quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A corrupção no Brasil e seu mentor:o povo

O Brasil é indiscutivelmente um dos países mais corruptos do mundo. Medido,pesado e comprovado pela organização Transparência Internacional. Veja o gráfico. Os números,não só da corrupção mas de todos os males -violência, subdesenvolvimento,doenças- têm a ver com as raças que juntamente com os complementos de localização geográfica,línguas e afinidades culturais,formam os grandes grupos étnicos,inconfundíveis em sua maior ou menor capacidade de progredir ou superar obstáculos. Um Tsunami e terremoto no Japão com cerca de 9000 mortos é mais rapidamente superado que um temporal com deslizamentos na Região Serrana do Rio com 900 mortos. Pesquisem e vejam como estão as regiões japonesas e como está a citada região brasileira. Procurem inutilmente o destino das verbas brasileiras que deveriam ser usadas para a recuperação e saibam que o Japão devolveu dinheiro após considerar que era mais do que precisava... Ah,mas o Japão é muito mais rico que nós! Recordando:o Japão há 65 anos atrás estava totalmente arrasado,inclusive por armas atômicas,derrotado em uma guerra onde o intocado Brasil se achava entre os vencedores...

 
África,dezenas de anos após o fim do colonialismo ainda continua a culpar os colonizadores pelo seu atraso econômico,pela sua desastrada administração, corrupção,violência... Aqui por perto,o Haiti foi o primeiro pais latino americano a ter sua independência,quando os cerca de 30000 franceses,com o saco cheio de aguentar os 500000 escravos africanos,bateram a porta e foram embora ao primeiro sinal de rebelião. E o país continua a ser o mais pobre das Américas,tendo apenas usado da liberdade para desenvolver o vodú e a arte de pedir ajuda internacional... O que teria acontecido se a ilha estivesse nas mãos de ingleses ou japoneses nesses 200 anos? Duzentos anos é muito tempo! Oras não me venham com conversa mole de sabotagem capitalista,é incapacidade pura,indolência genética.

 
E justamente uma das grandes causas de todos esses problemas é a teimosia burra,vaidosa,de insistir que por exemplo,nós latinos,somos povos exatamente iguais em capacidade aos amarelos ou os anglo saxônicos... Tenham coragem de admitir,em que pese toda nossa riqueza,continuamos no Brasil exatamente como meio século atrás nos desenhos animados de Disney,retratando o Rio,Zé Carioca,ou os musicais e filmes de aventura americanos da mesma época. Torcemos o nariz com certo desdém para uma Bolívia ou os bigodões e sombreiros do México,mas somos iguaizinhos,talvez um pouco pior,pois nossa mistura racial é maior,portanto com menos uniformidade comportamental que influi negativamente quando em busca de um objetivo comum.

 
Produzimos uma imensa riqueza,pagamos impostos estratosféricos capazes de construir um pequeno pais por ano e nossos doentes estão jogados nos corredores de hospitais infectos,nossas crianças estudam em escolas em ruínas com professorinhas cansadas que chegam ao trabalho após uma epopeia diária em sucateados transportes urbanos sobre estradas e trilhos abandonados. Vivemos numa roleta russa diuturnamente contra bandos armados que se não nos interceptam nas ruas é porque já arrombaram as casas em nossa ausência. Todo o dinheiro que pagamos de aluguel ao governo para viver no que é nosso desaparece,escoa-se nos escuros ralos que levam ao esgoto da corrupção.

 
Mas somos nós mesmos que elegemos,escolhemos os corruptos,mercê de um sistema viciado,errôneo,que sempre na linha de que somos todos iguais,permite que os indolentes,os desonestos,os ignorantes coloquem no poder seus iguais para que dirijam e espoliem os que trabalham,os honestos,os que procuram adquirir cultura,produzir e progredir.

 
Sem mudar o sistema eleitoral nunca escaparemos da sangria da corrupção,seremos sempre um Brasil grande mas amarelado,um Jeca Tatu exaurido,exangue. O político brasileiro é em sua maioria o malandro que pensa apenas em se dar bem,o estelionatário simpático que usa de engôdo como os antigos vendedores de remédios milagrosos em feiras,para ascender ao poder e ao toma lá dá cá da distribuição descontrolada das verbas públicas. E é esse tipo humano que encanta a plebe,a grande massa votante,não o racional,o técnico,o profissional administrativo por vocação.

 
Séculos atrás já havia a percepção de que o voto popular,de manada,é uma arma que se volta contra o progresso e atenta contra a racionalidade. Em Portugal e creio que no Brasil também,existia a negação do direito de voto aos que não tivessem de renda líquida anual 100$000 réis em bens de raiz, capitais, comércio, emprego, ofício público, artes liberais ou mecânicas. Em 1955,tentando anular a pressão que Nehru fazia para a reintegração dos enclaves portugueses na Índia,Salazar criou um novo estatuto para valorizar os territórios,com um Conselho Legislativo aumentado com 23 membros,mas sendo 11 eleitos diretamente pela plebe rude e os 12 restantes por eleitores que pagavam mais de 5000 escudos de impostos!

 
Essa é a distorção que temos nesse imenso criadouro humano chamado Brasil ,onde os mais capazes trabalham para ver seu dinheiro dos impostos serem usados para alimentar os que procriam como ratos e nada mais produzem que buracos no orçamento,roem as verbas sem retorno e retribuem as esmolas nas eleições. Não precisamos da seleção dos 100$000 réis,basta a exigência de ensino médio completo para receber um título de eleitor. As escolhas seriam mais razoáveis,cidadãos que exigiriam dos parlamentares aplicação dos impostos em infraestrutura,não em paraísos fiscais, dentaduras ou cestas básicas paternalistas...