi transformado em monstro sexual, par a par com estupradores e pedófilos, na onda de caça ao assédio sexual e abusos no metrô, amplamente divulgados pela imprensa.
 
Os mais racionais embora abismados pelas contradições e exageros ficam calados temendo ser execrados pela opinião pública, mergulhados nesta perigosa reedição da Revolução Cultural maoista, uma palhaçada que ofende nossa inteligência num país de governo claramente homossexual e amoral, que ataca nossas crianças nas escolas sob o pretexto de ensinar a tolerância de opções sexuais, que pretende acabar com termos como pai e mãe nos documentos oficiais visando destruir a família para melhor dominar, que permite a pornografia explícita em qualquer horário na TV, com suas novelas onde casais de sexo oposto estão em extinção, em programas onde o talento está nos glúteos anormais em mulheres que lembram búfalos atarracados, em letras de músicas que são verdadeiros atentados ao pudor, que continua a vender a imagem da mulher brasileira no exterior com veladas promessas de sexo fácil.

Os instintos dos humanos não diferem dos outros animais, visam a reprodução e não podem ser totalmente tolhidos, a atração homem-mulher é natural e não é cerceável por leis, regras ou patrulhas histéricas. Não me refiro aos tarados -e taradas- que se enfiam em transportes superlotados apenas com o fito de se esfregarem, mas ao homem -ou mulher- que numa eventual aproximação física forçada, tem uma reação de cunho sexual natural. Hoje, pobre do cidadão normal que ao sentir um quente corpo feminino encostado ao seu tenha uma involuntária ereção: será linchado moralmente ou literalmente. A solução para não correr esse perigo é começar a usar um colete de metal protegendo as partes baixas ao entrar em coletivos... Oras senhores, tais "abusos" não acontecem entre pessoas normais nos países em que os governos não roubam, não são corruptos e investem em infraestrutura básica, não se trata de atacar e prender supostos abusadores e sim dar condições decentes de transporte e não enfiar à força machos e fêmeas em uma lata de sardinha, trocando suores e feromônios!

Outro assunto tabu que gera o imediato ataque das feministas e supostos machos politicamente corretos é sobre a vestimenta feminina. De que a culpa dos assédios é das próprias mulheres que se vestem de maneira inadequada, provocante. É preciso ser racional e não emocional, distinguir um corpo bonito dentro de uma calça justa, da moda, de uma mini saia com a calcinha à mostra! Oras, neste caso está havendo assédio feminino sobre os homens sim, provoca reações instintivas e quem assim se veste não pode irritar-se ou reclamar ao ouvir alguma gracinha ou assovio. Obviamente nada justifica um estupro ou um contato físico forçado, me refiro somente às reações naturais que hoje geram histéricas reprovações, acusações, boletins de ocorrência, destruindo reputações de homens absolutamente normais. Por que as mulheres podem dizer piadinhas -algumas até grosseiras- ao tal "gatão" da segurança do metrô paulista, pedir para tirar fotos abraçadas com ele e os homens não podem portar-se da mesma maneira em relação às mulheres atraentes? Se trata apenas de povos latinos querendo imitar qual macacos, o comportamento de povos mais adiantados socialmente e mais frios, mas de maneira totalmente falsa, forçada, e na balança homem-mulher, injusta com os homens. Vamos repensar mais essa patrulha ridícula e não confundam o natural com a aberração; querendo ou não, para a perpetuação da espécie ainda continua a ser necessário os dois produtos naturais e que se complementam e se atraem, o homem e a mulher, e deles, felizmente, ainda restam alguns espécimes. Parem com a caça indiscriminada!