terça-feira, 15 de novembro de 2011

A mídia,as religiões e o Princípio de Crueldade de Clément Rosset

Assusta verificar que o excesso de informações de nosso tempo,após um pique útil de conhecimentos levou o homem -despreparado para tal- num mergulho intelectual e social, numa volta à idade média com suas bruxarias e temores. Há um século nossas casas não tinham rádio, TV, internet, telefone, os livros estavam ao alcance de poucos, resultando que em cada família havia uma filosofia simples de vida,sem maiores comparações e anseios. Vivia-se,aproveitava-se o que tinha e em sua falta,buscava-se consegui-lo de modo prático. Hoje a comparação e o questionamento dos porquês é imediata, ao clique de uma tecla ou botão de controle remoto,colocando dentro das salas antes herméticas, toda espécie de contestação, dúvidas e pretensas soluções. O que ontem era bom ou pelo menos sofrível, hoje passa a ser insuportável, o que era falta passa a ser maldição, o que acabou naturalmente passa a ser expoliação. A função de pensar,que era do chefe de família passou a ser de milhares de estranhos, que ao destilar suas próprias insatisfações, distribuem insanidade, cutucam os egos, semeiam desespero.
 
Pelas madrugadas e até em horários mais ou menos “nobres”a diversidade de cultos religiosos exóticos causa perplexidade: esse é o brasileiro do século XXI? Crenças, rituais, as ameaças de deuses e demônios, curas e maldições, risíveis, patéticas, dramáticas em sua ignorância, de uma massa de milhões que buscam antes que uma explicação que nunca entenderiam, alguém que pense por eles e os dirijam. Família,um lar e comida já não bastam na era da exasperação, do excesso de informação em cérebros despreparados para tal.
 
Clément Rosset em seu livro O princípio de crueldade (ed. Rocco,2002) pode ser lido em busca subsídios que, adaptados ao assunto, ajudem a entender o comportamento da nossa manada. Filósofo de nosso tempo sem a intrincada e pretensiosa linguagem acadêmica, ousa ir direto ao assunto ao dissecar a realidade que é única e cruel, não suportada pelo homem, o que o leva a se agarrar a qualquer coisa que sinalize momentânea salvação ou o livre de pensar por si próprio. Vejamos:
 
Toda realidade é cruel e incerta, e o homem suporta mal essa característica do real... e discorre sobre o caráter insignificante e efêmero de toda coisa do mundo, decretando: ...o conhecimento constitui para o homem uma fatalidade e uma espécie de maldição, já reconhecidas no Gênesis(“Não provarás da árvore da ciência...”)... A árvore da ciência em nossos dias foi reproduzida em arbustos cujos galhos com frutos estão ao alcance dos curtos braços da Grande Manada,que os engole sem mastigá-los apropriadamente e não consegue digeri-los, recorrendo após, em desespero, ao lenitivo das religiões, diria eu, no Brasil, ao laxante religioso...
 
Explica: ...o homem é a única criatura conhecida a ter consciência de sua própria morte(como da morte destinada a toda coisa), mas também a única a rejeitar inapelavelmente a ideia da morte(...) incapazes de considerar certo o que quer que seja, mas igualmente incapazes de acomodar-se com essa incerteza, os homens preferem,na maioria das vezes, confiar em um mestre que afirma ser depositário da verdade a qual eles próprios não têm acesso...
 
E prossegue:...a aceitação do real supõe, portanto, ou a pura inconsciência -tal qual a do porco de Epicuro, único à vontade a bordo enquanto a tempestade que se desencadeia angustia a tripulação e passageiros- ou uma consciência que fosse capaz,ao mesmo tempo, de reconhecer o pior e de não ser mortalmente afetada por tal conhecimento de pior. E isso é praticamente impossível ao ser humano, ou se isso conseguir, o caminho do suicídio torna-se tão fácil como tomar um copo d'água ao sentir sede.
 
A grande massa brasileira aparentemente escolheu transformar-se nos porcos de Epicuro, alimentando-se da ração diária do irreal em detrimento do real... E como suportam os rituais cada vez mais esdrúxulos, que atentam contra uma inteligência normal? Clément Rosset responderia:...uma vez que se trata de um conteúdo que não existe,todas as modificações são possíveis...



sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Beber e dirigir ou roubar e matar? Brasil,onde o erro é maior que o dolo

Chamem um perito do INSS! A nossa Justiça finge que é cega,mas enxerga e ouve tudo,não dos letrados do meio,mas da mídia emotiva,parcial. E nossos políticos mariavaicomasoutras sofrem de retardo mental e não podem estar em ambiente de trabalho...

O Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto que torna crime dirigir após ingerir bebida alcoólica. Não é necessário se envolver em qualquer acidente. Dispensa-se o bafômetro,basta testemunhas,fotos. Inquisição em andamento! Basta beber o licorzinho que a D. Maria fez e insistiu que você tomasse e um raio cairá do céu no momento que sentar ao volante e zaz! Você,Joe,trabalhador honesto,bom pai de família,homem útil ao país agora é um criminoso sujeito à pesadas penas. E com acidente,fatalidade ou não,o querem penalizar mais fortemente do que um homicida profissional,um marginal. Porquê? Deve ser por falta de criminosos,cadeias e penitenciárias vazias,a antiga bandidagem do tráfico,os assaltantes,assassinos já foram todos exterminados e controlados pela nossa eficiente Justiça e pelo zelo inteligente de nossos políticos e agora,para terminar a limpeza geral,voltam-se para você,cidadão. Brasil,um exemplo para o mundo!

Depois de uma onda de reportagens sensacionalistas sobre mortes no trânsito,onde somente carros de luxo matavam com dolo,mesmo quando a vítima cruzava um sinal vermelho e apresentava álcool no sangue,os senadores,mocreias carentes desejosas de agradar os eleitores,resolvem transformar em criminosos 90% dos motoristas brasileiros,inclusive os dignos membros do Senado. O autor da brilhante ideia,senador Ferraço,do pacato Espírito Santo,provavelmente um estado sem crimes ou máfias,acha que a proposta vai mudar a cultura da impunidade no país! E o povo sendo massacrado nas ruas e dentro de seus lares,recebendo ordens para não reagir e entregar suas armas de defesa! E as leis que amenizam as penas dos marginais! E os dementes dos Direitos Humanos inspecionando se tem manteiga no pão dos detentos! E a ficha limpa dos dimenores assassinos ao completar a maioridade! Agora,além de facilitar a atuação dos marginais,querem promover a esmagadora maioria dos cidadãos em criminosos! Quem dentre vós não bebe e dirige,ó príncipes meus irmãos?!

Assim como a Lei Seca nos Estados Unidos provocou mais desagregação social do que se a bebida fosse liberada,por aqui esse zelo exagerado e estúpido,de fechar os olhos aos verdadeiros criminosos e penalizar mais duramente o erro que o dolo,vai estimular a falta de socorro e a fuga em caso de acidentes.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Gárgulas,Quimeras,Arcadas e USP


Quimera:s.f. 1. Monstro fabuloso,com cabeça de leão,corpo de cabra e cauda de dragão. 2. Produto da imaginação;fantasia,utopia,sonho. 3. Incoerência,
incongruência,absurdo. (Aurélio)

Tão desocupado e irreal como um professor de filosofia da USP,resolvi colocar uma gárgula na velha torre de minha casa,do tipo pensativa como acima,da catedral de Notre Dame. Na busca,descobri que o que eu -ignorante como um universitário de esquerda- chamava de gárgula é em verdade uma quimera. Gárgulas não são figuras decorativas,têm função,a de escoar a água pluvial para longe das paredes dos edifícios enquanto que as quimeras são...quimeras apenas! Hoje dei-me ao luxo de meditar junto de minha quimera. Melhor,filosofar,já que até na tal USP aceitam que o que lá pensam é filosofia. Quimeras são quimeras,fantasia,utopia...
Quimeras são criadas para ficar no terreno das lendas e fantasias ou simplesmente uma decoração mas aqui no Brasil fomos além da lógica e o povo ignorante que confundiu a útil gárgula com a utópica quimera,colocou no poder supremo um monstro,cabeça de leão,imponente presidenta com um corpo de primeiro escalão formado de grandes cabras,diria cabrões que a cabeça não impede a marcha,apenas trocam o passo a cada rugido seu e uma cauda de dragão -impunidade,descaso,corrupção- enorme,escamosa,dentada,sem comando,que por onde passa arrasa,destrói,vai deixando cicatrizes em nosso país que dificilmente desaparecerão,na criação de uma geração sem objetivos porque utópicos,sem noção de lei ou de pátria porque sem exemplos. Quantas sumidades e presidentes formou a “Arcadas” no passado? Quantos desempregados agitadores sociais formará a nova USP da Era Petista? A fantasia,o sonho da quimérica democracia popular tinha mais significados no item 3: Incoerência,incongruência,absurdo...


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Copa com cerveja:latinha não é arma

Continua a queda de braço da FIFA com a Comissão Especial da Câmara,sobre a venda de bebida alcoólica nos estádios durante a Copa. Nada a ver com esporte,simples desconhecimento mútuo entre civilizações. Os deputados da Comissão Especial parecem não entender que Copa não é um evento esportivo e sim comercial e o Brasil,como alfinetou a Fifa,se candidatou a realizá-lo e deve seguir as regras. É como uma franquia temporária. Não se pode vender feijoada no Mac Donald. Por outro lado a Fifa,vinda lá da civilização onde não se usam alambrados e os jogadores ficam ao alcance do público comportadamente sentado,não entende que por aqui não há torcidas e sim tribos selvagens que já chegam aos estádios com os tanques cheios de álcool e se reabastecidos durante o jogo podem se descontrolar mais ainda. Ingenuamente o secretário geral da Fifa,Jérôme Valcke,procurou tranquilizar afirmando que a cerveja será vendida em copos de plástico e não em garrafas ou latas,que podem ser usadas como armas. Ô Jérôme,acorda,aqui no Brasil a arma mais perigosa não é latinha ou garrafa,é o torcedor!
Não tenham dúvidas que a discussão é inútil,a cerveja será vendida pois seu lobby é mais poderoso que o governinho brasileiro. E nossa torcida terá que ser para que a seleção nacional não irrite os torcedores ou passaremos vergonha a nível mundial...




Atualização em 06/03:Discussão inútil-aprovada hoje,soberanamente,"sem lobby e pressões"a venda de bebidas alcoólicas na Copa...
http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000489834

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Morte do cinegrafista II - Anistia Internacional,cale a boca!

Desta feita não tem a desculpa de que o descaso da opinião pública pelos policiais que morrem é porque eles estão sendo pagos para isso,é o trabalho deles...O bravo cinegrafista da Band cuja morte todos com justiça lamentam também estava no serviço dele,pago para o fazer e o fazia com a mesma dedicação dos bons policiais,os da linha de frente. Mas o mesmo projétil que o matou é o que mata policiais. Que também -pasmem- têm filhos e netos,esposa e mãe que por eles choram... Não dá Ibope nem o som fica gravado,mas policial também geme e sangra... Não bastasse a contida indignação pelo descaso da própria sociedade pela qual lutam e morrem,ainda querem que engulam críticas pela morte alheia e palpites de leigos em suas operações. Ainda não li nada dos dementes dos Direitos Humanos,mas já tropecei na Anistia Internacional,outra organização nefasta,irreal. O título é Anistia critica operação que matou cinegrafista no Rio. Pontos principais do pronunciamento do Sr Patrick Wilcken,representante para assuntos brasileiros:
A Anistia critica essas operações militarizadas no Rio, onde a polícia invade uma comunidade. Isso põe em risco a vida de pessoas da comunidade e também de jornalistas."
"É preciso questionar esse tipo de estratégia. O Rio de Janeiro já mostrou ao mundo com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) que existem alternativas no combate à violência em algumas comunidades."
Em São Paulo já tem ONG dando assessoria oficialmente em procedimentos de abordagem da PM,agora temos a Anistia Internacional querendo palpitar sobre “operações militarizadas”no Rio. E discorrem sobre as UPPs. Embora UPPs sejam paz de fachada,mesmo para implantá-las é necessário invadir comunidades,Dona Anistia! Para pacificar é necessário o uso inicial de violência,qual a outra alternativa? Catequizar? Põe em risco a vida das pessoas da comunidade? Elas já vivem em risco,invasões têm como objetivo eliminar os causadores desse risco! Coloca em risco a vida dos jornalistas? Mas eles lá estão por vontade própria e o Sr Wilcken admite que é uma profissão intrinsecamente perigosa! Proíbam os jornalistas de acompanharem as incursões policiais e teremos uma gritaria geral,incluindo da Anistia Internacional sobre a liberdade de imprensa! Os policiais não podem fazer milagres,o máximo que podem já o fazem,o de morrerem calados,de serem enterrados quase anonimamente. E o Sr Patrick Wilcken e a Anistia Internacional poderiam respeitar o toque de silêncio a que esses bravos têm direito,calando a boca.



A morte do cinegrafista da Band e o colete à prova de balas



Ontem,domingo,durante uma operação na favela de Antares,Santa Cruz,Rio,o audacioso e premiado cinegrafista da Bandeirantes Gelson Domingos da Silva,46 anos foi morto por um tiro no peito quando cumpria sua missão junto às forças policiais em confronto com os marginais. Clique para detalhes

Repórteres ou cinegrafistas destemidos não medem esforços para uma boa matéria,sua razão e vocação e normalmente colocam a vida em risco para consegui-la. No conforto de nossa casa não conseguimos aquilatar o esforço desprendido para aqueles poucos segundos de drama e informação que nos são transmitidos. Isso não vai mudar e é motivo de orgulho para os profissionais. Nem mesmo a agitação política do Sindicato dos Jornalistas querendo cobrar providências tardias sobre procedimentos que eram de conhecimento de todos e do próprio sindicato que seria o responsável por exigir ações corretivas. Nenhum dos fatores citados influenciou sobre a morte de Gelson. Foi uma baixa em combate,ele que estava ao lado de militares altamente treinados e equipados. Quanto mais seria possível de proteção? Mais nada,a não ser se ele ficasse dentro de um blindado,fazendo uma cobertura distante de seu nível costumeiro.

Mas um fator importante ao qual não vi menção e que merece correção em uso futuro é o colete à prova de balas. Tem vantagens e desvantagens que devem ser levadas em consideração. Muitos combatentes experientes não o usam ou se obrigados o fazem a contragosto. É eficaz contra projéteis ogivais,armas curtas,mas com munição perfurante,pontiaguda,de grande potência como as usadas pelos traficantes pode se tornar um fator que agrava o ferimento,que poderia ser apenas transfixante (atravessando o corpo) sem atingir órgão vital,provocando importante perda de tecido na saída,mas sem causar a morte. Com o colete vestido,a velocidade do projétil é diminuída,sua aerodinâmica é perdida pela deformação causada pelo impacto e também sua trajetória retilínea,deixando-o com mais arestas e sem controle,como um avião que perdesse uma das asas e consequentemente desgovernado,“passeando” pelo interior do corpo e causando danos fatais até deter-se por completo. Ou seja,o colete pode ir transformando o projétil em sequência,dando-lhe suas qualidades mais mortais:recebe um impacto perfurante,torna-o ogival rombudo,não transfixante,mantendo-o dentro do corpo,deforma-o e passa a ser de canto-vivo,o mais temível e destruidor.

Ah,mas existem coletes poderosos que podem deter uma munição de fuzil... Sim,mas seu peso torna quase inoperante quem o usa,seja um militar,seja um cinegrafista,portanto a escolha é sempre por uma proteção média que não inviabilize a operação. Com os recursos atuais,eu sugiro que em situações de confronto os cinegrafistas e repórteres sejam protegidos por escudos policiais usados para aproximação,adaptados para permitirem a filmagem e manejados por um auxiliar. A solução não é nova,pelo contrário:na antiguidade,Cavaleiros não abriam mão de um fiel escudeiro...



sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Israel:bater para não apanhar

Em fevereiro,quando criei este Blog,em um dos primeiros textos,Israel com o dedo no gatilho, defendia o direito de sobrevivência do pequeno país usando para isso,se necessário,medidas preventivas de força. O bater para não apanhar. O Ocidente,que nas últimas décadas tem agido de forma a ajudar seu grande inimigo -o Islã- que não para de avançar,volta e meia tem o desplante de pedir moderação aos judeus -aliados na linha de frente- em seu relacionamento com países hostis. Não poder haver moderação nem esperanças contra uma civilização obscura que prega a destruição do estado judeu. Não existe destruição moderada!

Novamente a mídia se agita com os rumores de um ataque de Israel contra o Irã. Se vai acontecer é porque chegou a hora e não será a primeira vez que o Irã leva uns tapas na orelha para se comportar. Mas é maldade genética,não vão se consertar e aproveitam que são tratados como dimenor pelos países ocidentais para irem aos poucos preparando o grande sonho de Ahmadinejad,o de arrasar Israel com um ataque atômico e se tornar o Grande Líder que conduzirá a guerra santa contra os infiéis. O Irã nunca paralisou seu avanço nuclear,a finalidade é bélica e o sonho são os mísseis de longo alcance,única maneira de atingir com eficácia e relativa surpresa o aguerrido estado judeu.

São bravatas as declarações que o Irã tem condições de se defender de um ataque de Israel e são equivocadas as informações de que esse ataque seria com mísseis. Israel não trabalha assim,a grosso modo. Será novamente um ataque cirúrgico e se a cabeça do inimigo está protegida,amputam-se os membros. A possibilidade de desordem na defesa iraniana é de 100% e de sucesso do ataque israelense é de 101% ou não o executariam.

No texto O braço do Islã se alonga;tremei Europa afirmei que se não nos precavermos,o futuro poderá ser dividido entre dois senhores,a China e o Islã. Mas neste hipotético mapa,com uma lupa,provavelmente descobriremos um pequeno ponto independente,qual a pequena aldeia gaulesa de Asterix não conquistada pelos romanos:Israel,graças à sua coragem de desdenhar ostensivamente a ingenuidade ocidental ao tratar inimigos e sua força de povo único e unido,sobreviverá.



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Finados:quem não nasce não morre nem passa fome...

No dia dos mortos seria bom começar a pensar nos vivos. Vivos demais,sete bilhões que fazem o planetazinho ranger em seu eixo. Sem um imediato controle da natalidade,logo logo o seu sanduíche será disputado por várias mãos no trajeto até a boca. Para garantir que o sanduíche chegue à nossa boca só existe uma saída que é limitar as vagas na Pensão Terra. Que era um hotel 5 estrelas,foi baixando de classificação e hoje,graças à lotação,com gente dormindo nos corredores da sociedade virou uma pensão pouco familiar. Por um erro crasso de avaliação onde entram fatores subjetivos,pouco práticos,permite-se uma procriação desenfreada nos países subdesenvolvidos que depois ficam nas esquinas dos continentes pedindo aos países ricos ajuda para o leitinho das crianças. O fato é que,quando essa ajuda existe,o leitinho das crianças vira carros de luxo,contas bancárias em paraísos fiscais ou joias para as amantes de ditadores ou políticos corruptos,pois fome é um problema de gestão e não dos desígnios da natureza. Países são famílias grandes que dependem de bons pais para trazerem comida para casa. E como famílias devem ser tratados pela comunidade internacional. Conselho Tutelar Internacional. A criançada está faminta na Somália? No Sudão? Esmolas não resolvem. Acaba-se com o pátrio poder,intervêm-se e com uma tecnocracia instalada faça-se o leite chegar às bocas famintas. Mas quem nasceu nasceu,quem não nasceu não nasce mais. Passa a faca,capa todo mundo. Quem não nasce não morre nem passa fome.

E quanto aos que estão vivos por todo o planeta,já passou da hora de organizar o que fazer na hora da morte. Cemitérios só são úteis para os vendedores de flores e melancia no Dia de Finados. Tanta histeria ecológica por aí e ainda se permite esta forma arcaica de plantar cadáveres que contaminam o solo com seu necro chorume,que por cerca de um ano após o sepultamento vai penetrando na terra e pode contaminar o lençol freático com bacilos vários, hepatite,tuberculose,escarlatina,etc. Além do enorme espaço horizontal que ocupam para alojar carne e ossos deitados como se ainda necessitassem desse conforto. Cremação é,pela atual tecnologia,a única e racional solução. Pelo sim pelo não,além das fotos na parede e a certeza que em vida deu amor e amizade ao falecido,um fragmento que contenha o DNA do ser que deixou de existir deve ser guardado,no futuro através desse chip natural será possível fazer uma cópia. Mas o resto,sem vida,nada significa e pode ir à fogueira e as cinzas virarem adubo...





segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Um século separa a UnB da USP

Enquanto uma minoria de fedelhos da USP vivem aparentemente em 1917,ufanos da revolução,necrófilos apaixonados da múmia de Lenin,com crises histéricas e ocupação de prédios cada vez que alguma autoridade olha feio para eles,anacrônicos,perdidos no tempo,vomitando longos comunicados quase padrões -quem leu um no passado leu todos- uma luz que não é de uma estrela vermelha começa a brilhar na UnB,a Universidade de Brasília. Não é uma luz de velhos lampiões da esquerda,nem um holofote das direitas;é um LED,moderno e eficiente. Como aconteceu na antiga União Soviética,a ideologia apodrecida sem nunca ter vingado,corroída,foi cansando até o mais pacato subjugado e simplesmente foi engolfada pelo progredir dos cérebros,pelo basta de comportamentos ridículos,barulhentos e inócuos. Os jovens universitários de Brasília,a maioria silenciosa que sempre assistiu a minoria esquerdista fanática e irracional assumir no grito seus diretórios e prejudicarem o bom andamento da vida estudantil deu um basta histórico na semana passada: a chapa Aliança pela Liberdade,a única que não estava atrelada pelos arreios irracionais das esquerdas venceu as eleições para o Diretório Central dos Estudantes da UnB! Veja o artigo. Sem dúvida um fato histórico que além de indicar o alto nível desses universitários,nos dá esperanças de que a vida acadêmica brasileira,com este corajoso exemplo,comece a sair do atoleiro ideológico e passe a cumprir seu verdadeiro papel,o de produzir homens,cidadãos,profissionais que contribuirão para o progresso e não para o caos resultante de ideologias enfiadas à força em suas cabeças neste crucial período de formação.

A chapa vitoriosa que se define como não-esquerda defende de forma racional uma política realista,o valor dos financiamentos de pesquisas por fundações privadas e o policiamento constante para maior segurança no campus,exatamente o oposto do que os barbudinhos com camiseta do Che da USP,de punhos fechados exigem... Seria muito bom para nós paulistas se,num ato de caridade cristã,os universitários de Brasília aterrizassem no campus da USP e protegidos por discreta segurança,procurassem distribuir espelhinhos,bonés,guloseimas para os bolcheviques e mencheviques uspinianos e uma vez conquistada sua confiança,procurar trazê-los para a civilização e os tempos modernos. O Brasil agradece.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

USP:ninho de idiotinhas emplumados


Esqueçam os convênios de segurança,as rondas da Polícia Militar dentro do campus da Universidade de São Paulo. Chamem as mães e as liberem para dar umas palmadas nas róseas bundinhas dos idiotas imberbes que se julgam adultos diferenciados e com poder. Poder de quê? De comprar maconha com a mesada dos país?
Ontem entraram em crise histérica novamente,chilique coletivo porque a PM prendeu três estudantes encontrados com maconha dentro de um veículo. Por conta desta ação legítima dos representantes do Estado,o mesmo que paga o ensino aos estudantes,enfrentaram os policiais tentando impedir a prisão,apedrejaram e danificaram patrimônio público,feriram pessoas. Depois invadiram um prédio e lá estão,se sentindo heróis da resistência enquanto apenas estão repetindo o infantil ato de melindrar-se quando não ganham guloseimas e se trancar num quarto...
Crianças mimadas sem noção da realidade que desejam que a polícia só enxergue crimes,contravenções,ilícitos em não-alunos e seja servil e condescendente para as birras e malcriações de estudantezinhos aproveitando a distância dos pais. Se na terra de ninguém que pretendem que o campus seja aumentam os crimes,incluindo estupros e assassinatos,põem a boca no mundo,clamam por segurança e criticam as autoridades,é chique,é rebelde,igual aos filmes e novelas,é isso aí,eu estava lá e fiz valer meus direitos,sou um cidadão combativo! Se a polícia se faz presente para aumentar a segurança e fazer cumprir a lei que é para todos,sentem-se vítimas de constrangimento,se ofendem com a tutela do Estado,logo eles que são a elite intelectual do país,que sabem o que estão fazendo! Ora molecada,vocês precisam é de palmadas,aliás são produto da falta delas,mas antes tarde do que nunca e os cassetetes e as balas de borracha podem substituí-las.