quarta-feira, 26 de março de 2014

Zoo dinamarquês mata leõezinhos para... protegê-los!



COPENHAGUE - "O zoológico dinamarquês que causou uma comoção mundial ao matar e dissecar publicamente a girafa Marius anunciou que sacrificou quatro leões, dois adultos e seus dois filhotes. O Zoológico de Copenhague explicou que a família de leões foi morta na segunda-feira para abrir caminho para um novo macho que ofereceria perigo aos filhotes." (Clique)
Tentarei entender: para salvar os leõezinhos do perigo, eles foram... mortos?!
"O novo leão chegará nos próximos dias a Copenhague e o zoológico diz ter tentado e falhado em encontrar uma nova casa para a família de leões que foi sacrificada, antes da chegada do novo hóspede"
Não seria mais racional não aceitar o novo hóspede? Não há explicações plausíveis, satisfatórias, aceitáveis para tal crime, para tal estupidez. Se querem prosseguir com um trabalho do qual dizem se orgulhar de procriação da espécie, que antes forneçam as condições ideais para tal. Os hotéis dinamarqueses costumam matar seus hóspedes para abrir novas vagas?
"Por causa do orgulho característico do comportamento e estrutura naturais dos leões, o zoológico teve que sacrificar os mais velhos e os mais jovens que não eram suficientemente capazes de se defender”, explica a nota divulgada pelo zoológico, que argumenta ainda que o novo leão mataria os filhotes de 10 meses de vida “assim que tivesse uma chance”.
Na mesma linha, sugiro que os dirigentes do zoológico dinamarquês caso pretendam vir ao Brasil para a Copa do Mundo, por segurança cometam suicídio antes para evitar o perigo de latrocínio por essas bandas sem lei...


segunda-feira, 24 de março de 2014

O homem é apenas um fenômeno, não a coisa-em-si: Schopenhauer, claro e direto, sobre uma ilusão chamada Vida

Os homens no decorrer de suas vidas costumam fugir de indagações que perturbam, refugiando-se nas mais diversas distrações e vícios -sempre fugazes como a própria vida- ou comodamente aconchegando-se covarde e irracionalmente no colo anestésico das religiões e de um suposto Deus. Uns poucos privilegiados em inteligência enfrentam a transitoriedade da existência retirando-se de cena e tornando-se observadores do Teatro Vida: os filósofos. Se muitos são difíceis de serem lidos e entendidos pelas nossas mentes normais, alguns são mais diretos em suas observações e conclusões mas são evitados por desconhecimento e preconceito, perdendo-se incríveis fontes de conhecimento que muito ajudariam àqueles que resolvem enfrentar as interrogações da existência humana. São pratos de que não nos servimos se não nos oferecerem. Saboreie os trechos claros e diretos de Schopenhauer abaixo e volte ao arroz e feijão das ilusões se conseguir... (os negritos são meus)
(...)Toda a nossa existência é fundamentada tão-somente no presente — no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso pelo qual estamos sempre lutando. É o mesmo que um homem correndo ladeira abaixo: cairia se tentasse parar, e apenas continuando a correr consegue manter-se sobre suas pernas; como um polo equilibrado na ponta do dedo, ou como um planeta, o qual cairia no sol se cessasse com seu percurso.Nossa existência é marcada pelo desassossego.
Num mundo como este, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa, e mantém-se em equilíbrio avançando e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda — em tal mundo, a felicidade é inconcebível. Como poderia haver onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca seré a única forma de existência? Primeiramente, nenhum homem é feliz; luta sua vida toda em busca de uma felicidade imaginária, a qual raramente alcança, e, quando alcança, é apenas para sua desilusão; e, via de regra, no fim, é um náufrago, chegando ao porto com mastros e velas faltando. Então dá no mesmo se foi feliz ou infeliz, pois sua vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro, que agora já acabou.
(...)As cenas de nossa vida são como imagens em um mosaico tosco; vistas de perto, não produzem efeitos — devem ser vistas à distância para ser possível discernir sua beleza. Assim, conquistar algo que desejamos significa descobrir quão vazio e inútil este algo é; estamos sempre vivendo na expectativa de coisas melhores, enquanto, ao mesmo tempo, comumente nos arrependemos e desejamos aquilo que pertence ao passado. Aceitamos o presente como algo que é apenas temporário e o consideramos como um meio para atingir nosso objetivo. Deste modo, se olharem para trás no fim de suas vidas, a maior parte das pessoas perceberá que viveram-nas ad interim[provisoriamente]: ficarão surpresas ao descobrir que aquilo que deixaram passar despercebido e sem proveito era precisamente sua vida — isto é, a vida na expectativa da qual passaram todo o seu tempo. Então se pode dizer que o homem, via de regra, é enganado pela esperança até dançar nos braços da morte!
Novamente, há a insaciabilidade de cada vontade individual; toda vez que é satisfeita um novo desejo é engendrado, e não há fim para seus desejos eternamente insaciáveis.
(...)A vida apresenta-se principalmente como uma tarefa, isto é, de subsistir de gagner sa vie[para ganhar a vida]. Se for cumprida, a vida torna-se um fardo, e então vem a segunda tarefa de fazer algo com aquilo que foi conquistado — a fim de espantar o tédio, que, como uma ave de rapina, paira sobre nós, pronto para atacar sempre que vê a vida livre da necessidade.
A primeira tarefa é conquistar algo; a segunda é banir o sentimento de que algo foi conquistado, do contrário torna-se um fardo.
Está suficientemente claro que a vida humana deve ser algum tipo de erro, com base no fato de que o homem é uma combinação de necessidades difíceis de satisfazer; ademais, se for satisfeito, tudo que obtém é um estado de ausência de dor, no qual nada resta senão seu abandono ao tédio. Essa é uma prova precisa de que a existência em si mesma não tem valor, visto que o tédio é meramente o sentimento do vazio da existência. Se, por exemplo, a vida — o desejo pelo qual se constitui nosso ser — possuísse qualquer valor real e positivo, o tédio não existiria: a própria existência em si nos satisfaria, e não desejaríamos nada. Mas nossa existência não é uma coisa agradável a não ser que estejamos em busca de algo; então a distância e os obstáculos a serem superados representam nossa meta como algo que nos satisfará — uma ilusão que desvanece assim que o objetivo é atingido; ou quando estamos engajados em algo que é de natureza puramente intelectual — quando nos distanciamos do mundo a fim de podermos observá-lo pelo lado de fora, como espectadores de um teatro. Mesmo o prazer sensual em si não significa nada além de um esforço contínuo, o qual cessa tão logo quanto seu objetivo é alcançado. Sempre que não estivermos ocupados em algum desses modos, mas jogados na existência em si, nos confrontamos com seu vazio e futilidade; e isso é o que denominamos tédio. O inato e inextirpável anseio pelo que é incomum demonstra quão gratos somos pela interrupção do tedioso curso natural das coisas. Mesmo a pompa e o esplendor dos ricos em seus castelos imponentes, no fundo, não passam de uma tentativa fútil de escapar da essência existencial, a miséria.
(...)O homem é apenas um fenômeno, não a coisa-em-si — digo: o homem não é [grego: ontos on]; isso se comprova pelo fato de que a morte é uma necessidade.
E quão diferente o começo de nossas vidas é do seu fim! O primeiro é feito de ilusões de esperança e divertimento sensual, enquanto o último é perseguido pela decadência corporal e odor de morte. O caminho que divide ambas, no que concerne nosso bem-estar e deleite da vida, é a bancarrota; os sonhos da infância, os prazeres da juventude, os problemas da meia-idade, a enfermidade e miséria frequente da velhice, as agonias de nossa última enfermidade e, finalmente, a luta com a morte — tudo isso não faz parecer que a existência é um erro cujas consequências estão se tornando gradualmente mais e mais óbvias?
(...)Quanta tolice há no homem que se arrepende e lamenta por não ter aproveitado oportunidades passadas, as quais poderiam ter-lhe assegurado esta ou aquela felicidade ou prazer! O que resta desses agora? Apenas o fantasma de uma lembrança! E é o mesmo com tudo aquilo que faz parte de nossa sorte. De modo que a forma do tempo, em si, e tudo quanto é baseado nisso, é um modo claro de provar a nós a vacuidade de todos deleites terrenos.
(...)A ideia de que não somos nada senão um fenômeno, em oposição à coisa-em-si, é confirmada, exemplificada e clarificada pelo fato de que a conditio sine qua nonde nossa existência é um contínuo fluxo de descarto e aquisição de matéria que, como nutrição, é uma constante necessidade. De modo que nos assemelhamos a fenômenos como fumaça, fogo ou um jato de água, todos os quais desvanecem ou cessam diretamente se não houver suprimento de matéria. Pode ser dito, então, que a vontade de viverapresenta-se na forma de um fenômeno puroque termina em nada. Esse nada, entretanto, juntamente com o fenômeno, permanece dentro do limite da vontade de vivere são baseados nesse. Admito que isso é um pouco obscuro.
Se tentarmos obter uma perspectiva geral da humanidade num relance, constataremos que em todo lugar há uma constante e grandiosa luta pela vida e existência; que as forças mentais e físicas são exploradas ao limite; que há ameaças, perigos e aflições de todo gênero.
Considerando o preço pago por isto tudo — existência e a própria vida —, veremos que houve um intervalo quando a existência era livre de sofrimento, um intervalo que, entretanto, foi imediatamente sucedido pelo tédio, o qual, por sua vez, foi rapidamente sucedido por novos anseios.
O tédio ser imediatamente sucedido por novos anseios é um fato também verdadeiro à mais sábia ordem de animais, pois a vida não tem valor verdadeiro e genuínoem si mesma, mas é mantida em movimento por meio de meras necessidades e ilusões. Tão logo quanto não houver necessidades e ilusões tornamo-nos conscientes da absoluta futilidade e vacuidade da existência.(...)
(The Emptiness of Existence, de Arthur Schopenhauer)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Você levaria sua família ao Iraque ou Afeganistão para assistir uma Copa do Mundo?

Então por que diabos aceita e assiste calado a cilada armada para famílias estrangeiras que inocentemente se preparam para vir ao Brasil assistir futebol num suposto país amigável e pacífico?!
 
Mortes no conflito do Afeganistão em 2013 de acordo com a ONU (clique): 2.730 (dois mil,setecentos e trinta)
 
Mortes no conflito do Iraque em 2013 de acordo com a ONU (clique): 7.818 (sete mil,oitocentos e dezoito). Foi o maior número de mortos nos últimos cinco anos, preocupando o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Iraque, Nicholay Mladenov:
 
Este é um recorde triste e terrível que confirma mais uma vez a necessidade urgente de as autoridades iraquianas lidarem com as raízes da violência para frear este ciclo infernal” ...“O nível de violência indiscriminada no Iraque é inaceitável e peço aos líderes iraquianos que tomem as medidas necessárias para prevenir que grupos terroristas alimentem tensões sectárias, o que contribui para enfraquecer o tecido social da sociedade”
 
Mortes no Brasil (somente homicídios) em 2012 (ainda não terminaram de somar as de 2013...): 50.108 (CINQUENTA MIL,CENTO E OITO).
 
"O total de assassinatos é o maior da série histórica desde 2008. Houve 50.108 casos no Brasil em 2012, incluindo homicídios dolosos (47.136), assaltos seguidos de morte (1.810) e lesão corporal seguida de morte (1.162)." (clique)
 
A ONU considerou as sete mil mortes no Iraque de "ciclo infernal", "inaceitável"... No Brasil dos cinquenta mil trucidados anuais, tais números seriam comemorados e serviriam de plataforma política, um verdadeiro paraíso!
 
Portanto enfiem nessas cabecinhas de que estamos em guerra civil; de que somos os alvos a serem exterminados; de que tantos os marginais ostensivos como os marginais fantasiados de governo são os inimigos a serem combatidos. Resista, não se deixe desarmar, não se deixe levar pelo circo governamental que "fez o diabo" para trazer a Copa do Mundo para cá para melhor roubar, desviar dinheiro público e não seja cúmplice de mais mortes. Alertem o mundo em vez de convidar! Não seja mais um pateta eufórico!
 
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Lista nominal dos senadores comparsas da Violência


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou a Proposta de Emenda Constitucional que visava diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos considerando que ela VIOLA OS DIREITOS das criancinhas e adolescentes assassinos, estupradores, ladrões, canalhas e drogados. Para os senhores cidadãos espoliados, violentados, viúvos, órfãos, paraplégicos, para os que perderam seus filhos, vítimas dos monstros protegidos por lei, abaixo publico a lista de seus comparsas, os senadores que votaram contra a redução da maioridade penal:

Angela Portela (PT-RR)
Aníbal Diniz (PT-AC)
Antônio Carlos Valadares (PSB-PE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Gleisi Hofmann (PT-PR)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
José Pimentel (PT-CE)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Randolfe Rodrigues (Psol-AP)
Roberto Requião (PMDB-PR)
 
GUARDEM BEM ESSES NOMES!
 
 
 

Diálogo com a vida - Shakespeare

 
 
Lendo "Medida por medida" (Edições Melhoramentos, 1958, tradução de Carlos Alberto Nunes) ato III, cena I, encontrei um magistral diálogo com a vida que aqui transcrevo para meditação dos leitores. Cenário: um quarto na prisão. (os negritos são meus)
CLÁUDIO — Aos infelizes resta um só remédio: a esperança. Espero ainda viver, mas estou pronto para a morte.
DUQUE — Contas certo com a morte; desse modo, tanto ela como a vida se tornarão mais doces. Dialogai com a vida deste modo: Em te perdendo, perderei o que os tolos, tão-somente, cuidam de preservar.
Só és um sopro submetido às influências mais variadas do tempo, que visitam a toda hora tua casa com aflições. És simplesmente um joguete da morte, pois só cuidas de evitá-la e não fazes outra coisa senão correr para ela.
Não és nobre, pois quanto de conforto podes dar-nos, se nutre de baixezas; nem valente podes chamar-te, ao menos, pois tens medo do dardo brando e frágil de um gusano mesquinho. Teu melhor repouso é o sono, que invocas tão frequente; no entretanto, mostras pavor insano de tua morte, que outra coisa não é.
Tu não és tu, pois vives em milhões de grãos nascidos da poeira. Feliz, também não és, pois só cuidas de obter o que te falta, olvidando o que tens.
Não és constante, porque tua compleição, segundo as fases da lua, está sujeita a variações. Se és rica, és pobre; porque tal como o asno vergado sob o peso de tanto ouro, só levas tua riqueza uma jornada, vindo a morte, depois, descarregar-te.
Amigos não possuis, porque tuas próprias entranhas, que por mãe te reconhecem, e até mesmo o que os rins verter costumam, o reumatismo, as úlceras e a gota te amaldiçoam por não darem cabo logo de ti. Não tens nem mocidade nem velhice, não sendo, por assim dizer, mais do que um sono após a sesta, que sonha com ambas, porque a tão ditosa juventude envelhece à força, apenas, de suplicar esmolas à impotente decrepitude.
Quando és velha e rica, careces de afeição, calor, beleza, que os bens te tornem gratos. Que merece, pois, o nome de vida nisso tudo? Mais de mil mortes essa vida oculta; no entanto temos tanto medo à morte, que é o que, no fim da conta, tudo iguala.
CLÁUDIO — De todo o coração vos agradeço. Desejando viver, agora o vejo, só procurava a morte, e, nesse empenho afinal, acho a vida. Pois que venha!
 
 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

PEC acaba com auxílio-reclusão de criminoso e cria benefício para vítimas de crimes

Beto Oliveira
Antônia Lúcia: é mais justo amparar a família da vítima do que a família do criminoso.
A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 304/13, da deputada Antônia Lúcia (PSC-AC), que acaba com o auxílio-reclusão e cria um benefício mensal no valor de um salário mínimo para amparar vítimas de crimes e suas famílias.
Pelo texto, o novo benefício será pago à pessoa vítima de crime pelo período em que ela ficar afastada da atividade que garanta seu sustento. Em caso de morte, o benefício será convertido em pensão ao cônjuge ou companheiro e a dependentes da vítima, conforme regulamentação posterior.
A PEC deixa claro que o benefício não poderá ser acumulado por vítimas que já estejam recebendo auxílio-doença, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte.
Vítimas sem amparo
Para a autora, é mais justo amparar a família da vítima do que a família do criminoso. “Hoje não há previsão de amparo para vítimas do criminoso e suas famílias”, afirma. Além disso, segundo ela, o fato do criminoso saber que sua família não ficará ao total desamparo se ele for recolhido à prisão, pode facilitar na decisão em cometer um crime.
“Por outro lado, quando o crime implica sequelas à vítima, impedindo que ela desempenhe a atividade que garante seu sustento, ela enfrenta hoje um total desamparo”, argumenta a deputada.
Auxílio aos dependentes de criminosos
Em vigor atualmente, o auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes de trabalhadores que contribuem para a Previdência Social. É pago enquanto o segurado estiver preso sob regime fechado ou semiaberto e não receba qualquer remuneração.
O cálculo do benefício é feito com base na média dos salários-de-contribuição do preso, e só é concedido quando esse salário for igual ou inferior a R$ 971,78, em atendimento ao preceito constitucional de assegurar o benefício apenas para quem tiver baixa renda.
Conforme a autora, o objetivo é destinar os recursos hoje usados para o pagamento do auxílio-reclusão à vítima do crime, quando sobreviver, ou para a família, no caso de morte.
Tramitação
Inicialmente, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será encaminhada para comissão especial criada especialmente para sua análise. Depois será votada em dois turnos pelo Plenário.
 
 
 
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Livro "A conspiração de Santo Antonio do Desamparo": a paranoia vista de dentro


Paranoia. S. f. Psiq. Psicopatia, de que há várias formas clínicas, caracterizada pelo aparecimento de ambições suspeitas, que se acentuam, evoluindo para delírios persecutório e de grandeza estruturados sobre base lógica. (Aurélio)
Tudo o que sabemos doutrem é através de informações do próprio e deduções a partir de seu comportamento. Não conhecemos verdadeiramente ninguém. Você sabe o que se passa dentro da casa de seu vizinho? Você sabe o que se passa dentro da mente de seu cônjuge?
Abra essa obra. Não se trata de um livro e sim da porta para o interior de uma mente alheia. Entre, raciocine em conjunto e acompanhe os passos lógicos e convincentes da vítima. Olhe para fora e veja um mundo perverso e ameaçador...

O professor JC :



"...Não dá mais, urge deixar anotado, de alguma forma alguém tomará conhecimento do que estão fazendo comigo caso passem à violência e eu apareça morto. Falo dos psicopatas que me cercam e vigiam.
Estou muito à frente dos que me cercam, por isso querem-me ao seu lado! Algum tempo atrás quando ainda a geladeira estava ligada, salvara dois grãos de arroz doce e escondi o fato, que agora posso esclarecer para os que porventura lerem essa peça de acusação e até mesmo para mim. Obviamente os grãos de arroz não falaram comigo, não tinham bracinhos dependurados! Não procurem traços de loucura em mim! Explicarei para que esse relatório não seja desconsiderado tachando-me de lunático e desviando as atenções das investigações que certamente acontecerão. Retirava um pouco de sobremesa quando ao fechar a geladeira vislumbrei os dois grãos de arroz dependurados na borda da travessa, corpos projetados no espaço com apenas uma mínima parte em contato com o recipiente. Eu -agora sei- como parte e todo do Universo, portanto parte, todo e colega dos dois grãos de arroz, senti o apelo que eles/eu/universo lançaram acerca da energia que ali se gastava sem um fim útil. Abri novamente a porta, recolhi os dois grãos e os reuni aos outros que ao serem ingeridos, me forneceriam energia mais útil do que a desperdiçada ao permanecerem agarrados à borda da travessa! Raciocínio simplesmente lógico, tarefa impossível para um suposto demente.
Agora entendo que não vim por acaso, como me parecia, uma simples transferência burocrática. Fui enviado para neutralizá-los e tentar clarear seus caminhos. O Mal reside em Santo Antonio do Desamparo! O mundo tem que tomar conhecimento e atacá-lo pois está concentrado. O Mal aumentaria seu poder comigo ao seu lado? Mas como? O quê em verdade é minha casca humana que tanto querem e tentam preservá-la?

Agora sei e entendo minhas angústias humanizadas de ser um solitário que nunca teve uma namorada, nunca casou e nunca soube o que é ser pai. Minha missão era outra. Por isso nunca adoeci. Por isso me sentia diferente dos demais. E todos os que estão sob o domínio do Mal sentiam meu poder, por isso não se aproximavam, não me aceitavam e eu amargava a discriminação, solitário, deixado de lado até mesmo na escola, depois de tantos anos de serviço, para amanhecer no dia previsto para minha aposentadoria e desligarem-me como um aparelho obsoleto

Doutor Ernesto F. Wuller, psiquiatra Chefe:
"...J.C. 54 anos. Uma vida discreta, pacata, profissionalmente produtiva. Uma simples timidez que como uma bola de neve aumenta quando a burocracia fria o transfere para uma cidade desconhecida. E enquanto a vida rola encosta abaixo vai agregando mais e mais problemas de relacionamento social sem que os demais se importem com isso. Foi transferido porque não tinha família, agora não participa porque não tem ligações, raízes. Escolhem-se os amigos e amores como uma fruta no mercado, as que mais atraem esteticamente sem se importar com o conteúdo, as marcas mais conhecidas; o que não é atrativo ou conhecido fica marginalizado contemplando namorados de mãos dadas, rodas de alegres amigos, famílias sendo constituídas. O homem torna-se incompleto, sua casa não se constitui num lar, é apenas um abrigo. Reflui, interna-se, só olha para dentro de si, o entorno passa a ser indefinido, enevoado, disperso, impalpável. Torna-se respeitado por sua competência mas se transforma para os demais em uma figura jurídica, impessoal. Não há amigos ou amores e o trabalho substitui o lar, a sociedade é o simulacro de família.

E de repente chega a aposentadoria. Desliga-se a chave da figura jurídica. Desaparece a família social, fecha-se a porta do lar-trabalho. E chega o despertar na manhã em que não há para onde ir, não é requerido, esperado, solicitado, seu nome não consta na lista de cidadãos produtivos. Não tem porque levantar-se da cama. Encontra a vida fechada para balanço. E é ele, sozinho, que terá que encarar esta contabilidade cruel. Não há o ombro de uma esposa, os risos dos netos que carimbam a vida plenamente vivida. Não há mais sonhos a serem sonhados. Sente que as paredes do fracasso começam a se aproximar para esmagá-lo e tem dois caminhos diante do nada quando olha para o passado e do nada quando encara o futuro: admitir a derrota, a incapacidade, a fealdade, a incapacidade de conquistar, enfrentando a tristeza, a depressão que já mostra sua cara e esperar a morte estoicamente ou optar pela vida, rebelar-se, rejeitar o fracasso, encontrar os vilões que não permitiram que recebesse seu quinhão de felicidade?

E ele encontra facilmente o vilão, porque ele pode ser real, ele pode existir para todos nós que o adulamos, servimos, tentamos conquistar, enchemos-lhe de sorrisos e acenos mas é um monstro hipócrita, amoral, cruel, castrador, dissoluto, ditatorial: a Sociedade. Para assim vê-la, basta uma simples mudança de chave no intrincado cérebro humano..."

Sem dúvidas, este livro é uma coisa de louco...  Leia antes que a CIA o delete! Na Amazon, epapel  e em e-book

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Livro "Angústias de um peixe-voador" questiona a utilidade da vida


Entremeadas na vida do "estranho" Arthur, perguntas, dúvidas, reflexões sobre o ser humano, o único animal descontente consigo próprio e sua questionável utilidade. Abaixo, alguns recortes para meditação dos interessados no assunto:
...O mais patético dos animais, o Homem-peixe-voador, neste salto de um segundo de consciência transitória coleciona tudo o que pode amealhar, penas ao vento, grãos de poeira, alguma folha que porventura esteja a boiar na superfície. Esbarra no peixe que salta ao lado, toma-lhe a frente. E depois se dissolve na água com alguns respingos que rapidamente desaparecem. Se no micro momento antes de tocar a cabeça no oceano do Nada perguntássemos a cor do maravilhoso céu que acabara de percorrer, não saberia a resposta...
...Transitoriedade é a palavra que bem definia Arthur porque assim se sentia: um ser passando de uma forma para outra. Via-se como um peixe voador que havia nascido quando principiava a sair d'água para seu salto e que, momentos depois cairia novamente na inconsciência quando voltasse a tocar na superfície límpida, calma, indiferente de um mar infinito chamado Universo. Sabia que era nada e tudo ao mesmo tempo, pois era de Arthurs, pedras, árvores, água e tudo mais que era formado o Todo, peças intercambiáveis construindo ao acaso. E o acaso dotara Arthur de uma qualidade duvidosa, a de, neste salto milimétrico e efêmero, fazer uso de uma consciência transitória, ver-se, sentir-se, observar. Era um pobre ser humano, a mais inútil das criaturas numa realidade igualmente inútil.
...Era um cérebro instalado em um barco de carne e ossos ao sabor das ondas sociais, pronto a saborear as mais diversas paisagens como pano de fundo ao seu filosofar.
...Vivemos o presente ou estamos no passado, perseguindo nossas ações físicas, mais rápidas que o processamento em nosso cérebro? Podemos ter avançado no espaço e o tempo de computação de nossos atos realizados, ou seja –da vida- ser mais lento e até mesmo processar-se somente após ter se liberado do corpo físico, ou seja –da morte! Podemos estar mortos, lentamente somando os dados em ondas mentais soltas no universo e só agora tendo noção do que fizemos. Uma premonição, por exemplo, seria apenas uma onda que se adiantou dentre as demais...
À venda impresso na  Amazon.com  e em e-books na Livraria CulturaAmazon BR e  Hotmart. Boa leitura!







domingo, 19 de janeiro de 2014

Rolezinho ou ralezinha?


Tenho ficado calado neste Porto de Piratas antigamente chamado de Brasil, o país que não deu certo. Declarei a independência de minha propriedade mas não posso evitar a incômoda vizinhança, nem tapar o nariz para o absurdo apodrecer de um país. PQP, nem no interior das penitenciarias a avacalhação é maior que na putrefata sociedade brasileira! E, como sempre, surgem para palpitar e justificar a bandalheira aqueles que são os maiores culpados pelo livre aborto da cultura, da moral, da honra, da paz social: os cientistas políticos e assemelhados, tipinhos auto denominados filósofos e a escumalha acadêmica de mestres barbudinhos da esquerda festiva de nossas universidades públicas.
 
Os estouros da manada agora estão sendo dirigidos aos shoppings, ignorância em tropel denominada de "rolezinho". Segundo os intelectuais esquerdopatas, trata-se dos excluídos procurando seu espaço, segundo os grupelhos racistas, é o contra ataque provocado pela discriminação. "É o resultado da falta de espaços públicos para a massa... faltam bibliotecas e espaços culturais!" É sério! Eu ouvi isso de um desses monstrinhos acadêmicos totalmente fora da realidade, que desconhecem o ser humano na prática! Ah... parem com isso! Será que não vai aparecer ninguém para dizer o óbvio? Que esses estouros da manada, este desvario da ralé desocupada por opção nada mais é que resultado da impunidade, do caos em que se encontra esta suposta nação, do ganhar no grito, da oficialização do nivelamento por baixo, do culto à ignorância, do ataque de vagabundos contra as áreas destinadas aos que trabalham e produzem e têm o direito de possuir, adquirir, divertir-se com mais limpeza e sofisticação que um imundo, violento e fedorento baile funk? Ah, quer dizer então, senhor intelectual de esquerda, que se houver bibliotecas essa massa de jovens indolentes e obtusos irão frequentá-las? Para quê? Para recortar as páginas de Victor Hugo e usá-las para enrolar um baseado?
 
Os shoppings são locais privados construídos para gerar lucro. Todos são bem vindos independente de cor, cultura e nível social desde que comprem ou, caso venham a passear, que não incomodem o ir e vir nem o prazer visual, estético, de quem lá comparece em busca de produtos ou lazer. São espaços para pessoas vestidas de maneira razoavelmente elegante e limpa. Que não se comunicam animalescamente e se locomovem como seres humanos, não como gnús. Que não gostam de se acotovelar e trocar suores. Quem aí se enquadra não será molestado por seguranças nem com olhares de desagrado. Não se pode tolher o gosto pessoal através de fórmulas igualitárias. Se indivíduos gostam de funk, barulho, roupas estranhas, adereços repugnantes e não trabalham para ganhar alguns trocados para gastarem nestes templos de consumo, estão no lugar errado e podem sim ser varridos para fora ou simplesmente serem impedidos de entrar. Reserva-se o direito de admissão. Por que querem transformar em discriminação o simples ato de comerciantes quererem preservar seus estabelecimentos e não admitirem que sejam transformados em estábulos onde uma manada se agrupa sem intenção de compra e que ainda causa danos materiais e espanta os fregueses habituais e normais? Se o problema é apenas um local para se reunir, que se reúnam em espaços abertos verdadeiramente públicos como praças -sem interromper o ir e vir e sem molestar os demais cidadãos- ou se o problema é protestar contra a falta de espaço público, que invadam os palácios governamentais, responsáveis pela gestão do dinheiro dos impostos que deveria retornar em serviços ao público. A invasão de espaços privados só demostra o óbvio: a inveja, o ódio daqueles que não relacionam dinheiro com trabalho e aversos a este e sem aquele, procuram perturbar a vida dos que usufruem do resultado de seu esforço, inteligência e competência na base de "se eu não posso ter vou estragar de quem tem".
 
O resto é teoria idiota e irreal, que em vez de buscar soluções de segurança para coibir algo que não difere de assaltos ou arrastões, pois invade, destrói, rouba, perturba e desrespeita, procura explicar e buscar motivos de origem discriminatória em uma atitude criminosa de marginaizinhos cônscios da impunidade e covardemente seguros na multidão. Trata-se apenas de uma geração que desconhece o trabalho e seus frutos, gerados de pais preguiçosos e ausentes sustentados por vales rumo à Grande Cuba.


Atualização: leiam sobre o assunto em: Os cafetões de minorias

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

EUA - Estudo do Congresso: Taxa de homicídios cai na razão em que a propriedade de armas aumenta



Um relatório de Serviço de Pesquisa do Congresso mostra que enquanto a propriedade de armas subiu de 192 milhões de armas de fogo em 1994 para 310 milhões de armas de fogo em 2009, a criminalidade caiu, e caiu fortemente.

De acordo com o relatório, a taxa de “assassinatos e homicídios não culposos ligados a arma de fogo” era de 6,6 a cada 100.000 norte-americanos em 1993. Apesar do crescimento exponencial no número de armas, esta taxa caiu para 3,2 para cada 100.000 norte-americanos em 2011.

Esta taxa cresceu de 2004 para 2005 e chegou a ser maior do que 3,9 entre 2006 e 2007, mas voltou a cair em 2008, o ano em que a Suprema Corte norte-americana, julgando o caso “District of Columbia X Heller”, decidiu que a posse de armas individual é protegida pela Constituição Federal – particularmente no que diz respeito à autodefesa. Desde então a taxa chegou a 3,2 em 2011.

Em outras palavras, quando o número de armas de fogo quase dobrou durante o período de quase vinte anos, os “assassinatos e homicídios não culposos ligados a arma de fogo” caíram a menos da metade.

Adicionalmente, a taxa global de homicídios caiu de 9,0 para cada 100.000 norte-americanos em 1994 para apenas 4,7 em 2011. O total estimado de vítimas caiu de 23.326 em 1994 para 14.612 em 2011. Considerando apenas vítimas de crimes praticados com armas de fogo, o número de vítimas caiu de 16.333 em 1994, para 9.903 em 2011.

As armas que mais apareceram na pesquisa entre 1994 e 2004 foram as portáteis. A maioria eram “pistolas, revólveres e “derringers”, armas mais fáceis de portar de forma oculta.

Então mesmo após todo o programa anti-armas e toda a propaganda recente que afirmava que a disponibilidade de armas elevava o crime, o relatório do Congresso mostrou que quanto maior o número de armas – especialmente armas de porte – menor o número de crimes.



Traduzido por Arnaldo Adasz – www.facebook.com/aadasz