sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Não reaja nunca...não reaja nunca...não reaja nunca

Não reaja nunca...não reaja nunca ao marginal que lhe humilha,ao Estado que lhe tira o direito de defesa,aàminoria que ganha no grito,ofereça sempre a outra face para ser esbofeteada...E sem exprimir sua indignação,pois reagir à infâmia vigente é considerado uma agressão às leis,é o incitar à violência! Ou seja,o cidadão de bem é sempre o sujeito a ser penalizado,pelo bandido ou pelo Estado.
O óbvio gritante,a verdade,o dia a dia,não pode ser penalizado,considerado crime por ser exposto. A livre expressão de sentimentos e opiniões não pode ser tolhida. Reagir sempre,pois a certeza da passividade da vítima é que estimula o marginal,que tem levado ao aumento da criminalidade. A mídia e o governo escondem e maquiam as notícias de reação da população às tentativas de assalto,mostrando somente as reações mal sucedidas. Se o Estado nos tenta desarmar,antes deve garantir nossa defesa,no que se mostra extremamente incompetente. Então nós,que pagamos ao Estado por prestação de serviços não cumpridos,temos o direito de denunciar este contrato,retornando à condição de Homens-Estado,tratando da defesa de nossos bens e vida sem interferências do grande Leviatã

Veja o link Movimento Viva Brasil nesta página

A manada e os pastores 171 e 284

O animal homem tão cioso,tão orgulhoso de sua condição pensante,se pudesse se ver de fora como um espectador alienígena ficaria tomado de vergonha,ruborizado pela sua estupidez,pela sua crença em criaturas tão fantasiosas como deuses,diabos, anjos,demônios,gnomos,fadas,bruxas,espetáculos circenses como candomblés, macumbas e feitiços,missas, cultos, búzios,bolas de cristal e uma infinidade de outras excentricidades.
 
E este proceder infelizmente não é próprio das camadas tidas como ignaras somente,ele está presente entre governantes,cientistas,mestres... Tão fortemente arraigado que,enquanto as leis punem os chamados contos do vigário,o estelionato,por outro lado as consultas pagas de leitura de mãos,búzios,cartas,os trabalhos e "milagres" de seitas,etc,são anunciados livremente,aparecendo em jornais,televisão e refletindo-se até em tomadas de decisões importantes de homens que gerem empresas,países ou o cumprimento das leis. A manada passa por “vale de sal”,benze lâmpadas(!),equilibra copos d'água,engole óleos de procedência duvidosa,deixa de sofrer operações cirúrgicas necessárias por ordem de pastores que facilmente seriam enquadrados nos artigos 171 e 284 do Código Penal,estelionato e curandeirismo!
 
Art. 171 - Estelionato:Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.
Art. 284 - Exercer o curandeirismo:
I - prescrevendo, ministrando ou aplicando, habitualmente, qualquer substância;
II - usando gestos, palavras ou qualquer outro meio;
III - fazendo diagnósticos:Pena - detenção, de seis meses a dois anos.  
 Antes que alguém retruque:se por um lado a Constituição assegura o livre exercício dos cultos religiosos,o Estado pode restringir esta liberdade para a proteção de outros valores mais palpáveis e de necessidade imediata nesta vida, também assegurados na mesma Constituição! Homens ditos cultos torcem o nariz para evidências de vida extraterrestre,mas largam do volante do carro e fazem sinais em forma de cruz em frente do rosto quando passam por uma igreja! Senhoras cientistas às voltas com genomas que não saem de casa antes de ler o horóscopo....As crenças e religiões têm sido nefastas para a vida humana e têm causado mais tragédias e perseguições que a política e questões raciais. Que muitas vezes estavam implícitas na ditadura religiosa,mesclada com o poder,exercido de forma velada ou abertamente,até os dias de hoje. A barbárie da Inquisição não pode ser atribuída à ignorância dos tempos passados quando contemplamos governos religiosos,como o Irã em nosso século, do mesmo modo que as perseguições aos astrônomos na idade média se comparam com os entraves de Roma ao necessário e urgente controle da natalidade em nossos tempos.

É preciso encarar sem medo todas as ramificações religiosas,do mesmo modo que se travam os combates contra máfias e outras organizações secretas em todo o mundo. É necessário dissecar organizações poderosas como o Vaticano,um Estado cujos tentáculos se espraiam por todos os países,desde as capitais até as mais ínfimas aldeias,transformando-se num monstro formidável e potencialmente perigoso às nações pelo seu poder de mobilização. É necessário não temer as pressões das novas e atuantes seitas religiosas,que com um poder de marketing superior aos católicos - acomodados em seu poder material - prometem prêmios aqui mesmo em vida,atraindo a grande massa ignorante,transformada em trampolim político temível,que já mostra suas garras em vários níveis governamentais. É preciso agir com determinação para que num futuro próximo,com a falida democracia de um homem,um voto - que leva à ditadura dos ignorantes - não vejamos nossos filhos sob uma teocracia instalada, sendo obrigados a andar com uma pegajosa Bíblia debaixo do braço e nossas filhas impedidas de cortarem os cabelos,com pastores no comando da vida política e social.

Mas para isso temos que ser racionais,usar nossa mente,tentar ver a realidade sem a venda do misticismo,sem o medo do tal de Satanás!Todo movimento que congressa grandes massas é danoso para os seres racionais,os que verdadeiramente produzem. A massa ignara pende para todos os lados,geralmente contra si mesma,enganada pelos seus líderes. O pensamento da grande plebe suscetível a estas atrações é um só:o ganho fácil, substituir os que possuem bens,numa visão ingênua de que basta colocar um terno e gravata e sentar atrás de uma mesa cujo dono será expulso e terá atingido seu prêmio...Religiões são organizações como quaisquer outras e como todas devem ter seus deveres para com a sociedade cobrados e fiscalizados. O ensino religioso nas escolas é outro ato execrável, pois atinge crianças com a personalidade em formação,fornecendo-lhes informações não confiáveis,ensinamentos não fidedignos,crendices absurdas das quais será difícil se livrar no futuro. Temos que voltar a fazer jus à denominação de animal inteligente e limpar nossos cérebros de todas as crendices para que possamos usá-lo com liberdade não só em nosso dia a dia como também para poder desenvolvê-lo. Porque crenças irracionais nos conduzem à atitudes irracionais perante aos problemas.

Devemos ensinar,desde o primário,não os contos de fada religiosos mas sim a maneira como enfrentar imposições ,dogmas,ensinar a discussão filosófica,preparar nossas crianças para a livre escolha. Os milagres,aparições,Jesus,toda esta construção de um mundo controlado por uma divindade é obra da falta de comunicação no início das civilizações. Já notaram que os “milagres” grandiosos desapareceram na modernidade,onde existem maneiras de gravar,estudar,comprovar?Tudo foi fruto da ignorância humana e da transmissão oral e escrita por poucos fanáticos durante séculos. Mesmo em nossos dias ,qualquer fato ocorrido que chame a atenção dos meios de comunicação acaba tendo várias versões,algumas completamente conflitantes,embora filmadas,gravadas,escritas, testemunhadas! Qualquer curandeiro,destes charlatões que existem por aí,se surgissem há dois mil anos atrás,como suas histórias chegariam até nossos dias?Sem dúvida,fantásticas. Parece elementar,mas a contínua saturação que sofremos desde a infância,aliada à falta de auto confiança do ser humano que prefere acreditar num grande pai que o proteja sempre - mesmo que isso nunca aconteça - faz com que se aceitem sem maiores questionamentos os disparates religiosos. Que se veja com naturalidade o embaixador de Deus na terra,o Papa,andar com carros à prova de balas e guarda-costas! É destes conceitos tribais que devemos nos libertar e não permitir que inculquem em nossos filhos tais crendices,dando-lhes treinamento para enfrentarem os problemas sempre com soluções racionais. Desviar do carro que vem em sentido contrário ao invés de apelar aos gritos pelo Santo do Dia. Vai bater...



Atualização:e por falar nisso,Desembargador encomenda rito de magia Negra contra colegas...Clique.



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O click do mouse x o click do gatilho

Com o aumento da tensão no Oriente Médio causada pela queda de Mubarak e o entusiasmo cibernético dos que acreditam que clicks no mouse são mais fortes que no gatilho da Kalashinikov,hipocrisias políticas à parte,a preocupação mesmo não é pelo povo e sim pelo petróleo e seu caminho para o Ocidente via Canal de Suez. Dois milhões de barris de petróleo diários e cerca de 15% do gás natural liquefeito do comércio mundial passam por ele. Este corredor marítimo é tão fácil de cortar como a jugular de um infiel com uma cimitarra(não,meu jovem, cimitarra não é uma lancha,é uma espada muito usado por aquelas bandas...)
Teríamos escassez? Apenas nos primeiros momentos,mas a rota alternativa,contornando África alonga o tempo de entrega em mais de duas semanas,elevando de imediato os custos. A defunta União Soviética tentou por todas as formas dominar os pontos estratégicos deste importante caminho marítimo e nas décadas de 60 e 70 o pequenino Portugal com Angola,Cabo Verde e Moçambique em posição geográfica privilegiada, arcou com o peso desta posse,acabando por perder seu império.
Soma-se a esta preocupação,a neurose – justificadíssima – de Israel,que nunca consegue dormir sossegado nas paragens onde foi se instalar e logo agora que os inimigos já entravam na rotina tolerável das escaramuças de pequena monta somente para mostrar serviço,nuvens estranhas pairam no ar. Num mundo fechado,conservador como os países árabes,de povos estoicos por natureza,de chofre aparecem revoluções cibernéticas,população completamente à vontade em seus dias de fúria,dias sem medo. É sabido que a massa sempre pende para todos os lados de acordo com os insufladores e é apenas material de manobra,que no final simplesmente muda de donos. Mais assustador é,por exemplo,a Irmandade Muçulmana declarar com veemência que não tem nada com isso,não quer nada,não participa do poder. Para Israel,é como estivessem declarando o contrário. Com loucos à solta na região como o amigo do Lula e Amorim, Armadinejad, Bin Laden & Cia, se Israel farejar qualquer cerco maligno por parte dos fanáticos de Alá fará o que sempre fez,aliás com competência:desce o braço nos vizinhos e não tão vizinhos como o Irã e depois avisa os aliados e pede permissão. E tudo isso por culpa dos mocinhos que inventaram o facebook,twitter e outros sinais de fumaça cibernéticos. O pessoalzinho da bomba atômica morreria de inveja...
 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mercenários:cavalheiros ou escória?


A questão de mercenários ou não vai além do soldo,do dinheiro. Mercenário é o que luta sob uma bandeira estrangeira? É o que luta somente por dinheiro? Os conceitos são diversos e convencionou-se  -obra dos esquerdistas primários- chamar de mercenário quem luta pela democracia ocidental e de "internacionalista" quem luta pelo marxismo!

O militarmente incompetente Che Guevara,que depois da queda fácil do ditador Batista só colecionou fracassos se enquadraria na classificação clássica de mercenário,já que era argentino,lutou por Cuba,depois tentou Africa(fugiu rapidamente) e em seguida Bolívia,onde acabou morto por um sargento bêbado. Mas não,é um revolucionário... Eu,que nasci no Brasil e lutei em Moçambique,Angola e Rhodesia em defesa da Civilização Ocidental,sou mercenário...

No Ocidente,o preconceito ajuda muito na repulsa a quem luta por outros países,seja por dinheiro ou por ideal. E este preconceito foi criado a partir do Congo,aumentado por Hollywood,o que acabou atraindo realmente elementos de baixo nível que pensam mais em saques,em dinheiro e aventuras fáceis. Mas sua atuação foi sempre irrisória na decisão de guerras -Bob Denard à parte- além de atualmente serem preteridos pois existem as Companhias Militares Privadas (PMCs),organizadas,treinadas,poderosas e que realmente resolvem e fazem a diferença. Os fanfarrões,mercenários estilo Hollywood acabaram. Então,dependerá dos conceitos -e preconceitos- julgar se foram mercenários os homens que lutaram na Rhodesia,na Legião Estrangeira,no Batalhão 32 Búfalo...Eu defendo um nome para estes homens:guerreiros profissionais.
E guerreiros,como qualquer outra profissão -médicos, advogados, engenheiros, sacerdotes- podem ser bons, maus, competentes ou não, cavalheiros ou escória...


Extenso material sobre este assunto pode ser encontrado do site do ex fuzileiro da Rainha,Terry Aspinall:

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Suiça diz não ao desarmamento

Tenho certeza que o comportamento social do brasileiro não é o mesmo dos suiços ou europeus em geral,por uma série de fatores genéticos,climáticos,históricos,etc. Mas como os nossos incipientes cientistas políticos e os pseudos intelectuais que pululam por aí insistem em adotar aqui na tropicália medidas criadas e ajustadas a paises do 1º mundo,que já eram civilizados quando ainda andávamos sem tanga,repasso para vocês o resultado do plebiscito do desarmamento lá na bucólica Suiça:
http://bit.ly/eq4DKh

A Doutrina da Violência

A Doutrina da Violência nada mais é -como dirão os teóricos engajados de sempre- um retrocesso no tempo. Concordarei com eles desta vez,sempre prontos a criticarem as ideias alheias citando outras também alheias. E os velhos tempos,melhores não eram? A violência crescente,indomada,gratuita é uma obra prima destes teóricos que vivem longe da realidade,se auto bajulando e recitando ideias trocadas,alimentados pela condescendência da maioria que vive a realidade mas que por dedicarem seu tempo ao trabalho e criar suas famílias,não se manifestam,assistindo ao construir de normas e procedimentos absurdos que obstaculizam seu dia a dia,tirando-lhes inclusive o direito natural de defesa. E lobos atacam carneiros,não tigres....

Então devemos sim retroceder ao tempos que todos eram lobos,que respondiam rosnadas com rosnadas, mordidas com mordidas. E nos primeiros momentos de reação,teremos que ser tigres... Violência contra violência. E os direitos humanos?,perguntarão. Ora,é justamente o que estamos defendendo,o direito dos humanos contra os animais que matam,que roubam,que estupram,que ameaçam a matilha. Então virá o argumento de que ,com a impunidade para todos,com o uso generalizado de armas,haverá um aumento da violência. Haverá sim. Morrerão inocentes. Morrerão sim. E quem está morrendo hoje nas nossas ruas?Não são inocentes?E suas mortes não servem para nada,algo muda?Na Doutrina da Violência,as mortes dos inocentes servem para uma causa,após o pico de agressões e ataques gratuitos, como em vasos comunicantes haverá um equilíbrio de forças. Um recuo nos crimes. O marginal saberá que sempre poderá encontrar reação e não agirá com a mesma desenvoltura de hoje. E com forças equilibradas,a balança tenderá para os que tiverem uma mente superior,que obviamente não é o pária da Sociedade,não é o degenerado. Dirão os juristas que esta liberdade de ação levará à ditadura dos mais fortes e eu digo que isso já acontece,e os mais fortes são os marginais. Temos que retomar o poder para os verdadeiros cidadãos.

Mas surgirão quadrilhas bem armadas para atuarem,dirão...Mas já existem e a população poderá constituir seus grupos de defesa também,com fins muito mais nobres,bem equipados,treinados e atuando com inteligência contra um inimigo débil em razão. E os homens comuns que em condições normais nunca agiriam,não poderiam,pela impunidade e uso indiscriminado de armas,causar violência e mortes gratuitas,por motivo fútil?Sem dúvida e eles já estão considerados no período inicial,antes do equilíbrio. Servirá para colocar a desnudo os criminosos em potencial,espécimes que de terno e gravata podem estar trabalhando ao seu lado,cheios de mesuras e olhar dócil mas que volta e meia causam tragédias inesperadas e aparentemente inexplicáveis

Balança,equilíbrio,predomínio e vitória dos mais aptos. Já estamos vivendo o caos,mas nos acostumamos a ele,por ter chegado paulatinamente. E nos deixamos amarrar demais pelas normas e pelo patrulhamento das minorias atuantes. O resultado é,que embora a maioria pense assim,assustam-se por exemplo quando acima deparam com a sugestão “grupos de defesa”...A lei pune por incitamento à violência!Defender-se dos que a causam constitui crime!A lei é que incita a violência ao punir indiscriminadamente ao marginal e ao cidadão que defende o seu lar!O homem de bem recua,pois sempre tem muito a perder. Em consequência das injustas leis,a escapatória tem sido buscar meios desesperados de defesa passiva,dando somente ao marginal a liberdade de viver e circular,enquanto se desenvolvem e se multiplicam as construções que são o retorno dos castelos medievais, dentro de feudos -os condomínios,os cavaleiros com suas armaduras-os ternos de dyneema ou kevlar à prova de balas,automóveis blindados usados para o trabalho como se partissem para a guerra,grades nos terraços e janelas,transformando lares em prisões. E pobre do honesto e trabalhador cidadão que ouse matar um animal com pele de gente que derrube todas as defesas e penetre na casa atacando sua família;terá problemas para o resto da vida com a Justiça,além de ser muito mais espoliado por verdadeiras quadrilhas que vivem da extorsão sob ameaças veladas ou não às vítimas,dentro de delegacias ou escritórios de advocacia. É o que nos difere da Idade Média,para pior. Naqueles tempos menos hipócritas,o cavaleiro podia brandir sua espada para se defender...
 
Normas práticas a serem aplicadas?Por exemplo,a munição que já existe,”home defense”é de pequeno alcance,projetada para defesa pessoal,sem colocar pessoas em perigo por bala perdida;aperfeiçoá-la,liberar armas curtas e com este tipo de munição somente,para uso do cidadão. Mas quando digo liberar é o uso sem burocracia, compra e porte imediatos. Bandidos comprariam...Sem dúvida,mas eles já tem acesso a equipamentos melhores. Cidadãos comuns não saberiam usar...Mas o Estado exige treinamento também para os marginais?A intervenção do Estado na vida dos cidadãos e sua defesa tem se mostrado tremendamente ineficaz;ao Estado foi concedido o poder,nos primórdios da civilização,através de uma transferência permitida pelos cidadãos,para que um poder maior,central, os defendesse não só dos vizinhos mas os organizasse de forma eficaz contra inimigos externos. Os tempos mudaram,o Estado continua válido para a defesa externa e sem dúvida os homens sempre atenderão ao chamado da Nação,reconhecendo a autoridade governamental. Mas no âmbito interno esta autoridade não mais está sendo válida e nós,cidadãos, temos o direito de exigir a devolução desta concessão uma vez que estamos já há muito tendo que cuidar pessoalmente de nossa segurança,através de contratos particulares com firmas, guarda-costas e sacrifícios pessoais,quase sempre à revelia da lei e sujeitos a sermos punidos por termos algum patrimônio a defender. Como um pai que passa a casa para o nome do filho e é colocado por este para morar no quintal,sem mais direitos.

Se o Estado é incompetente para gerir nossa vida deve abrir mão deste direito e não interferir nas decisões e atos dos cidadãos tomados em defesa de suas famílias e bens. Mesmo que estes atos sejam de ordem preventiva. A Polícia nunca ganhará a guerra contra os marginais devido a uma política hipócrita que dita regras estritas para serem seguidas em combate a um inimigo que não as têm!Se um cidadão com emprego e residência fixa mata um elemento com histórico de assassinatos,roubos ou outros delitos,deve ser deixado em paz sem qualquer burocracia.-”Mas o marginal poderia ser recuperado para a Sociedade,ele é apenas uma vítima do Sistema,não teve oportunidades,etc,etc...”À cantilena dos teóricos ingênuos respondo que,com um décimo de um resgate qualquer conseguido em um sequestro,um cidadão normal poria sua vida em ordem,adquiriria bens duráveis,produziria e daria empregos;o marginal passa a vida roubando e continua na miséria,pelas suas mãos passa muito mais dinheiro do que pelas mãos de um trabalhador comum,mas se esvai pela sua incapacidade de gerir seja o que for,trata-se de outra espécie de animal,assemelhado ao homem apenas,um incidente genético. E não tenho dúvidas que num futuro não tão distante,será através da ciência genética que se acabarão com os criminosos,impedidos de se procriarem ou detectados ainda no ventre materno e ali mesmo sendo tratados para nascerem normais;não se trata de problema social e portanto nunca será resolvido socialmente pois não são vítimas do Sistema e sim produtos imperfeitos da natureza. As raposas,cachorros do mato e lobos são canídeos, assemelhados,podem ser confundidos mas não se trata dos mesmos animais embora pertencendo à mesma espécie. Pela premissa errada de que somos produtos de um Criador é que teimamos em criar raposas com lobos. Fossem a pobreza e as diferenças sociais gritantes motivação para o crime,a vida em países como a Índia seria impraticável...

Crimes ou atos infracionais,não importa a idade de quem os cometa indicam uma tendência inata,um inimigo a ser combatido,que sempre voltará a delinquir com mais experiência e portanto com mais perigo,causando danos maiores;fim da impunidade para os chamados menores, uma pequena mancha que sempre vira um tumor maligno...

E o que fazer com marginais capturados vivos?Aos que representarem alta condição de periculosidade,sem dúvida alguma a pena capital. Que não deixa de ser um prêmio,se relermos a Angústia de Deus (O Infinito não tem pressa) mas que é concedido para que não ameacem eventualmente outras vidas úteis,além de não se gastar com seu confinamento. Aos autores de crimes envolvendo violência,trabalhos forçados para produzir bens e indenizar a Sociedade. Vigiados pelas Forças Armadas,que assim treinariam seus homens;morariam em campos de prisioneiros, acampamentos provisórios por eles construídos,abrindo estradas e outras atividades,sempre produzindo a totalidade de seus alimentos,com gasto zero,sem direito a nada que o trabalhador honesto não tivesse acesso,como ocorre atualmente. Se houver,por exemplo, excedente de remédios,vacinas,após todos os cidadãos terem sido atendidos,poderão receber quando necessário. Os teóricos defensores de direitos humanos para criminosos terão o direito de abrir mão de sua parte em favor dos confinados,bem como viver nos acampamentos para cuidá-los,obviamente pagando seus custos. Não é admissível que um trabalhador passe fome com sua família enquanto o Estado fornece refeições,abrigo e assistência médica aos criminosos. Em acampamentos fixos,seriam instalados asilos para os que não conseguissem mais trabalhar,sempre cuidados pelos colegas que também teriam que fornecer seus alimentos. Aos autores de crimes sem violência,incluindo os econômicos,seria dada a opção de viverem em reservas isoladas sem vigilância,constituindo suas próprias comunidades sem qualquer ligação ou ônus para o Estado. Em caso de serem capturados fora das reservas,internação nos campos de prisioneiros,sem necessidade de julgamento.

As ideias chocam?E as cenas diárias de crianças perdendo os pais assassinados,de pais perdendo os filhos,de garotas sendo estupradas,de trabalhadores perdendo o fruto de toda uma vida de esfôrço honesto,não chocam?É necessário acabar com a hipocrisia,é necessário retirar a máscara social e não temer exprimir os pensamentos. Somos reféns de verdadeiros criminosos inconsequentes fantasiados de mestres,filósofos,cientistas sociais e políticos que nos amordaçam sob pena da execração pública ou processos vis e artificiais.

E são eles os grandes responsáveis pelo rebanho de carneiros sendo devorado pelos lobos impunes.


Um táxi em New Delhi 40º


Gurgaon - New Delhi-Gurgaon. Como fazer metade do pretendido no dobro do tempo... Peço um táxi,"mas que seja confiável". Chega o táxi.(meia hora depois) O motorista não entende absolutamente nada em inglês,nem mesmo sim ou não.Também o táxi não é táxi. Pelo menos é razoavelmente novo e tem ar condicionado para os 42 graus lá fora. Escrevo os endereços para o driver. Partimos. Cinco minutos depois,a primeira das 10 ou 15 paradas. Fico cozinhando o cérebro dentro do carro,que tem o ar condicionado mas não funciona bem,muito menos com o motor desligado. O motorista foi colocar uns créditos em seu celular. Mais alguns dedos de prosa. Mostra o meu papelzinho com os endereços. O pessoal balança a cabeça,mas para todos os lados,nunca se sabe se é positivo ou negativo...

Lá vamos nós. O celular é para pedir ajuda aos colegas. Dirige e fala. Repassa-me o celular,converso com outro motorista que entende inglês. Dou as instruções,devolvo o telefone. Conversam em hindi. A cena se repete,mas não mais que uma dúzia de vezes,se muito...fácil,fácil... Acelera,freia,acelera,freia,geralmente a uns dois centímetros-no máximo-dos riquixás,tuc-tuc,(riquixás motorizados,aqueles verdinhos)outros carros e pedestres. A distancia é medida pelo tamanho do oponente. Se for pedestre,este que trate de pular fora porque encosta mesmo. Nos riquixás o passageiro ou condutor usam os pés como para-choque. Todos buzinam freneticamente,mas sem a nossa conotação agressiva. E incrivelmente o transito flui,devagar e sempre. Melhor que em nossas cidades,cheias de regras,sinais e policiais,com acidentes e brigas. Aqui o segredo é a paciência. Mais uma parada. No meio da rua mesmo. Os veículos vão se desviando como podem,pela direita pela esquerda. Meu motorista abre a porta,deixa-a aberta e vai conversar com o motorista que vinha atrás,com meu papelzinho na mão. Finalmente retorna,eu achando que todo mundo estava incomodado. Quando vamos arrancar,o motorista de trás nos chama e acrescenta mais alguns detalhes...

Começo a desconfiar que meu driver além de não conhecer Delhi,também não sabe ler,é um illiterate,oh my God... Andamos mais um pouco. Desviando ou encostando,só as vacas,pelo sim pelo não,escapam. Tuc tuc e riquixás pela direita,esquerda,meu motorista pedindo informações com respostas sempre longas e em movimento. Quando é do meu lado abro logo a janela para que não parem no meio da rua para conversar. Arrancadas decisivas para depois fazer meia volta no meio das avenidas. Totalmente lost,que bost... Chegamos à embaixada,são gentis,escrevem as informações em hindi para o motorista. Ele as lê,provavelmente de cabeça para baixo. Mais alguns quilômetros. Para em local proibido,os policiais fazem sinal,ele deixa o carro no mesmo local e vai até eles com o papel,agora em hindi,nas mãos. Conversam,gesticulam as prováveis direções. Retorna e pela primeira vez coloca o cinto de segurança,provavelmente a pedido dos policiais. Coloco o meu também,já não baterei com a cabeça no painel novamente.

E em apenas três horas circulando em Delhi,consigo fazer a metade do que queria.Deixarei para outro dia,depois de devidamente hidratado. Retornamos a Gurgaon. Resolvo parar em um Mall para comer. O motorista decide ficar fora do estacionamento subterrâneo,mais precisamente estacionado na entrada dos demais carros. O segurança vem e chama-lhe atenção. Ele não responde -será que também não fala hindi?- e fecha o vidro na cara do homem. O segurança sutilmente começa a esmurrar a janela,acredito que vai quebrá-la. Faço sinal de "tudo bem" ao homem e desisto do almoço. Home!Mas o motorista não quer,insiste que eu fique. Quero pagar e voltar de riquixá,montado numa vaca,qualquer coisa mas ele também não entende,nem mostrando as rúpias. Home,home! 

Finalmente,depois de algumas horas com metade das coisas por fazer e sem comer,já estou em casa. Metade de um dia andando de táxi,preço a pagar:cerca de 20 dólares...Vá lá,por este preço,o que queria eu?