quarta-feira, 22 de junho de 2011

Os seres superiores,os índios e as formigas

Agora pela manhã aproveitando o sol de inverno,fui sentar num banco em meu jardim. Uma linha de formigas seguia célere no chão,forçando-me a desviar o pé,numa atitude condescendente de "ser superior",pensamento que logo corrigi com uma série de questionamentos. Olhei para o sapato. Couro,borracha,cola sintética,fibras,plástico. Meias,algodão industrializado,calças idem,cinto de couro,metal,e assim fui,desde os pés tentando resgatar toda a complicada cadeia de eventos que foram necessários para que eu estivesse simplesmente vestido. E as formigas nuas,cuidando da vida.

A roupa era casual,estava em minha casa - tijolos,cimento,telhas de barro,vidros,fios elétricos - mas se tivesse que sair à rua –veículos,asfalto,semáforos,postes,sinalizações- trocaria a camisa e colocaria também um blusão por cima. Relógio,celular,óculos. E as formigas nuas indo e vindo. À noite,mudança de vestimenta,comida industrializada,troca de papel moeda por serviços. E as formigas,todas iguais,se recolhendo ao formigueiro. Um suficiente furo na terra. Todas devidamente alimentadas,alojadas,com papel social definido em prol do bando. E nós em disputa,para acúmulo individual inútil,já que somos tão mortais como as formigas.

Século XXI e na TV as autoridades comunicam o encontro de índios isolados no Vale do Javari. Com fotos de satélite,sobrevoo de aeronaves. E os índios com suas malocas e plantações à volta,descansando nas redes. Todos iguais,alimentados e alojados como as formigas,sem estudo,sem salário,sem roupa,sem problemas,a não ser os "seres superiores" já pensando em “ajudá-los”,lá de cima com seus rádios,computadores... Quantas espigas de milho vale um satélite? Quantas raízes de mandioca vale um avião? Com os olhos fechados aproveitando o calor do sol,o mesmo sol e calor do meu jardim,o que importa um satélite? Há apenas algumas décadas atrás,não tínhamos o imprescindível computador,o absolutamente necessário telefone celular. E os índios estavam lá,nas redes,como agora. Afinal,quem precisa cada vez mais de tantos complementos,ferramentas e assessórios para existir é um ser inferior,incompleto e que se torna mais e mais dependente,regredindo. Muito aquém das formigas e dos índios,estáveis num patamar,seres já completos...


terça-feira, 21 de junho de 2011

Feios expulsos de site:afinal a coragem de escolher o belo!

Mesmo pertencendo à classe dos baixinhos sem maiores atrativos,fiquei aliviado em ver no Jornal da Band que ainda existem os que exercem o simples mas atualmente raro e perigoso direito de optar pelo belo,baseados no conceito estético da maioria. Numa época dominada pelo politicamente correto,essa simples escolha natural necessita de coragem,já que confronta leis imbecis contra supostas discriminações e regras sociais não escritas que nos empurram goela abaixo o feio,o torto,até o repugnante em filmes,novelas e propagandas no cinema,TV,cartazes,etc,indo contra o natural culto ao belo,a atração pelo bonito,delicado,suave.

O site em questão é o BeautifulPeople onde não se entra,se candidata e é votado,julgado e depois aceito ou não. Muito justo...Pessoas bonitas que gostam de outras semelhantes têm todo o direito de se reunirem e terem este prazer visual,sem interferência dos que eles julgam ser esteticamente incompatíveis com os seus padrões de beleza. Um suposto vírus,muito apropriadamente chamado de Shrek permitiu a invasão de 30000 feios no site,que depois de descobertos foram excluídos,além de outros que já pertenciam ao grupo mas engordaram ou deixaram de se cuidar e foram devidamente denunciados pelos usuários.
Aos idiotas de sempre que se indignaram,a solução é simples,façam um site de relacionamento de feios,ou de feios que se julgam bonitos,esta é a verdadeira democracia que não pode ser confundida com um delito. O direito de escolha é um dos sinônimos de discriminação,denominação que passou a ser usada como acusação contra um direito natural. O grande problema é o ego,a vaidade que cega grande parte dos seres humanos que estão fora dos padrões de beleza mas não aceitam o fato. Padrões de beleza existem sim,gosto pessoal,estética humana,não me venham com prosa mole de beleza interior,rostos com personalidade ou corpos que transmitem alegria...Eufemismos usados por hipócritas que compram a Playboy pela capa,não pelas entrevistas...


segunda-feira, 20 de junho de 2011

E.Coli mortal na Alemanha;o silêncio dos eco chatos!


Só para provocar,espero aqui deitado,descansando em missão na Amazônia sobre um pobre gigante abatido na exploração de minerais estratégicos e petróleo - que depois serão avidamente consumidos por todos os verdes ambientalistas - que eles se pronunciem sobre o surto da E.Coli fortalecida e engordada nas plantações orgânicas alemãs,regadas com farto estrume... Devaneios bem intencionados mas inconsequentes levam a isso,até às tentativas xiitas de boicotar e destruir o “inimigo”,as culturas transgênicas,inevitáveis se a produção de alimentos quiser acompanhar o crescimento da população. Atualmente,com os relativamente rápidos meios de comunicação e transportes,o mundo é uma horta só,conectada,tornando inviável qualquer tentativa de insistir na recusa de adubos e defensivos químicos para a proteção da lavoura. Mundo moderno exige técnicas modernas,não aquelas de um século atrás,quando as distâncias e a baixa densidade populacional favoreciam e protegiam os cultivos. Técnicas antigas e vulneráveis só seriam viáveis com o controle populacional e isolamento, impossíveis,utópicos. Temos que encarar este insonso mundo de plástico,não se volta,infelizmente,ao passado. Verdes,amadureçam...

Helicópteros:empresários inteligentes têm pilotos experientes

Os graves fatores envolvidos no acidente com um helicóptero nesta última sexta,na região baiana de Trancoso não são incomuns. Empresários que são proprietários de aeronaves voam sem a experiência necessária,sem habilitação ou com ela vencida,fazendo planos de voo em nome de outros pilotos,realizam voos locais sem planejamento algum e muitas vezes retardam a manutenção da aeronave,simplesmente puxando um circuit breaker (disjuntor)para que as horas voadas não sejam computadas e a revisão,considerada cara,não chegue nunca. Tratam aeronaves como se um carro fosse. Felizmente existem as grandes revisões por tempo,anuais,das quais não se pode fugir,caso os voos sejam feitos para locais controlados. Mas com helicópteros podem ser realizados pousos em pontos ocasionais sem qualquer controle. Na contramão da lógica,muitos empresários pagam mal seus pilotos,fornecem alojamentos não compatíveis,não respeitam carga horária e forçam para que se realizem voos em condições marginais,esquecendo que sua vida também está a bordo,sendo conduzido muitas vezes por um profissional cansado,estressado,numa máquina com revisões importantes por fazer ou por um piloto inexperiente,mas que aceita salários menores . A tal da economia burra,em salários e manutenção,com uma máquina de milhões de dólares...

Fui piloto por 34 anos,cerca de 20 deles em helicópteros. Desses 20 anos,metade foi como piloto de executivos,homens de sucesso,milionários. Mas depois de tantos sobrevoos não visualizei vida inteligente no trato de aeronaves e tripulantes. Tratam seus helicópteros e os pilotos como um veículo qualquer,que em caso de problemas é só parar no acostamento ou se o tempo está totalmente fechado,é só ir devagarzinho,com o “farol de neblina”ligado...

Outros mais ousados,depois de algumas horas de voo já se sentem capazes de dar conta do recado e dispensam pilotos experientes. Sem dúvida é muito fácil,em condições normais,pousar e decolar com esta máquina formidável. Quando instrutor,em cerca de seis voos conseguia,com muita gritaria e suor fazer com que o aluno pousasse e decolasse sem que eu tocasse nos comandos. Mas decolar,voar e pousar em condições ideais não é ser piloto. Adicione mau tempo,ventos,falta de visibilidade,áreas de pouso com obstáculos ou restritas,peso e balanceamento da aeronave, planejamento deficiente, manobras bruscas, etc,etc e teremos o desastre. O avião avisa,plana,consegue sair sozinho de atitudes desastrosas e perigosas,mas com o helicóptero é geralmente de súbito,sem aviso,catastroficamente respondendo quase sempre,à falha humana. Helicópteros e suas turbinas são seguros se com manutenção eficiente e numa improvável falha o piloto,através da auto rotação - manobra que aproveita a energia ainda existente nas pás do rotor - consegue chegar ao solo e pousar com velocidade zero,sem maiores problemas.


São frequentes acidentes no voo executivo,teoricamente mais simples. Mas são raros nos táxi aéreos que trabalham por exemplo com a exploração de petróleo na Amazônia,usando pilotos experientes que muitas vezes fazem até 100 pousos diários nas DTM –desmontagem,transporte e montagem- das sondas petrolíferas e seus acampamentos, transportando até tratores em carga externa, numa constante operação perigosa. Chegam a voar até 90 horas em 15 dias na selva enquanto que a média executiva nas grandes cidades é por volta de 20 horas mensais. O diferencial é a pressão pouco inteligente dos patrões que não conseguem entender a complexidade que envolve o voo e que seu piloto não é um motorista particular a quem ele pode dar ordens e intervir no desempenho de seu trabalho. E nem substituí-lo,num excesso de confiança,achando que vai dar conta da máquina.

Excesso de confiança também atinge velhos pilotos e permitiu que eu,com milhares de horas de voo enfiasse o focinho em um morro,deixando a aeronave nas mãos de um piloto automático mal engajado enquanto cumpria distraidamente funções burocráticas que deveriam ser de um copiloto num voo sem visibilidade. Se o meu excesso de confiança causou o acidente,a experiência fez com que saísse com vida de uma situação mortal,voando entre árvores abaixo das copas. Aviação não perdoa falhas e aeronaves não são brinquedos para empresários audazes mas mortais. Como aconselhado por um antigo provérbio português que diz:sapateiro,não vá além das botas...

domingo, 19 de junho de 2011

A Marcha à Ré da Maconha: o Haiti é aqui

O gigante adormecido finalmente acordou. É um enorme Haiti indolente que se olha no espelho e enxerga uma Suécia. E a plebe rude comemora com Marchas à Ré pelas cidades do país inteiro,com suas cartas de alforria assinadas pelo STF,os capatazes do poder,feitores servis,lacaios emplumados que vaidosos,exercitam sua retórica onde a construção das frases,a estética vernácula,a poesia que lapida as duras arestas da fria Constituição é o que conta. Em seu pomposo semicírculo onde só falta a fogueira central,a antes vetusta e respeitada toga negra se revela apenas uma vulgar capa preta de carnaval veneziano, num culto aos deuses pagãos do politicamente correto,da balbúrdia,da incoerência,do estímulo ao suicídio da sociedade.

A Grande Marcha à Ré dos Idiotas comemorou o óbvio – a liberdade – de maneira equivocada,turbamulta imatura que em tropel,desvairada se chafurda birrenta,batendo as patas na papinha saudável que a Mãe Democracia lhe servia. Precipitam-se às portas da geladeira da Anarquia arrombada pelo STF e se empanturram com as perigosas e facilmente digeríveis guloseimas do errado,do proibido,do danoso. 

A Suécia do Espelho passou décadas tentando e conseguindo aos poucos,embora sempre como macaco de imitação,coibir o fumo – o cigarro comum – em restaurantes,locais públicos e deixar claro o dano para a saúde do fumante,que não é só problema dele,pois dá um enorme prejuízo à Saúde Pública,dinheirinho nosso para manter a vida de viciados cancerosos agonizantes. Vencendo até a poderosa industria do tabaco,que poderia,sem clientela,vender sua matéria-prima como inseticida na agricultura,onde dá ótimos resultados – comprovados - pelo seu poder de destruição das pragas... 

Agora,de chofre,libera -com eufemismos e negativas – a maconha! Não me venham com essa absurda conversa que é apenas direito de expressão! O STF pediu para ser desrespeitado junto com as leis num masoquismo estranho,suicida:não poderá haver apologia ou consumo de drogas nas marchas de drogados! Pediu e consegui! Diante das câmeras todos puxavam seu baseado na cara de uma Polícia acuada,confusa e impotente e o STF ficará calado,avistando já no horizonte,indo embora sem adeus,o respeito que o Supremo conquistara em sua história austera. Carnaval de Veneza numa sala de espelhos mágicos. 

O cigarro é problema de Saúde Pública;a maconha,de Segurança Pública. Pior que a maconha,foi a retórica do Supremo que instigou a massa a se manifestar com marchas irreprimíveis substituindo as vias legais. As marchas agora são a moda,o plus do momento. Diz o Major da PM na Paulista:estamos aqui para garantir a livre expressão do pensamento,enquanto os motoristas tinham seu direito de ir e vir tolhidos pelo vil populacho desocupado que bloqueava a importante avenida! Mas o direito de ir e vir não está na moda...Não senhor Major,sua função não é garantir a livre expressão,o senhor está é perdendo funções,está aí,no meio da avenida como um fantoche,seguindo diretrizes emanadas de antigos terroristas,assaltantes de bancos,marginais que no passado eram objetivo de captura por parte de seus colegas mais antigos. Hoje,o senhor apenas faz parte involuntária de um processo de desmoralização das instituições nacionais,das tradições,do respeito,de afronta à Justiça para servir a interesses particulares de manutenção do poder pela doma da manada,quebrando-lhe a vontade através das drogas e da permissividade. Nesse grande Haiti que despertou,o terremoto é moral...

sábado, 18 de junho de 2011

O livro de Leandro Narloch que o MEC deveria adotar

O “GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL”segunda edição ampliada,do jornalista paranaense Leandro Narloch,Editora Leya,é de lavar a alma de todos nós brasileiros,entulhados  por teses,teorias,historinhas para boi dormir,exigências raciais,falsos dramas,tragédias,heróis,personalidades, mitos,frutos primeiramente de nacionalismo primário e pouco profundo e depois,da enxurrada de bobagens criada,engordada e distribuída pela intelectualidade de esquerda - os mestres e doutores de nossas universidades - uns verdadeiros adoradores de ficção infanto juvenil. Recomendo a todos eles o livro,que traz tópicos -fruto de pesquisas e documentados- como: 
-Quem mais matou índios foram os índios 
-Zumbi tinha escravos,sequestrava mulheres e executava quem quisesse fugir do quilombo 
-O sonho dos escravos era ter escravos 
-Os portugueses aprenderam com os africanos a comprar escravos 
-Os africanos lutaram contra fim da escravidão 
-José de Alencar contra a abolição 
-As três paixões de Jorge Amado:Hitler,Stálin e Antonio Carlos Magalhães 
-Gilberto Freyre admirava a Ku Klux Klan 
-A origem da feijoada é europeia 
-Aleijadinho é apenas literatura 
-Santos Dumont,talvez um picareta,não inventou o avião nem o relógio de pulso e não era pacifista 
-Luís Carlos Prestes,o revolucionário trapalhão 
-Olga queria abandonar Prestes 
-A guerrilha provocou o endurecimento do regime militar 
-Jango favorecia as empreiteiras 
-Os guerrilheiros não lutavam pela liberdade 
Etc,etc...Vale a pena ler. Como diz o autor,é hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta ... Não só na historiografia,mas nos próprios historiadores,governantes,políticos,ongs,STF,que estão revisando de forma insana os direitos dos cidadãos,as tradições,a moral,o ensino,na construção tragicômica de uma imitação grotesca e equivocada de países do primeiro mundo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Deputado Varella e o desarmamento: Polícia Federal está sendo usada contra o cidadão honesto

CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ Sem supervisão
Sessão: 153.1.54.O Hora: 14:04 Fase: PE / Orador: LAEL VARELLA Data: 15/06/2011
O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, a política equivocada de nossos últimos governos sempre pautada nos propalados direitos humanos — vem concorrendo para que a violência e a criminalidade continuem assustando a nossa população ordeira. Em Belo Horizonte, por exemplo, bandidos de dentro da prisão controlam crimes, além de cometer atos de terrorismo como incêndios de ônibus e macabros assassinatos. Na verdade, tanto as leis quanto as políticas favorecem inequivocamente os bandidos. Ações governamentais como campanhas de desarmamento não são apenas ineficazes, mas contraproducentes.
Detenhamo-nos um pouco em alguns números: Vendas de armas legais caem 90% em 10 anos, e os homicídios só aumentam. Conforme acurada análise de Fabrício Rebelo, o comércio legal de armas de fogo no Brasil sofreu uma redução de 90% entre os anos 2000 e 2010, com o fechamento das lojas especializadas. Das 2,4 mil lojas existentes em sobravam, em 2008, 280. Estes são os dados revelados em matéria veiculada pelo portal de notícias Terra, reunindo informações de diversas pesquisas promovidas pelo governo, setores acadêmicos e ONGs.
Muito esclarecedora tal informação para se entender a relação entre venda de armas de fogo e índices sociais de violência. No mesmo período em que a venda de armas apresenta queda de 90%, os homicídios continuam crescendo, conforme aponta o Mapa da Violência 2011, divulgado pelo Ministério da Justiça no último mês de fevereiro. De acordo com os dados desse estudo, no ano 2000 foram mortas no País 45.630 pessoas, número que, em 2008 (último pesquisado), alcançou a espantosa marca de 50.113 mortos.
Qual conclusão a tirar? O óbvio que já não se consegue esconder: a redução do comércio legal de armas de fogo é completamente ineficaz para a redução dos índices de homicídio. Em verdade, se alguma relação há entre tais critérios, é exatamente a oposta, ou seja, a de que quanto menos armas vendidas legalmente, mais homicídios ocorrem.
O combate ao comércio legal de armas, tão aclamado por entidades desarmamentistas e pelo próprio governo, mostra-se mais uma vez que a diretriz de segurança pública no País está equivocada, pois marcada por pura e infundada ideologia pacifista, com resultados comprovados inexistentes na redução de homicídios.
Com efeito, Sr. Presidente, os números são os maiores inimigos dos mitos. No caso concreto, mais um mito rui diante da realidade que não mais pode ser omitida. Afinal, são fatos, e, contra fatos, não há argumentos. Diante dos números acima, não deixou de causar pasmo o fato denunciado pelo Movimento Viva Brasil de que o Ministério da Justiça estaria utilizando a Polícia Federal para impor o desarmamento do cidadão honesto, dificultando e, até mesmo, impedindo a compra de armas bem como o recadastramento de armas já registradas ao se utilizar de uma interpretação ilegal da lei 10.826/03.
No dia 6 de junho,chefe do Serviço Nacional de Armas, delegado da Polícia Federal (PF) Douglas Saldanha, confirmou tal denúncia em seminário realizado nessa Casa. Vejam o trecho da notícia da
Agência Câmara:
"O delegado Douglas anunciou que a atual campanha de desarmamento, iniciada em 6 de maio, já recolheu cerca de 5 mil armas. E explicou que a PF, para autorizar a posse de arma, desenvolveu uma interpretação rigorosa do conceito de efetiva necessidade. Por exemplo, são negadas armas de cano longo para quem vive em cidade, nem é autorizado quem já possuiu arma. Temos a preocupação de proteger a segurança das pessoas, disse."
Sendo assim a partir de agora, NINGUÉM mais tem o direito de possuir arma legal para sua defesa, porque dependerá exclusivamente da interpretação de um delegado da PF que pode ou não interpretar a lei em prol ou contra o cidadão honesto. Sabemos que a maioria daqueles que formam a Polícia Federal não se deixarão usar politicamente, sendo jogados contra a população honesta e cumpridora de seus deveres, que a partir de agora se sentirá traída, mais uma vez, pelos seus governantes.
No Rio de Janeiro, a PF chegou a criar um formulário padrão para negar TODOS os pedidos de compra de armas novas e recadastramento de registros que estão vencendo, com base nos fictícios dados de uma ONG, que foi inclusive proibida de participar do referendo de 2005 por receber verba de governos estrangeiros.
Para Francisco Garisto, ex-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais - FENAPEF, a suspensão é arbitrária e ilegal: Os delegados que dirigem a PF deveriam cumprir a lei e não interpretá-la como bem entenderem. Ele entende isso como arbitrariedade, devendo o cidadão lesado em seu direito procurar a justiça.
Sobre a eficácia das Campanhas de Desarmamento, o ex-agente também é enfático: Esse desarmamento que o governo inventou só trás segurança pública para os bandidos. Qualquer cidadão de bem tem o direito de proteger a sua família, sua propriedade e a sua própria vida. Armas legais nunca foram e nunca serão problemas. Se assim fosse, as sociedades americana e canadense já teriam acabado.
O baixo índice de adesão popular à campanha de desarmamento está fazendo o Ministério da Justiça adotar estratégias nada ortodoxas para impor o desarmamento à sociedade, o que inclui uma determinação à Polícia Federal para não conceder novos registros de arma de fogo, além de dificultar e até impedir seu recadastramento obrigatório a cada três anos.
Sr. Presidente, o Congresso Nacional não pode ficar indiferente a essas denúncias de que a Polícia Federal, seguindo uma determinação superior, está indeferindo os pedidos de concessão de novos registros ou criando regras não previstas em lei até mesmo para o cidadão que precisa obrigatoriamente recadastrar suas arma a cada três anos.
Tal procedimento constitui um desrespeito aos direitos do cidadão, que rejeitou a proibição ao comércio de armas no País. Concordo com a afirmação de Bene Barbosa, presidente do Movimento Viva Brasil, de que estão ignorando o resultado do referendo de 2005 e impondo o desarmamento ao povo, pois, na prática, negar autorização para o registro de novas armas é impedir seu comércio.
Tenho dito.

A denúncia do Deputado Varella é bem clara e é apenas uma das muitas atitudes ilegais que atropelam o cidadão e as leis deste país,regido atualmente como propriedade particular de uma quadrilha que faz o que bem entende para conseguir seus propósitos e pagar seus comprometimentos de uma campanha de conluios desonestos que os levou ao poder. 
Numa atitude ditatorial,os governantes do país,mergulhados em gritantes falcatruas,enriquecimento ilícito,corrupção desenfreada,deixam a criminalidade correr à solta como nunca antes em nossa história,com um número de vítimas que supera qualquer de nossas revoluções do passado ou convulsões sociais mais graves e agora usam o aparato militar,policial,jurídico em suas mãos como capangas para afrontar,desrespeitar os direitos mais básicos do cidadão,um dos quais é a sobrevivência,cuidar pessoalmente da defesa de sua família,de seu lar,já que o Estado se omite criminosamente. Multiplicam-se leis e medidas que favorecem a marginalidade e a população carcerária em nome dos equivocados direitos humanos e do politicamente correto. O país passou a ser o inferno do cidadão honesto e trabalhador,aturdido pela gritaria - sempre ouvida pelos governantes - das minorias canalhas,desonestas,imorais,vadias que se chafurdam na lama do caos,do descaso,da impunidade,das drogas. O país está sendo loteado,vendido,alugado. Até quando? A situação está se tornando irreversível,pois corrompem até a formação de nossas crianças nas escolas,preparando o terreno futuro de uma ditadura amoral. Se não temos liderança para a reação,é preciso alertar a comunidade internacional para o ineditismo da situação brasileira: assalto em andamento! De uma Nação inteira!



quinta-feira, 16 de junho de 2011

STF liberou a Marcha dos Maconheiros: togados ou drogados?

Usei o termo drogados no título como fora da realidade do homem comum,num patamar intelectual ao qual não consigo alçar-me. Simples exercício de liberdade de expressão como a Marcha da Maconha... Inclusive quedei-me ligeiramente confuso com a fala do Minstro Fux: que não pode haver violência, incitação ao uso ou a própria utilização da droga durante a passeata... e que crianças menores de 16 anos não devem participar da marcha, pois o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA! - estipula que eles devem ficar longe das drogas. Mas se “não vai haver utilização da droga durante a passeata”qual o problema da criançada participar? Nem mesmo é apologia ao crime,segundo os ínclitos magistrados! Creio que entendi: se sairmos nas ruas de todo o país,em marchas pacíficas,empunhando cartazes com fotos de coca-cola,com camisetas da coca-cola,mas sem bebê-la durante o evento,não estaremos incitando ninguém a consumi-la? Enjoy!
Consumir droga não é crime,é apenas burrice,personalidade fraca,muleta para indivíduos imaturos,inseguros. Mas qualquer droga leva ao crime em busca de dinheiro para comprá-las,maconha não é maná que cai dos céus,o drogado logo se afunda sem capacidade de trabalho e tem que recorrer à ilícitos para conseguir seu combustível. E drogas”leves”levam às pesadas,em busca de mais sensações que conduzam para fora da realidade. “Toda realidade é incerta e cruel,e o homem suporta mal essa característica desconfortável do real” (Clément Rosset). O mundo real não é para sub-humanos e não podemos ser constantemente atropelados,ameaçados,dilapidados por estes fracos revestidos de coragem pela couraça instantânea das drogas. O tráfico é o culpado pela maioria esmagadora dos crimes no Brasil e no mundo e é o drogado comum,o usuário que é responsável,pois sem ele não há traficante,não há plantação,refino,fabricação.
Fala do ministro Marco Aurélio:Os brasileiros não suportam mais falsos protecionismos, cujo único resultado é o atraso. Concordo,os falsos protecionismos defendidos pelo STF e seus patrões,como as cotas distribuídas a torto e a direito para aqueles que não têm capacidade para ascender pela própria capacidade estão levando o país ao atraso e à futura estagnação com a geração de maus profissionais,que não se submeteram à seleção natural. Estamos num país onde as minorias barulhentas exigem e se fazem ouvir pelo protecionismo covarde,eleitoreiro do governo e seus escribas de luxo no STF. Legaliza-se numa penada,qualquer ilícito solicitado.
Constituição e Código Penal ficam para trás,afrontamos até tratados internacionais pois numa ditadura o que vale é o desejo do patrão:quero assim e mando assim,por direito basta a minha vontade! Lula simpatizou com o assassino Battisti e caso resolvido;o STF assina embaixo...Agora a procuradora Duprat cita o ex-presidente Fernando Henrique e seus pensamentos filosóficos e atuações artísticas numa droga-chanchada para defender a Marcha dos Maconheiros e questiona triunfante: Esse ex-presidente está fazendo apologia ao crime? Não,doutora,apenas passou para o Partido Verde,é maconha para reflorestamento,é o fumar mas não tragar...
Se marcha é um direito,não é apologia ao crime,o STF acaba de legitimar qualquer uma desde que pacífica e sem armas. Marcha da Pedofilia,Marcha da Cocaína...Que tal uma marcha para o retorno dos militares,já saudosos,ao poder?
Mas o ministro Ricardo Lewandowiski me esclareceu acerca das seguidas decisões vergonhosas do Supremo em sua fala: O que é droga? Aquilo que é considerado droga hoje, poderá não mais vir a sê-lo no futuro.
Não deixa de ser um consolo aos filhos e netos desta droga de governantes e seus lacaios do STF,que não terão que esconder,constrangidos, seus sobrenomes no futuro...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Agente infiltrado:Governo Federal encontrou a maneira de eliminar bons policiais

Está no Congresso,estranhamente patrocinado pelo Estado Bandido,a PL que autoriza as ações de infiltração de agentes policiais em organizações criminosas,disfarçados – alguns nem necessitarão – e com licença para cometer crimes se preciso for para a manutenção do status no bando. Igualzinho aos filmes americanos. A Câmara estuda as restrições de ação e os crimes autorizados ou não. Aí entra o Brasil... Políticos nada entendem de ação policial,embora justiça seja feita,entendem muito de crime organizado. Já querem estabelecer regras para crimes que podem ou não serem perpetrados pelo agente infiltrado – regras dentro de um mundo sem regras. Espero que a bandidagem seja devidamente informada para que colaborem.

O Brasil é um país onde crime e política se confundem,a corrupção está em todas as esferas e o pobre do policial honesto e idealista que se infiltrar terá uma sobrevida curtíssima. Poderá até ser enviado por chefes comprometidos para que seja eliminado,caso esteja criando problemas. Ou mais concretamente,a lei servirá para legalizar agentes que já colaboram com o crime...Se infiltrado em organizações aparentemente menos violentas que as do tráfico operacional, mas mais pérfidas como os da corrupção e lavagem de dinheiro,os crimes de colarinho branco e afins,rapidamente será traído e perderá seu emprego"dentro dos trâmites legais". Isso se referindo ao policial honesto,pois os demais serão corrompidos com facilidade dado ao enorme fluxo de dinheiro fácil que passa pelas mãos e aos tipos humanos com que deverá lidar. Eu convivi com a escória do mundo nas prisões da Legião Estrangeira,combati ao lado de mercenários em África,de Simbas comedores de fígado de inimigos,trabalhei em garimpos ilegais na Amazônia,frequentei bairros infectos no norte da Índia mas encontrei os maiores crápulas,covardes,desonestos e execráveis seres quando atuava como piloto de altos executivos no Brasil... Parem com isso,a realidade brasileira é de longe mais cruel que qualquer filme de ação americano. Os bons congressistas querem ações de infiltração no crime organizado com resultados? Pois eles mesmos já estão infiltrados,basta agora olharem à sua volta e denunciarem os colegas. Aí então começará a surtir efeito,de cima para baixo. Outras soluções serão apenas paliativos enganadores,mais um ato do Grande Circo Congresso... 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Fernando Pessoa,123 anos,atualíssimo...

Fernando Pessoa nasceu em 13 de Junho de 1888,aniversaria hoje. Um dos maiores,senão o maior poeta da língua portuguesa e como homem de inteligência superior,anti comunista. Ele mesmo em uma espécie de ficha pessoal escreveu: Posição social: Anti-comunista e anti-socialista.(original com hífen,sem a interferência dos sábios brasileiros) Por sorte não conheceu o Brasil de hoje,nossa esquerda no poder e suas agressões ao idioma que tanto enriqueceu. Também como ser humano soube olhar a podre sociedade de fora para dentro e seus atores,nos transmitindo uma lição válida até os dias atuais no Poema em linha reta. Leia,medite,olhe ao seu redor e sorria...(ou envergonhe-se...)

Poema em linha reta 

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



Sua última frase conhecida foi escrita em inglês e traduz o sentimento que paira sobre nossas cabeças hoje: "I know not what tomorrow will bring"
Não sei o que o amanhã trará..."