sábado, 30 de abril de 2011

Casamento Real e Forças Armadas:a eles,os príncipes e coronéis,a nós,os sapos e os terroristas...

Afinal o esperado casamento do Príncipe -e coronel- William com a plebeia Kate Middleton...
O mundo todo entusiasmado pela festa em si,cores,celebridades,pompa & circunstância,rapapés e salamaleques da nobreza,indo das futilidades das cronistas sociais discorrendo sobre chapéus,aqueles ornamentos que sempre põem em dúvida a perfeita sanidade mental das mulheres,até sérios historiadores que com propriedade,desdobram toda a sequência genealógica e o lado político – razão de ser- que em simbiose,acompanha as famílias no trono. O sobrevoo do bombardeio da Segunda Grande Guerra -Lancaster,creio eu- escoltado por dois Spitfires ou talvez Hurricanes, passaram desapercebidos aos jornalistas brasileiros e a continência respeitosa prestada pelo Príncipe William ao passar pelos monumentos históricos,quase sempre em homenagem aos mortos em guerras,também só foi notada porque a princesa,segundo a mídia,abaixava a cabeça simultaneamente. Não é bem abaixar a cabeça e sim uma mesma continência,civil. É a realeza que se curva diante dos soldados mortos que com seu sacrifício e sangue,construíram e mantiveram o Império Britânico. Só o respeito à tradição,à própria história, é capaz de criar alicerces fortes para que uma nação cresça e se fortifique,porque cria um ponto de pensamento,um ponto de convergência comum para todos,sem distinção. Embora para muitos de nós a realeza britânica pareça algo anacrônico e caro para se manter,trata-se da instituição mais valiosa a ser preservada por eles,porque torna o Estado forte e uno e não o deixa navegar por aventuras políticas que possam conduzir ao enfraquecimento da nacionalidade. E o apreço dos súditos à sua realeza ficou patente mais uma vez durante o casamento do príncipe com a plebeia,mesmo porque,lá estava o povo sendo conduzido à nobreza,que demonstra não ser discriminatória e não é privilégio impenetrável,é um dever com muitas regalias mas com muitas responsabilidades e renúncia à privacidade desde o nascimento até a morte. Mas é apenas uma plebeia em meio a milhões que foi a escolhida,dirão os brasileiros,as chances são mínimas! Se considerarmos o número de nobres em idade de casamento em relação aos plebeus em mesma condição no Reino Unido,veremos que as chances de um plebeu ascender à tão sonhada nobreza são maiores do que ganhar na Mega Sena no Brasil,mas toda nossa plebe joga. É mais fácil um plebeu se tornar nobre na Inglaterra que um pobre se tornar milionário no Brasil através da loteria...Quem sonha mais com o improvável? Nosso mundinho é mais irreal que o dos príncipes e princesas...

Os brasileiros escolheram outro caminho,não o dos príncipes,mas os dos sapos,não da manutenção e apreço às tradições,mas o jogar com a sorte e o futuro,tentando erguer irresponsavelmente paredes em terreno instável,ignorando o passado ou deturpando-o na medida das necessidades e ambições políticas do momento,chegando ao cúmulo de se permitirem mudanças em livros didáticos,provocando uma aberração que cria gerações de brasileiros com passado histórico diferente,com heróis e vilões que se alternam! O resultado é que não temos uma história fixa,imutável,nem um ponto comum para o povo se orientar.Alguém conseguiria mudar a história da realeza britânica,conhecida,estudada, fundamentada e respeitada? Não temos líderes históricos ou atuais,não temos uma data de que nos orgulhemos a não ser esportivas. A cada quatro ou seis anos – nem isso é certo- escolhemos algum aventureiro de plantão para nos conduzir e decidir nossas vidas. Na última década fomos brindados e ridicularizados por um grosseiro sapo barbudo e agora uma estranha e sinistra búlgara,que passou grande parte de sua vida desrespeitando nossas leis e instituições e adorando doutrinas estrangeiras contrárias à nossa civilização. 

Os políticos ingleses são o cérebro da nação,a Forças Armadas o braço – realmente – forte,mas a Rainha é o coração que conduz a saúde mental de seu povo. Aqui,sem coração que pulse uniforme,somos sujeitos à taquicardias aleatórias que nos deixam sem rumo e com um cérebro apátrida que prima por enfraquecer e destruir com uma insistência perversa,vingativa,os braços antes fortes que nos restavam,as Forças Armadas. A mesma instituição que faz com que,na Inglaterra - potência mundial- príncipes as sirvam e prestem sua continência,princesas se curvem e num dia festivo,importante,sobre as cabeças de todos,nobres e plebeus,sobrevoem as veneráveis asas que reiteram a lembrança de um passado militar glorioso em defesa da pátria e que deve ser respeitado e cultuado. 

O Brasil,muito mais jovem que a Inglaterra,taquicárdico,agora está sendo levado por seu atual cérebro doentio rumo a uma tetraplegia,sem mesmo ter tido a chance de constituir uma verdadeira família que dele cuidasse.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Brasil,Terra de Ninguém,ruma para a implosão sob a ditadura petista

Não adiantou,Pedro meu filho. Não é para o bem de todos,apenas de alguns e a felicidade geral de Nação não foi alcançada. Nem mesmo em Nação nos tornamos...
A Terra de Santa Cruz não vingou. Não amadureceu. Em que afinal se tornou esta imensidão de terras sem lei conhecida como Brasil?
Meditando,ontem à noite,após ver cenas surrealistas de um movimento de guerrilhas brasileiro,chamado de MST,com seus elementos sendo recebidos pelo poder público de Palmas,no Tocantins e brindados com farta alimentação,servidos por garçons paramentados,tudo pago com dinheiro do contribuinte. O mesmo contribuinte que seria logo após a refeição,atacado em uma de suas instalações governamentais,o Incra. Os guerrilheiros comem e bebem e depois,numa manifestação imbecil de força desnecessária,invadem o prédio público aos gritos de selvagens que são,com paus ,facões,foices e sabemos todos,com armas de fogo dissimuladas e prontas para serem usadas impunemente se necessário. A prefeitura de Palmas,o Incra e o Brasil estão nas mãos do PT,partido dos Trabalhadores,uma espécie de Partido Nazista das esquerdas,que assumiu o poder usando as mesmas táticas de violência,corrupção,fraudes e mortes e assim se mantém no poder há mais de uma década. Aos poucos vem tirando a máscara de governo democrático e mostrando sua verdadeira face,seguro da apatia dos habitantes desta região sul americana. Na presidência temos uma ex terrorista assumida e cercada de crápulas de toda espécie. Recebemos e abrigamos bandidos internacionais,o Brasil se tornou entre os marginais de todo o mundo um nome mágico,uma espécie de paraíso para onde se foge quando o crime lucra ou quando dá errado também,um abrigo seguro. Aqui se estimula a malandragem,se defendem as taras,os desvios de comportamento,as aberrações sexuais e não só,além de defender,procuram inspirar,aliciar,desviar nossas crianças desde a escola,lugar hoje a ser evitado por pais que querem que seus filhos permaneçam normais. Tudo sob a benção governamental,de um Partido infiltrado em todas as instituições com seus asseclas semi analfabetos mas cheios de poder. A classe média vai aos poucos sendo esmagada,a massa ululante se diverte como no Coliseu,sem pão mas com circo,os grandes banqueiros e empresários enviam seus lucros para fora e Brasília embolsa os impostos sem retorno. O país apodrece,a infraestrutura corroída,sem investimentos há muito. Como ladrões gulosos,pediram e receberam a tal Copa do Mundo,só pensando no desvio de verbas milionárias e agora vem o risco de um vexame a nível mundial. Nosso grande problema,o que nos torna inviáveis,é que não somos raça,somos um porto de piratas onde dezenas de nacionalidades competem entre si,mantém suas diversidades culturais,pensamentos e ações próprias sem qualquer identificação com o território explorado. Não existem brasileiros,existem portugueses,italianos,japoneses,alemães,espanhóis,africanos,com uma búlgara no poder e salve-se quem puder! União só na selvageria do carnaval e jogos de futebol com a seleção ganhando,quando perde tudo se desfaz rapidamente. Não há líderes naturais e os que estão sendo formados,o são em grupos de marginais como o MST,que invade com violência mesmo não tendo necessidade,em treinamento constante,como compete às futuras SS do poder central. É um grupo que pode destruir pontes,invadir emissoras de rádio e TV,ocupar hidroelétricas,garantir o domínio da ditadura em caso de uma improvável revolta. Revolta de quem? Das Forças Armadas desmoralizadas,infiltradas,sucateadas,
famintas,sem comandantes que mereçam esse nome? A tarefa foi cumprida com perfeição,segundo a cartilha ensinada em Cuba e na União Soviética,promovendo a destruição da família e propriedade. Lenin e principalmente Stálin,ficariam orgulhosos. Solução? Talvez,quando o mundo se der conta,declarar território livre e impor um governo mundial pela ONU,com tecnocratas arrumando a papelada toda e começando de novo. Desta,não deu certo. Afinal,o país do futuro,não era uma alcunha generosa,era apenas ironia...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Jornalismo histérico: “o maníaco sexual” de Curitiba

Este blog tem o compromisso de não ser politicamente correto,de não se deixar levar na corrente ignara, não fazer coro às idiotices e sempre dar nomes aos bois. Minha atenção,hoje pela manhã, foi atraída por repetidas chamadas durante o programa Fala Brasil,da Record,sobre um suposto maníaco que filmava milhares de mulheres nas ruas,segundo as duas mocinhas estranhas que apresentam o tal noticiário. A princípio achei o“milhares”meio exagerado,daria para prender o tal maníaco uma centena de vezes em flagrante delito,com o olho na massa. “Um absurdo!”dizia a outra. Esperei pacientemente para ver o crime,que só foi ao ar no final do noticiário,prendendo a audiência,simples truque barato. Aparentemente as milhares de mulheres são algumas dezenas de jovens e o “crime”foi filmá-las em plena rua,em público,ou seja,filmar o que estava à vista de todos,embora algumas cenas com algum esforço,abaixando-se,esperando que subissem em escadas ou atravessassem uma passarela por exemplo,esforço infrutífero caso as vítimas estivessem vestidas pudicamente. Mas todas em exíguas minissaias,exibindo-se e sabendo-se vistas. Não se veste um trapinho de palmo e meio sobre uma minúscula calcinha inocentemente. Se sentem bem com o belo corpo insinuado? Ótimo,nós os homens agradecemos penhoradamente. E todos,homens babões e as mocinhas,ficam felizes. Qual o crime? Ofende as mocreias que se ressentem da falta de olhares masculinos? O que esperam de homens normais? Que fechem os olhos,que virem o rosto? Com a atual caça às bruxas contra os heterossexuais,não duvido que comecem a nos processar por olhar para nádegas em público! Quem filmou,filmou porque gostou,como filmaria uma paisagem agradável qualquer,compartilhou na Internet - que tem crimes verdadeiros que deveriam,estes sim, ser objeto das reportagens- e teve o cuidado em não mostrar nenhum rosto. Não configura crime e a polícia,sensatamente isso declarou,embora se continuar o sensacionalismo acabe sendo pressionada a intervir pelos verdadeiros maníacos das patrulhas de toda ordem,típico de países subdesenvolvidos culturalmente,tentando imitar,macacamente,países do primeiro mundo...Mas todos assistem as imagens,com os olhos esbugalhados e só depois de acabarem,ensaiam um ar sério e exclamam:que absurdo! Oras,deixem vocês de absurdos por falta de assunto,seus maníacos!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Angola:o dia em que uma booby trap matou-me sem glória alguma...

A booby trap ou armadilha para tolos,como é conhecida sempre foi muito usada e aperfeiçoada na Segunda Guerra Mundial pelos alemães e também pelo vietcong,embora com menos sofisticação. Um objeto qualquer abandonado podia ser uma armadilha fatal para quem o descobrisse;um relógio,uma arma,um livro...Principalmente na área urbana,sempre consegue pegar desprevenido o soldado curioso,descuidado. No treinamento que recebi na Rhodesia para operações externas não convencionais,trabalhávamos com explosivo plástico e material simples,facilmente encontrado nas cidades,como prendedores de roupa e ratoeiras comuns,de mola. Com apenas esses dois elementos uma infinidade de armadilhas podiam ser feitas,que explodiam sob uma pressão qualquer,um puxar de gaveta,uma retirada de objeto,a abertura de uma caixa,um balanço,um giro,etc. Também havia métodos mais sofisticados,com temporizadores elétricos,baterias,mercúrio,tubos e esferas de aço. Acredito que uma booby trap,confeccionada com um tubo de vidro e esfera foi a que me matou em Angola,no ano de 1975... 
 
O fato é muito interessante pelo que envolve de reação medular,reações em que alguma parte do cérebro assume o comando do corpo de maneira imediata,precisa,ditatorial e nos dirige enquanto permanecemos desligados da realidade. Tudo o que aconteceu ficou bloqueado em minha memória e fui recordá-lo anos depois,me surpreendendo por não ter tomado nenhuma providência para destruir o artefato explosivo ou alertado os companheiros para protegê-los. Mesmo quando descrevi no livro “A opção pela espada”a Batalha de Kifangondo,onde tudo ocorreu,este detalhe ficou de fora. Talvez agora,com a Internet,possa aparecer o antigo inimigo, autor do artefato que requereu certo conhecimento e treinamento para sua confecção e possamos trocar informações a respeito. Darei detalhes do local para que os envolvidos possam identificar-se com a ação.

Em missão de exploração por onde nossas tropas avançariam,atravessei a ponte do Panguila,a ponte de concreto em arco,sentido Caxito-Luanda e imediatamente dobrei à direita,protegido pelas primeiras edificações de alvenaria,à beira do asfalto. Cerca de 100 metros à direita destas,em direção ao oceano,havia uma cabana nativa isolada,feita de barro e coberta de palha,dominando todo o local. Batendo o terreno,corri curvado até ela com a G-3 em posição e a invadi,estava vazia. Ao sair,deparei-me com um chapéu de palha,grande,dependurado na parede,à direita da porta,à altura de meu rosto. Pensando em palhaçadas,inadvertidamente,como um recruta inexperiente,resolvi pegá-lo para colocar na cabeça,voltando com ele para a posição onde deixara o grupo abrigado...Preparado inconscientemente para o peso mínimo de um chapéu de palha,assim que o retirei do prego que o mantinha na parede recebi o choque,o gelo que me paralisou, de um peso de mais ou menos 2 quilos! Dois quilos de explosivos.Senti-me morto,aos 26 anos,estraçalhado por uma explosão tola,sem glória...Nesse instante algo me comandou e agi por reflexo,o tempo parou. Fui girando o chapéu na horizontal,na posição que se encontrava na parede,sem curvá-lo e lentamente a parte interna foi surgindo a um palmo de minha face. Uma lâmina de lata,tipo cobertura metálica de alumínio,cinza escuro,tapava toda a copa do chapéu,repleto de explosivo plástico,suponho eu. Uns dois quilos...Depois inverti o giro e delicadamente coloquei-o com precisão dependurado no prego,novamente. A partir dai tudo foi apagado,retornei normalmente,reuni-me ao grupo e a missão continuou,sem que eu lhes avisasse ou depois,já no ruido da batalha,destruisse com um tiro o perigoso artefato!

Somente passado vários anos me recordei desse episódio do qual sobrevivi provavelmente graças ao treinamento e conhecimentos armazenados no cérebro,que deram o alarme antes da consciência normal e comandaram minhas ações,não tendo nos momentos seguintes repassado o acontecimento à memória imediata,também ocupada pela intensidade do combate que se desenvolvia. Acredito que por não ter mudado o chapéu da posição original e o detonador não ter sido acionado,o mesmo deveria ser o de deslocamento de uma esfera de aço,colocado no interior de um tubo de vidro,tipo tubo de ensaio,fechado por uma rolha onde entrariam dois fios vindo de um dos pólos de uma pilha. Por milímetros ou graus de inclinação,a esfera não deslizou fechando o circuito,a armadilha não explodiu e hoje vocês podem se distrair com esse texto...


Brasileiros,levando o Deus cristão aos solavancos no andor do desespero...

Ao escrever sobre a pesquisa realizada pela Ipsos acerca da crença em um ser superior, usei a frase que dá título a esse texto. E ela permaneceu em minha mente durante todo o dia, porque exprimia sozinha, toda uma desgraça absoluta, me passava uma visão forte, colorida, latino americana de crença cega e inútil, levada pelo desespero da pobreza,da dor, do esquecimento, de abandono pelo poder público... 

andor do desespero é a Kombi velha,sem bancos atrás, com uma grávida agachada,segura pelo marido a caminho de algum hospital sujo,lotado e mal equipado... É a camionete 1971 sem placas, com carroceria de madeira e algumas tábuas servindo de bancos, na estrada de terra da periferia, levando crianças – também aos solavancos – para a escola sem carteiras, quente, com a professorinha cansada e assustada em sua epopeia diária para lá chegar... São trens de subúrbio sacolejando de madrugada, primeira etapa de mais duas ou três em coletivos, espremidos rumo ao trabalho esgotante e mal remunerado... É o ônibus da romaria com pneus carecas e poltronas remendadas com arame e que vai tombar na primeira curva, quando forem, apesar dos pesares, louvar o Deus cristão cujo peso durante todo o tempo em sua desgraça e luta pela sobrevivência, levam às costas, aos solavancos que o caminho provoca, no andor do desespero... 

Deus ou deuses, cristão ou não, foram criados pelo próprio homem para servir de refúgio às suas incertezas, um ancoradouro virtual, impalpável, mas onipresente como último lance nesta travessia forçada em mar revolto, escuro, ignoto que é a vida, resultante de uma ligação aleatória de moléculas que nos dá uma inútil, confusa e dolorosa consciência transitória. 

O Deus virtual dito onipotente e onipresente sobrepõe-se, aos olhos da massa, ao poder público, que disfarça e olha para outro lado quando o andor do desespero, aos solavancos passa; que cobrem d'Ele as desgraças... 

Os Reis e Sacerdotes de outrora hoje denominam-se políticos e clero, cobertos pelas próprias bençãos divinas e que delas muito bem aproveitam. E o povo continua passando reto, direto por eles, em romaria, quando deveriam não pedir nem orar, mas exigir dos verdadeiros deuses responsáveis pela tragédia do dia a dia e que detém poder e têm o dever de serem onipresentes, lançando aos náufragos que nadam na direção do Nada, a boia da dignidade e qualidade de vida, pagas antecipadamente pelos impostos, eufemismo usado para designar o extorsivo aluguel cobrado para morarmos em nossa própria casa. Deus, instalado nas mentes, não precisa ser carregado; olhem para cima com olhos despidos de crença e descobrirão o quê realmente pesa neste andor carregado, quem nele se aboleta confortavelmente. Lancem-os ao solo e usem os paus do andor -e não orações- para cobrar os serviços pagos e não entregues.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A pesquisa sobre crenças religiosas no mundo:Brasil no pódio da ignorância!

A Ipsos, empresa idônea de pesquisa de mercado,de origem francesa,realizou a pedido da Reuters uma pesquisa em 23 países acerca da crença em algum ser supremo. Foram ouvidas aproximadamente 18500 pessoas adultas e o resultado não poderia ser outro,um mapa da ignorância e fanatismo... Em primeiro lugar,como seria de esperar vem o maior país muçulmano do mundo,a Indonésia,que volta e meia queima igrejas cristãs e decapita os próprios muçulmanos considerados infiéis...Depois vem a Turquia,país com 95% de muçulmanos. Alá disparado na frente,alimentado pelo fanatismo crescente que avança à medida que o Ocidente recua e tolera,em nome da liberdade de culto. E correndo em terceiro,levando o Deus cristão aos solavancos no andor do desespero vem o latino Brasil,país onde o povo,uma massa crente com pouca ou nenhuma cultura, mistura e confunde tudo o que diz respeito às religiões,aproveitando as partes que considera  vantajosas e fazendo-se de ouvidos moucos para o que for proibido ou castigo. No quesito crença na reencarnação,os espertos brasileiros já pulam para segundo,cabeça a cabeça com México e Hungria,tentando uma segunda chance,já que esta que se vive por aqui é um inferno!

Falando em Inferno,entre os que acreditam em vida após a morte,mas não em Paraíso ou Inferno,os violentos México,Rússia e Brasil lideram e estão no pódio nesta ordem,pelo sim pelo não abrindo mão do Paraíso mas se livrando do Satanás! Os países muçulmanos que lideram o ranking dos crentes em um ser superior,ficam fora desta dúvida,já que têm o tal paraíso garantido com as virgens e tudo o mais,incluindo criados, bebidas alcoólicas e almofadas de ouro. Alá é outra coisa...

Cerca de 18% dos entrevistados em todo o mundo declararam que não acreditam em baboseira nenhuma,tenha o nome que tiver e eles,na ponta oposta,carimbam o mapa da ignorância e pobreza do terceiro mundo com seu desenvolvimento e cultura:em primeiro França,segundo Suécia e Bélgica em terceiro,todos com quase 40% de descrentes,acabando com a esperança no tal 
se Deus quiser,vai dar certo. Lá eles trocaram por se o povo quiser e trabalhar,dará certo.
Ad libitum...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Portugal,25 de Abril de 1974,a Revolução dos "Bastardos duma Raça de Heróis"

Nada a comentar neste dia de luto,quando Portugal apunhalou pelas costas,sua própria História;o poeta Paço d'Arcos já resumiu de maneira suficiente,brilhante e definitiva:

25 de Abril de 1974
Duzentos capitães! Não os das caravelas
Não os heróis das descobertas e conquistas,
A Cruz de Cristo erguida sobre as velas
Como um altar
Que os nossos marinheiros levavam pelo mar
À terra inteira! (Ó esfera armilar, que fazes hoje tu nessa bandeira?)
Ó marujos do sonho e da aventura,
Ó soldados da nossa antiga glória,
Por vós o Tejo chora,
Por vós põe luto a nossa História!
Duzentos capitães! Não os de outrora…
Duzentos capitães destes de agora (pobres inconscientes)
Levando hílares, ufanos e contentes
A Pátria à sepultura,
Sem sequer se mostrarem compungidos
Como é o dever dos soldados vencidos.
Soldados que sem serem batidos
Abandonaram terras, armas e bandeiras,
Populações inteiras
Pretos, brancos, mestiços (milagre português da nossa raça)
Ao extermínio feroz da populaça.
Ó capitães traidores dum grande ideal
Que tendo herdado um Portugal
Longínquo e ilimitado como o mar
Cuja bandeira, a tremular,
Assinalava o infinito português
Sob a imensidade do céu,
Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d’apodrecidos cravos!
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelidos d’ignomínia…
Ó bastardos duma raça de heróis,
Para vossa punição
Vossos filhos morrerão
Espanhóis!

O vermelho da bandeira portuguesa hoje, é o sangue derramado por heróis africanos e europeus em defesa de seus ideais,misturado com o rubor da vergonha de ter que abrigar,debaixo de seu tremular,os capitães de Abril e sua história de traição e covardia.

Os "feriadões",a manada e as porteiras



...A vida é apenas uma sombra ambulante,
um pobre cômico que se empavona e agita
por uma hora no palco,sem que seja,após,
ouvido;é uma história contada por idiotas,
cheia de fúria e muito barulho,que nada significa.
                                  W. Shakespeare,Macbeth


Assistindo TV e vendo as notícias do feriadão de Páscoa...desde o abrir da porteira na quinta feira,até a volta,obedientes,em fila,diretos ao matadouro,mais gordos e satisfeitos...Vi a própria representação de meu livro “O infinito não tem pressa”,do ano 2000,de onde retirei esse texto adaptado para o blog,discorrendo sobre a Grande Manada nesta segunda feira de porteiras fechadas novamente... Qual a visão dessa manada,até onde vai o pensamento,o entendimento do mundo onde vivem? À primeira vista,tudo indica que é uma visão que não ultrapassa o veículo da frente ou a porta do escritório. Assustador é pensar que é essa massa que determina quem conduzirá a Sociedade,quem dominará nossas vidas,decidirá o certo ou errado e que pode em uma só canetada,nos transportar do Olimpo ao Inferno.
O Estado tornou-se,de protetor do cidadão,a um perigoso poder supremo cujo apanágio é manter-se nele a todo custo. E seu aliado não é quem produz,quem raciocina,quem pensa em condições reais de sobrevivência da espécie,não em termos imediatistas,enganadores. O aliado do poder e seu sustentáculo é a massa,o povão,a Grande Manada.
Resta aos animais ainda ligeiramente racionais e ameaçados de extinção, voltarem a ser Cidadãos-Estado,mantendo-se em guerra não declarada contra o monstro chamado Sociedade,dela se afastando por estar em minoria física,mas mantendo um comportamento tal que sirva de atração mútua a outros seres pensantes,para que possam se apoiar. Mas é isto o que pensam estar fazendo os intelectuais bem sucedidos e famosos,formadores de opinião... O que fazem é uma farsa dentro da Farsa. São os altamente egocêntricos membros do mundo acadêmico,sinônimo de mundo irreal,teórico,os políticos de esquerda,cultivadores da aparência,pois em sua superficialidade é necessário apenas “parecer”,os portadores de dúzias de diplomas e cursos que não são suficientes para lhes para suplantar a incompetência,os eternos desocupados e críticos -mas usuários- do Sistema,que se reúnem em suas mesinhas de chopp para desprezarem o próximo e veladamente disputarem entre si...É sempre necessário para eles,produtores e instigadores irresponsáveis dos rumos errados da Sociedade,aparentar cultura,aparentar um desleixo bem produzido,desprezo pelo dinheiro se desempregado contumaz...São meros bufões da manada. Uma classe especial,detectável até pela aparência física asquerosa e comportamento,são os patológicos defensores dos Direitos Humanos das minorias ou discriminados de toda espécie,econômicas,raciais, criminosos...Qualquer grupo ou indivíduo que os façam se sentir superiores são o objeto de sua adoração e defesa irracional, apaixonada. Dotados de um profundo sentimento de inferioridade, inseguros,desertam de seu grupo original e se unem aos que em verdade consideram inferiores,onde podem se pavonear e demonstrar sua magnanimidade. E isto fica claramente demonstrado pela fixação mórbida em defender o criminoso e sua família e nunca as vítimas dele!
O verdadeiro homem racional não está nesse meio,independe de títulos ou cultura;só é necessário um elemento cada vez mais raro:inteligência normal. Que conduzirá a uma visão clara do Grande Teatro Social. Se afastar da Sociedade não significa deixar de produzir,de criar,é fazê-los de forma não selvagem e cega,procurando encontrar um rumo que conduza à satisfação pessoal,sem mentiras para si,sem crenças absurdas que possam dar margem a um estoicismo criminoso...
Se afastar da Sociedade significa não acatar ideias ridículas somente porque provém de conhecidos sábios,que debaixo de grisalhos cabelos ,impecáveis ternos e gravatas,discutem suas teses amparados em versículos religiosos ou politicagem disfarçada de filosofia.
Se afastar da Sociedade é livrar-se da ilusão das grandes e cada vez mais desumanas cidades,desta busca incrível da manada em se espremer,se acotovelar,intercambiarem humores,gases,ruídos,suores...Visto assim fica estranho,não é?Pois é realmente estranho!É a torrente cega que impede o livre pensar,o arbítrio,o se ver de fora para dentro. 
Na cidade ganha-se mais,tem mais empregos. Mas também se gasta mais,é necessário condução para longos deslocamentos,a competição é selvagem,os perigos maiores,o ar impuro. Um círculo onde o saldo é sempre baixo e o prêmio sonhado são alguns dias na praia ou no campo,isto é,longe da cidade...
Deduz-se então que a busca,afinal,não é somente pela tranquilidade,abrigo ou alimentação,conseguidas também à beira de um rio,num casebre;a busca da massa rude é o poder sobre os demais,numa tradução grosseira dos instintos animais de se pavonear diante das fêmeas e se impor aos mais fracos do bando. Numa impressionante demonstração de mediocridade todos se enganam,o gerente se julgando realizado e superior aos supervisores,esses aos chefes de seção,estes aos demais funcionários,esses aos desempregados,estes aos moradores de rua,esses aos gerentes que têm que trabalhar... As armas que ajudam a impor esta hierarquia são automóveis,casas,eletrônicos, relógios,joias,simples traduções dos artefatos e enfeites como os usados há milhares de anos pelos nativos ou os papos vermelhos estufados de certos pássaros.
O Brasil é imenso territorialmente,cada um pode ter seu país da maneira idealizada,sem se deixar arrastar pela torrente irracional. Ou continuar contando os dias e as horas para a próxima abertura das porteiras...

domingo, 24 de abril de 2011

Os Inconfidentes,o Comboio da Morte e o Toniquinho:o mito relembrado e os heróis esquecidos

Nas comemorações do dia de Tiradentes, várias homenagens foram feitas aos inconfidentes,sendo sepultados no Panteão, cerca de 200 anos após suas mortes, José de Resende Costa, João Dias da Mota e Domingos Vidal de Barbosa, trazidos de África para onde haviam sido degredados. Nossos pracinhas, enterrados em Pistoia, também vieram da Itália há muito. Não pude deixar de lembrar de cerca de uma centena de brasileiros esquecidos,que provavelmente ainda se encontram sepultados em solo africano, em Dakar, Senegal e Orã, na Argélia, já há quase 100 anos, jovens voluntários da Missão Médica Militar Brasileira que seguiram no vapor La Plata e do DNOG, Divisão Naval de Operações de Guerra, a contribuição de nosso país ao esforço de guerra aliado em 1918.

Nada encontrei acerca do destino dos restos desses brasileiros que passaram por terrível padecimento no comboio que, em 36 dias atravessou do Rio de Janeiro até Marselha, na França, prostrados em condições desumanas devido às febres causadas pelo vírus da gripe espanhola e outras doenças desconhecidas adquiridas numa escala em Freetown, na Serra Leoa e também as trazidas por recrutas senegaleses embarcados em Dakar. A participação brasileira na primeira guerra mundial foi um desastre, com material inadequado e sem a competente organização,um ato político irresponsável que lançou nossos homens numa acidentada travessia do Atlântico onde a tragédia da improvisação, privações e doenças ceifaram 110 vidas. Mas foi uma atuação real,de sacrifício, ao atender o chamado da pátria, diferente da Inconfidência, apenas uma representação atual, muito comum em todos os países, que recriam seus heróis para fins políticos. Os inconfidentes eram apenas um grupinho de proprietários abastados que queriam fugir de impostos e poetas sonhadores que pensaram e falaram demais e nunca chegaram a agir, sendo esmagados de forma cruel e desmedida pela coroa portuguesa como era de praxe na época. Nem mesmo nacionalistas eram, apenas uma revolta local visando benesses particulares...

Meu interesse pelo comboio da morte surgiu há muito,por causa do Toniquinho. Essa intimidade toda com o escritor, jornalista, deputado classista, Sr Antonio Benedicto Machado Florence deve-se ao fato de eu ter a honra de ser seu "quase" conterrâneo, crescemos na mesma cidadezinha do interior de São Paulo -com diferença de meio século- mas ambos ainda nos tempos em que televisão, celular, internet nem mesmo eram temas de ficção científica e nos condenavam, a princípio,a uma vida sem maiores desafios e aventuras. Consegui as minhas, mas Toniquinho superou a todos, esteve em todos os lugares, em todos os tempos e nascido em 1901, até hoje, décadas após sua morte, ainda causa discussões na cidade de Pinhal, devido a uma substancial doação deixada para a criação específica de uma Casa da Cultura.

Infelizmente é apenas por isso que têm sido lembrado, embora mesmo a visita em 1949 do Presidente da República, Eurico Gaspar Dutra à cidade, tenha sido obra sua, amigo pessoal que era do General. Vamos encontrar o nosso conterrâneo até na viagem pré inaugural da aviação comercial no Brasil, a bordo do hidroavião alemão "D-1012", posteriormente batizado de Atlântico, realizado em 1º de Janeiro de 1927, comandado pelo Capitão von Clausebruch e como passageiro entre outros o Ministro dos Transportes Dr. Victor Konder, numa viagem de demonstração Rio-Florianópolis, Toniquinho como jornalista convidado. Participou também da Revolução Constitucionalista de 1932 ao lado do General Euclydes de Figueiredo. Foi autor de romances como BoçorocaO Desembargador Ruival e de peças teatrais.

Mas nada,em sua produtiva e movimentada vida, supera a primeira grande aventura: com apenas 17 anos, era um dos 31 soldados voluntários do contingente de segurança da Missão Médica Militar Brasileira, embarcados no vapor La Plata,tendo participado e sobrevivido de corpo e mente, a essa dura prova que foi o Comboio da Morte. Mas companheiros seus, homens de semelhante fibra e potencialidade podem estar esquecidos sob as areias africanas, tolhidos em sacrifício no início de suas vidas,no cumprimento do dever de cidadão. O Brasil,que se crê entre os vencedores da Primeira Guerra Mundial, está entre os que mais perderam...


sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oxi,a velha nova droga...

O Oxi,tratado pela imprensa como nova droga,há mais de uma década já era utilizada nas áreas urbanas da nossa Amazônia,próximas ao centros produtores de cocaína. Na busca de mais lucro,de agregar valor aos resíduos da folha de coca,do refugo da produção de cocaína,foram surgindo a mescla,o crack,merla,e agora o conhecido por Oxi,que praticamente são a mesma coisa,só variando os produtos adicionados para sua composição,sua transformação em pedras,que sem maior necessidade de refino,podem ser vendidas por preço menor que a cocaína. A coloração do Oxi varia de acordo com a quantidade de querosene,gasolina ou cal usada,confundindo até a própria polícia,que provavelmente já há muito realiza apreensões no Sul/Sudeste do país mas registra como Crack,o que em verdade é irrelevante. O nome Oxi seria devido ao fato que na confecção da droga,se oxidam os componentes da coca e somando-se ao seu efeito devastador estão os elementos usados - gasolina,querosene,cal virgem - que por si só,se ingeridos ou inalados causam graves danos à saúde. Queimado,produz fumaça escura devido ao combustível usado ao contrário da fumaça clara do Crack. O Oxi tem duas vantagens para produtor : os aditivos usados são baratos e encontrados no comercio sem nenhuma restrição de compra e os efeitos de euforia da droga só acontecem durante o tempo que está sendo fumado,nenhum segundo a mais,ou seja,intervalos menores entre as vendas de seu produto. Embora o freguês morra mais rápido,é rapidamente substituído por outros jovens adolescentes,num fornecimento contínuo,já que a repressão,orientação e interesse por parte do governo brasileiro é mínimo,apenas o suficiente para não alarmar os organismos internacionais de combate à droga;afinal,nossos governantes esquerdistas tem entre seus pares,notórios defensores da liberação das drogas,além de fortes vínculos com os narcotraficantes das FARC... Eu seria sem dúvida favorável à liberação das drogas,pois,já que não se realiza o necessário controle da natalidade,em busca de melhor qualidade de vida,pelo menos haveria uma seleção natural,exterminando os fracos através da morte prematura e restando os indivíduos de maior personalidade,impermeáveis ao apelo covarde das drogas. Mas infelizmente as drogas não são grátis e drogados geralmente não produzem dinheiro para comprá-la através do trabalho;em consequência,vêm os roubos, latrocínios, corrupção, prostituição, violência aparentemente gratuita, todos os males que nos assolam atualmente. Com o caos generalizado,mais é preciso a tutela do governo e quanto mais forte o governo omisso,mais o comparsa traficante se fortalece e quebra a vontade do povo,num ciclo contínuo que leva a perpetuação de uma ditadura bandida,travestida de popular,uma filial do Inferno na América Latina,chamado Brasil...